Alimentos subiram 1,56% em março, aponta o IBGE

Tomate, cebola, batata inglesa e leite longa-vida foram os vilões do mês. Itens também tiveram altas significativas em Friburgo
quinta-feira, 16 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro

Quem frequenta os supermercados, sacolões de hortifrutigranjeiros e feiras livres sabe muito bem. Está mais caro para encher o carrinho e a cesta de legumes na despensa de casa. Embora a inflação oficial do Brasil tenha atingido 0,88% em março (0,18 ponto percentual mais alto que em fevereiro), os preços dos alimentos no Brasil registraram alta de 1,56% no terceiro mês do ano, tornando-se a principal alavanca da inflação no período. A constatação é de levantamento mensal feito pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta semana. 

A aceleração nos preços dos alimentos foi notável, já que em fevereiro posicionou-se em 0,26%. Os itens que mais tiveram majoração de preços assustando os consumidores na hora das compras foram o tomate que disparou para até R$ 7,90, o quilo, em média, nos hortifrutis e supermercados de Nova Friburgo, contra o preço de fevereiro: R$ 3,99, o quilo, e a cebola que chegou a R$ 5,90, o quilo, em março contra R$ 2,90, no mês anterior. 

A batata inglesa que no início do ano custava em Friburgo entre R$ 1,99 e R$ 2,99, subiu para R$ 4,99, o quilo, em março. Outro responsável pela alta nas compras de supermercado foi o leite longa vida. A caixinha de um litro que em fevereiro era encontrada a partir de R$ 3,49, em média nos supermercados de Friburgo, pulou para R$ 5,99.    

Alimentação no domicílio impulsiona alta

A alta dos preços em março, segundo o levantamento do IBGE, foi impulsionada principalmente pela alimentação no domicílio, que registrou um aumento de 1,94% no mês passado, um crescimento significativo em comparação com os 0,23% observados em fevereiro. 

A pesquisa aponta que os quatro itens campeões de aumentos em Friburgo também contribuíram para essa elevação a nível nacional: o tomate, com alta de 20,31%, a cebola, que subiu 17,25%, a batata-inglesa, com 12,17%, o leite longa vida, que encareceu 11,74%, além das carnes, com aumento de 1,73%.

Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda de preço, como a maçã (-5,79%) e o café (-1,28%). Os alimentos que mais pesaram na inflação são aqueles de maior consumo pelas famílias, impactando diretamente o índice geral de preços.

Altas e quedas no mês

Considerando as maiores variações percentuais, a cenoura e a abobrinha também se destacaram entre as altas, na pesquisa nacional, enquanto o abacate e a laranja-baía figuraram entre as maiores quedas.

Maiores altas, segundo a pesquisa 

  • Cenoura: 28,08%

  • Abobrinha: 23,56%

  • Tomate: 20,31%

  • Cebola: 17,25%

  • Feijão-carioca (rajado): 15,4%

  • Batata-doce: 13,41%

  • Açaí (emulsão): 12,56%

  • Batata-inglesa: 12,17%

  • Leite longa vida: 11,74%

  • Pimentão: 8,58%

Maiores quedas

  • Abacate: -13,2%

  • Laranja-baía: -8,19%

  • Maçã: -5,79%

  • Laranja-lima: -3,98%

  • Peixe-palombeta: -3,84%

  • Limão: -3,64%

  • Banana-maçã: -3,46%

  • Mandioca (aipim): -3,25%

  • Inhame: -3,21%

  • Açúcar refinado: -2,98%

Aumento de quase 2% no IPCA acumulado 

Além da alimentação, o avanço nos preços em março foi puxado também pelos grupos de transportes e bebidas. Juntos responderam por 76% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês.

No ano, o IPCA acumula avanço de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%. O percentual está acima dos 3,81% atingidos nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o IPCA registrou 0,56%.

O aumento de 4,59% na gasolina (que chegou a R$ 7,20, em média nos postos de Friburgo, em março) foi o fator mais relevante para o desempenho dos preços dos transportes, o que provocou impacto de 0,23 p.p. na inflação do mês. A passagem aérea (6,08%) e o diesel (13,90%), também pesaram apesar de menor influência no índice geral.

Com informações da Folha BV e Agência Brasil

 

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