As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 90 segundos uma pessoa morre por problemas cardíacos no Brasil. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) indicam que, a cada 40 segundos, alguém perde a vida no país em decorrência dessas enfermidades, totalizando cerca de 350 mil óbitos anuais.
A cada 90 segundos uma pessoa morre por problemas cardíacos no Brasil
Com números tão alarmantes, campanhas de conscientização tornam-se fundamentais. No mesmo mês em que o Brasil se mobiliza pelo Setembro Amarelo, voltado à prevenção do suicídio e à promoção da saúde mental, outra cor ocupa espaço no calendário: o Setembro Vermelho, criado para lembrar a importância do cuidado com o coração. A data central da campanha é 29 de setembro, Dia Mundial do Coração, instituído em 2000 pela Federação Mundial do Coração, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).
A proposta é clara: chamar a atenção para a prevenção das doenças cardiovasculares, incentivando mudanças de hábitos e a realização de check-ups regulares. Mas especialistas reforçam que, mais do que um mês simbólico, a saúde cardíaca deve ser prioridade durante todo o ano, em cada escolha alimentar, em cada rotina de exercícios e em cada consulta médica.
Hábitos que salvam vidas
O avanço da medicina permite tratamentos cada vez mais eficazes, mas a prevenção ainda é o caminho mais seguro. Segundo a SBC, 90% dos casos de primeiro infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) poderiam ser evitados com o controle de fatores de risco conhecidos, como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo e estresse.
Entre as medidas mais eficazes estão a adoção de uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos e carnes magras, além da redução do consumo de sal, açúcar e alimentos ultraprocessados. O fumo e o excesso de álcool também aparecem entre os maiores vilões da saúde do coração.
Outro ponto fundamental é a prática regular de atividade física. Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, natação ou ciclismo, ajudam a controlar o peso, fortalecem o sistema cardiovascular e reduzem os níveis de colesterol e glicemia. Aliados ao movimento, o controle do estresse e a boa qualidade do sono também desempenham papel central na saúde cardíaca.
Sinais de alerta
Muitas vezes silenciosas, as doenças cardiovasculares podem se manifestar de maneira súbita. Conhecer os sintomas é essencial para procurar ajuda médica imediata.
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Angina: dor ou pressão no peito, causada pela redução de sangue nas artérias do coração.
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Infarto do miocárdio: ocorre quando o fluxo sanguíneo é interrompido em uma artéria, provocando dor intensa no peito, falta de ar, suor frio e náusea.
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Arritmias: alterações no ritmo cardíaco que podem causar palpitações, tontura ou desmaios.
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A orientação é clara: diante de qualquer sinal, buscar atendimento de emergência pode salvar vidas.
Prevenção em foco
Além de manter hábitos saudáveis, especialistas recomendam consultas médicas periódicas e exames de rotina para monitorar pressão arterial, colesterol e glicemia. O check-up deve ser feito ao menos uma vez por ano, especialmente após os 40 anos ou antes disso, caso haja histórico familiar de doenças cardíacas.
“Cuidar do coração não é apenas uma questão individual, mas de saúde pública. A cada morte precoce, o impacto é enorme para famílias, comunidades e para o sistema de saúde. Pequenas mudanças de comportamento podem trazer resultados significativos”, reforça a SBC em nota oficial.
Conscientizar para transformar
A missão do Setembro Vermelho é difundir a ideia de que cuidar do coração deve ser um compromisso diário. A campanha busca inspirar pessoas a reverem suas escolhas e a assumirem um papel ativo na prevenção.
Beber água regularmente, trocar temperos industrializados por naturais, reduzir gradativamente o sal, optar por açúcares menos refinados, não fumar, praticar atividades físicas e aprender a controlar o estresse são passos simples que, juntos, podem garantir mais qualidade de vida e longevidade.
Em um cenário onde quase 400 mil brasileiros morrem por ano devido a complicações cardiovasculares, a informação é, sem dúvida, uma poderosa ferramenta de transformação. E o recado da campanha é direto: conscientizar é o melhor caminho.
(Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia)
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