Blog de alexsantos_30845

Transformando resíduos de comunicação visual em novos ciclos produtivos

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
Foto: Adriano José

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável?  

Hoje o tema é posicionamento estratégico para empresas que queiram ser mais competitivas e sustentáveis. Bora lá!

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável?  

Hoje o tema é posicionamento estratégico para empresas que queiram ser mais competitivas e sustentáveis. Bora lá!

Na minha trajetória escrevendo sobre ESG — e também atuando diretamente nessa área — tenho observado um desafio crescente e ainda pouco debatido nos bastidores corporativos: o destino de banners e lonas publicitárias após o fim de campanhas. Produzidos em larga escala e com baixa reciclabilidade, esses materiais costumam ter vida útil curta e frequentemente acabam descartados como resíduos sólidos, ampliando impactos ambientais sérios, visto que tal material é derivado do petróleo podendo levar muitos séculos para se decompor.

Hoje, o descarte inadequado desses materiais deixou de ser apenas um problema ambiental e passou a integrar diretamente a agenda reputacional das empresas. Em um contexto em que práticas de ESG influenciam decisões de mercado, a gestão responsável de resíduos tornou-se um indicador concreto de compromisso socioambiental — e também de credibilidade institucional. É preciso considerar, ainda, o impacto negativo na imagem corporativa: imagine uma lona publicitária com a logomarca da empresa boiando em um rio, visível para todos. Aquilo que foi criado para promover a marca pode, rapidamente, transformar-se em um símbolo de descuido ambiental, gerando percepção negativa e prejuízos à reputação de qualquer negócio.

Números que mostram o impacto

Como integrante da EcoModas, acompanho de perto iniciativas que buscam soluções práticas para esse problema. Desde 2010, alguns projetos já desenvolvidos já possibilitaram a transformação de um pouco mais de sete toneladas de banners e lonas em novos produtos ecológicos para empresas de diferentes regiões do Brasil.

Esse volume representa não apenas resíduos desviados de aterros, mas também redução indireta de impactos ambientais, como economia de matéria-prima virgem, diminuição da demanda por novos plásticos e menor emissão associada à produção de materiais promocionais convencionais.

Para Adriana Santos, responsável pela criação das peças, “cada material tem características próprias, e nosso trabalho é estudar o melhor aproveitamento possível. Quanto mais inteligente for o design, maior é o reaproveitamento e menor o descarte”, observa.

Do passivo ambiental ao ativo estratégico

Na prática, banners que perderam sua função original podem ser convertidos em bolsas, estojos, carteiras e nécessaires utilizados em ações institucionais, kits corporativos e campanhas promocionais. Essa substituição de brindes tradicionais por itens reaproveitados ajuda empresas a alinhar comunicação, branding e responsabilidade ambiental.

O processo segue critérios técnicos: cálculo da área disponível de material, dimensionamento dos produtos possíveis e definição proporcional da produção. Esse planejamento garante melhor aproveitamento da matéria-prima e transparência de resultados — dados que podem inclusive compor relatórios de sustentabilidade corporativa.

Impacto social além do ambiental

Outro ponto relevante é o efeito social desse modelo produtivo. A confecção dos itens prioriza contratação de mão de obra local, estimulando geração de renda, valorização de habilidades artesanais e fortalecimento da economia regional. Isso amplia o alcance da iniciativa, que deixa de atuar apenas na esfera ambiental e passa a contribuir também para desenvolvimento social.

Na prática, isso significa que um resíduo corporativo descartado em uma ponta da cadeia pode se transformar em oportunidade de trabalho e renda em outra — um exemplo concreto de como a economia circular conecta diferentes dimensões da sustentabilidade.

Uma mudança de lógica

Tenho defendido cada vez mais a ideia de que sustentabilidade corporativa não depende somente de grandes tecnologias, mas de mudanças de mentalidade. Quando empresas passam a enxergar seus próprios resíduos como recursos reaproveitáveis e regenerativas, elas deixam de lidar com o descarte como problema isolado e passam a tratá-lo como parte estratégica de sua operação.

