CDB, LCI, LCA: sabe o que significam essas siglas?

Gabriel Alves

Educação Financeira

CEO da empresa Delta, de consultoria, Gabriel escreve sobre economia e finanças e dá dicas de inteligência no gerenciamento de gastos e de como conquistar o equilíbrio entre desejo de aquisições e controle emocional para otimizar as despesas.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Investir, na verdade, nada mais é do que multiplicar o dinheiro; seja alocando recursos em ideias, negócios, sonhos ou mercado financeiro. Contudo, este, por sua vez, permite uma vasta diversidade de produtos de investimentos e possibilita, ao investidor, a caracterização de seus investimentos de acordo com os seus princípios e necessidades. Um bom investidor busca conhecer e aprender sobre todos os produtos de mercado financeiro e é essa a minha missão de hoje: te ensinar – ou talvez apenas esclarecer – o que é a renda fixa. Já ouviu falar?

Antes de mais nada, o mercado financeiro pode ser categorizado em apenas duas grandes áreas de distinção, a renda fixa e a renda variável. Na renda fixa, não há o investimento, de fato, no setor produtivo, não haverá uma empresa desenvolvendo ideias e soluções sociais, por exemplo. Nesta categoria de investimentos, ao adquirir um produto você está, literalmente, emprestando dinheiro para o emissor em troca de uma rentabilidade e liquidez definida logo no momento da compra – é uma forma de captação de recursos para instituições financeiras.

Rentabilidade - Contudo, ao mencionarmos a rentabilidade da renda fixa, precisamos falar de Selic – a taxa básica de juros no Brasil. Os produtos de renda fixa são sempre indexados a alguma taxa de comparação para rentabilidade e a mais comum é o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) que acompanha de perto a taxa Selic, que está em constante queda desde 2016. Portanto, caso queira investir nessa modalidade, não aceite rentabilidade abaixo de 100% do CDI, pois o investimento em Tesouro Selic, por exemplo, já vai possibilitar uma rentabilidade próxima.

Liquidez - Na renda fixa, é o tempo de vencimento de um produto. Numa análise simples, quanto maior o tempo de liquidez, maior será a rentabilidade. Lembre-se, um produto com liquidez de dois anos só terá sua rentabilidade efetuada após passado esse tempo.

Produtos e segurança - Apesar da baixa rentabilidade atual (com a Selic em 4,5% ao ano), a maior vantagem da renda fixa é a segurança dos seus recursos e por isso é importante conhecer os produtos desta categoria que, entre muitos outros, são poupança, CDB (Certificado de Depósito Bancário), LCI e LCA (Letra de Crédito Imobiliário e do Agronegócio), Letra de Câmbio e Tesouro Direto. Ao escolher um produto que mais se adeque às suas necessidades, saiba que o FGC (Fundo Garantidor de Crédito, “entidade privada, sem fins lucrativos, destinada a administrar mecanismos de proteção a titulares de créditos contra instituições financeiras") garante até R$ 250 mil por CPF em cada produto de renda fixa; exceto o Tesouro Direto, que tem como garantidor o próprio Tesouro Nacional. Para exemplificar, se você adquire um CDB de R$ 200mil e a instituição financeira falir, é o FGC quem vai garantir seu capital investido e você não perderá o dinheiro.

Gostou? É investimento. O dinheiro se multiplica acompanhado de muita segurança. Agora, se o seu foco é alta rentabilidade, o que você busca é a renda variável; tema da coluna da próxima semana.

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CEO da empresa Delta, de consultoria, Gabriel escreve sobre economia e finanças e dá dicas de inteligência no gerenciamento de gastos e de como conquistar o equilíbrio entre desejo de aquisições e controle emocional para otimizar as despesas.

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