Quem frequenta os supermercados, sacolões de hortifrutigranjeiros e feiras livres sabe muito bem. Está mais caro para encher o carrinho e a cesta de legumes na despensa de casa. Embora a inflação oficial do Brasil tenha atingido 0,88% em março (0,18 ponto percentual mais alto que em fevereiro), os preços dos alimentos no Brasil registraram alta de 1,56% no terceiro mês do ano, tornando-se a principal alavanca da inflação no período. A constatação é de levantamento mensal feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta semana.
A aceleração nos preços dos alimentos foi notável, já que em fevereiro posicionou-se em 0,26%. Os itens que mais tiveram majoração de preços assustando os consumidores na hora das compras foram o tomate que disparou para até R$ 7,90, o quilo, em média, nos hortifrutis e supermercados de Nova Friburgo, contra o preço de fevereiro: R$ 3,99, o quilo, e a cebola que chegou a R$ 5,90, o quilo, em março contra R$ 2,90, no mês anterior.
A batata inglesa que no início do ano custava em Friburgo entre R$ 1,99 e R$ 2,99, subiu para R$ 4,99, o quilo, em março. Outro responsável pela alta nas compras de supermercado foi o leite longa vida. A caixinha de um litro que em fevereiro era encontrada a partir de R$ 3,49, em média nos supermercados de Friburgo, pulou para R$ 5,99.
Alimentação no domicílio impulsiona alta
A alta dos preços em março, segundo o levantamento do IBGE, foi impulsionada principalmente pela alimentação no domicílio, que registrou um aumento de 1,94% no mês passado, um crescimento significativo em comparação com os 0,23% observados em fevereiro.
A pesquisa aponta que os quatro itens campeões de aumentos em Friburgo também contribuíram para essa elevação a nível nacional: o tomate, com alta de 20,31%, a cebola, que subiu 17,25%, a batata-inglesa, com 12,17%, o leite longa vida, que encareceu 11,74%, além das carnes, com aumento de 1,73%.
Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda de preço, como a maçã (-5,79%) e o café (-1,28%). Os alimentos que mais pesaram na inflação são aqueles de maior consumo pelas famílias, impactando diretamente o índice geral de preços.
Altas e quedas no mês
Considerando as maiores variações percentuais, a cenoura e a abobrinha também se destacaram entre as altas, na pesquisa nacional, enquanto o abacate e a laranja-baía figuraram entre as maiores quedas.
Maiores altas, segundo a pesquisa
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Cenoura: 28,08%
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Abobrinha: 23,56%
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Tomate: 20,31%
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Cebola: 17,25%
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Feijão-carioca (rajado): 15,4%
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Batata-doce: 13,41%
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Açaí (emulsão): 12,56%
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Batata-inglesa: 12,17%
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Leite longa vida: 11,74%
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Pimentão: 8,58%
Maiores quedas
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Abacate: -13,2%
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Laranja-baía: -8,19%
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Maçã: -5,79%
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Laranja-lima: -3,98%
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Peixe-palombeta: -3,84%
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Limão: -3,64%
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Banana-maçã: -3,46%
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Mandioca (aipim): -3,25%
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Inhame: -3,21%
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Açúcar refinado: -2,98%
Aumento de quase 2% no IPCA acumulado
Além da alimentação, o avanço nos preços em março foi puxado também pelos grupos de transportes e bebidas. Juntos responderam por 76% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês.
No ano, o IPCA acumula avanço de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%. O percentual está acima dos 3,81% atingidos nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o IPCA registrou 0,56%.
O aumento de 4,59% na gasolina (que chegou a R$ 7,20, em média nos postos de Friburgo, em março) foi o fator mais relevante para o desempenho dos preços dos transportes, o que provocou impacto de 0,23 p.p. na inflação do mês. A passagem aérea (6,08%) e o diesel (13,90%), também pesaram apesar de menor influência no índice geral.
Com informações da Folha BV e Agência Brasil

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