Produtos desenvolvidos a partir de banners que seriam descartados ganham novos significados, contam outras histórias e ainda se transformam em instrumentos de educação ambiental. Mais do que itens reutilizados, eles representam uma forma concreta de vivenciar a sustentabilidade e a economia circular — de maneira visível e autêntica.

No fim das contas, iniciativas desse tipo mostram que a chamada “missão sustentável” não é um conceito abstrato. Ela se materializa em números, processos, pessoas envolvidas e resultados mensuráveis — elementos que transformam discurso ambiental em prática concreta.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

créditos
Foto: Adriano José
Modelo: Ingridh Adames
Make: Cássia Juliana
Foto da galeria
Foto: Adriano José
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Um carnaval que planta o futuro em São Pedro da Serra

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
por Alex Santos

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável no clima de carnaval.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável no clima de carnaval.

Em meio à música, às cores e à celebração coletiva do carnaval no distrito de São Pedro da Serra, uma iniciativa chama atenção por ir além da folia e deixar marcas duradouras no território. Durante o carnaval de 2026, nós, da EcoModas Soluções Sustentáveis, participaremos do desfile do bloco carnavalesco Olha Eu Aí com uma ação simbólica e concreta: a distribuição de 26 mudas nativas da Mata Atlântica, todas de Palmeira-juçara. O número faz referência ao ano da ação e marca o caráter experimental da iniciativa.

As mudas são cultivadas em nosso viveiro próprio, instalado junto à sede sustentável da EcoModas, localizada no alto do teleférico de Nova Friburgo. Ao longo dos anos, esse espaço se tornou referência regional em educação ambiental, turismo ecológico e práticas de regeneração ambiental. Desde 2010, atuamos de forma contínua com soluções baseadas na natureza e já contribuímos para o plantio de mais de 35 mil mudas, reafirmando nosso compromisso com a Mata Atlântica.

A ação carrega também um forte componente de economia circular. Cultivamos as palmeiras juçara em cones vazios de linhas de costura industrial — resíduos reaproveitados tanto da própria confecção da EcoModas quanto de confecções tradicionais de lingerie de Nova Friburgo. Na prática, mostramos que resíduos industriais podem ganhar novas funções ambientais, educativas e simbólicas.

Nossa história com São Pedro da Serra é antiga e afetiva. Conheci Adriana Santos, minha companheira de vida e de trabalho, há 25 anos, justamente durante uma festa na localidade. Adriana é bióloga e responsável técnica dos projetos ambientais e pelo desenvolvimento dos produtos sustentáveis da EcoModas. Eu atuo como escritor e sou responsável pela área comercial e pelo desenvolvimento dos projetos socioambientais da empresa. Essa relação com o território atravessa tudo o que fazemos.

A muda como parte do desfile

Durante o desfile, as mudas não serão apenas entregues ao público, mas distribuídas pelos próprios integrantes do bloco Olha Eu Aí, fortalecendo o caráter coletivo da ação. Para garantir segurança e praticidade durante a festa, cada muda será entregue em seu cone reutilizado, acompanhada de uma alça de ombro que permite o transporte ao longo do percurso sem danificar a planta.

Cada alça traz ainda uma etiqueta com QR Code, que direciona o participante para uma página digital com informações sobre a iniciativa, orientações de plantio e conteúdos educativos sobre a importância da Palmeira-juçara para a Mata Atlântica. A proposta é transformar o gesto simbólico de receber uma muda em um convite à continuidade do cuidado após o carnaval.

Ao longo de mais de 15 anos de atuação, a EcoModas tem sido reconhecida e premiada por integrar moda sustentável, educação ambiental, reflorestamento, economia circular e impacto social positivo. Levar esse trabalho para o carnaval reforça uma ideia que considero essencial: grandes eventos culturais também podem ser espaços de regeneração ambiental e transformação coletiva.

Um carnaval que rompe com o descartável

Em um cenário marcado pelo descarte excessivo em grandes eventos, essa ação se diferencia ao substituir brindes efêmeros por vida. Em vez de resíduos ao final da festa, propomos plantio, regeneração e responsabilidade ambiental. A iniciativa dialoga diretamente com a identidade do bloco Olha Eu Aí, conhecido pelo reaproveitamento criativo de materiais e pela valorização do fazer coletivo.

Como define o diretor de carnaval do bloco, Rodrigo Lima, o conceito que guia o desfile é simples e poderoso: “Nada se perde, tudo se transforma”. Mais do que uma ação pontual, a distribuição das mudas reforça o carnaval como espaço de educação ambiental, pertencimento comunitário e cuidado com o território.

Em 2026, o bloco Olha Eu Aí desfila com o enredo “As mãos que nos alimentam”, celebrando as pessoas que trabalham, cuidam, plantam, cozinham, costuram, ensinam e mantêm viva a cultura popular. A narrativa une natureza, fé e cultura, exaltando as águas como origem da vida e conduzindo o cortejo por um simbólico “rio de emoção”.

O desfile é composto por seis alas que contam essa história a partir das mãos: as que plantam, as que produzem o alimento, as que fazem o artesanato, as que transmitem saberes e as que sonham. Crianças abrem o cortejo, seguidas pelas alas temáticas, enquanto os tradicionais bonecões e a pipoca completam a festa pelas ruas da vila.

Desfile do Bloco Olha Eu Aí

  • Data: próximo sábado, 14
  • Concentração: 17h, no Largo do Estrela
  • Desfile: 18h, em direção ao Coreto
  • Encerramento: 20h30, na quadra esportiva de São Pedro da Serra

A palmeira juçara e a preservação da Mata Atlântica

A escolha da palmeira juçara (Euterpe edulis) é estratégica. Espécie nativa e símbolo da Mata Atlântica, ela desempenha papel fundamental na manutenção da biodiversidade, servindo de alimento para mais de 60 espécies de animais silvestres. Sua polpa também é rica em nutrientes e utilizada na alimentação humana. Historicamente ameaçada pelo corte ilegal do palmito, a juçara tornou-se um dos principais focos das ações da EcoModas em restauração florestal.

Em São Pedro da Serra, o carnaval não termina na quarta-feira de Cinzas — ele segue crescendo, muda a muda, raiz a raiz, no território e na consciência de quem participa.

Saudações Sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
(Foto: IA)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Artivismo e educação ambiental

terça-feira, 27 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Quando a arte se torna ferramenta de transformação

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma prosa sustentável!

Quando a arte se torna ferramenta de transformação

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma prosa sustentável!
Em meio à deslumbrante natureza no alto do Teleférico de Nova Friburgo , eu desenvolvo, junto à EcoModas, um espaço onde arte, sustentabilidade e educação ambiental se encontram de forma concreta e acessível: o Jardim da Reciclagem. Mais do que um ambiente expositivo, o local vem se consolidando como um território de “artivismo” — um movimento que une arte e ativismo socioambiental para provocar reflexão, mudança de comportamento e impacto positivo.
As obras presentes no jardim são criadas, em sua maioria, por mim e, em muitos casos, busco algum profissional que possa executar algo que eu não consigo fazer. Com um olhar atento às possibilidades e à ressignificação dos materiais, utilizo itens descartados como extintores antigos, mangueiras de incêndio sem uso, plásticos, metais e objetos encontrados em caçambas pelas ruas. Cada escultura transforma aquilo que seria lixo em narrativas visuais que falam sobre consumo, natureza, biodiversidade e responsabilidade coletiva. É onde a arte deixa de ser apenas estética e passa a escoar com propósito.
 
O que é artivismo e onde ele nasceu
O termo artivismo surge da junção das palavras arte e ativismo e ganha força a partir da segunda metade do século XX, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, em meio a movimentos sociais, ambientais e políticos. Desde então, essa linguagem se espalhou pelo mundo por sua capacidade de dialogar com públicos diversos, ultrapassando barreiras acadêmicas e técnicas.
Seu principal objetivo é provocar consciência e engajamento, utilizando a arte como um meio de comunicação direto, sensível e crítico. Diferente da arte contemplativa tradicional, o artivismo convida o observador a refletir sobre seu papel no mundo e sobre os impactos de suas escolhas cotidianas. No contexto ambiental, tornou-se uma ferramenta poderosa para abordar temas como crise climática, poluição, descarte inadequado de resíduos, preservação da biodiversidade e economia circular.
 
O Jardim da Reciclagem
No Jardim da Reciclagem da EcoModas, o artivismo assume uma função educativa clara. Ali está o ExtintoVivo, um boneco criado com cinco extintores de incêndio e um aspirador de pó queimado. É sempre marcante observar a reação das pessoas que param para fotografar ao lado da obra, muitas vezes surpreendidas ao descobrir os materiais que a compõem.
Também fazem parte do espaço três Minions construídos com pneus reutilizados, que alegram o ambiente e arrancam gargalhadas das crianças, além dos Iluminaldos — duas lâmpadas queimadas fixadas em tubos plásticos (que enrolam tecidos das confecções de lingerie da cidade) e com braços feitos de cordas navais encontradas numa praia na Região dos Lagos.
Cada obra funciona como um ponto de diálogo, despertando curiosidade e facilitando a compreensão de temas complexos de forma simples e visual. Crianças, jovens, universitários, turistas e visitantes vivenciam ali uma experiência que vai além da observação: trata-se de aprendizado sensorial, provocação e troca.
As esculturas ajudam a traduzir conceitos como:
  • reaproveitamento de materiais e economia circular;
  • impactos do descarte incorreto de resíduos;
  • relação entre consumo, meio ambiente e qualidade de vida;
  • importância da preservação da Mata Atlântica e da biodiversidade local.
Durante as atividades educativas promovidas no espaço, o jardim se transforma em uma verdadeira sala de aula a céu aberto, onde o aprendizado acontece por meio da experiência, do contato direto com a arte e da reflexão coletiva.
Impactos mensurados e resultados concretos
O artivismo desenvolvido no Jardim da Reciclagem também gera impactos mensuráveis. Todas as obras são produzidas a partir de materiais que seriam descartados, contribuindo diretamente para a redução de resíduos enviados a aterros e para a valorização do reaproveitamento.
Além disso, o espaço já recebeu:
  • estudantes das redes pública e privada;
  • universitários de diferentes áreas;
  • turistas nacionais e internacionais;
  • empresas em ações de ESG, educação ambiental e sensibilização de equipes.
 
Arte, sustentabilidade e turismo ecológico
Inserido em um dos mais visitados atrativos turísticos de Nova Friburgo, o Jardim da Reciclagem também exerce um papel estratégico no fortalecimento do turismo ecológico e de experiência. Quem sobe o teleférico não encontra apenas paisagem e lazer, mas uma proposta cultural e educativa integrada ao território.
Esse tipo de iniciativa amplia o tempo de permanência do visitante, qualifica a experiência turística e agrega valor ao destino, alinhando-se às novas demandas do turismo contemporâneo, que busca significado, aprendizado e conexão com o local visitado.
 
Quando a arte inspira mudança
O artivismo presente no Jardim da Reciclagem reafirma nossa missão como um negócio de impacto positivo. Provocamos a reflexão, geramos consciência e inspiramos mudanças reais. Cada obra carrega não apenas criatividade, mas uma mensagem clara sobre responsabilidade ambiental e o papel de cada indivíduo na construção de um futuro mais sustentável.
Assim, a arte deixa de ser apenas forma e passa a ser linguagem, ferramenta e ação — um convite permanente para repensarmos a forma como consumimos, descartamos e nos relacionamos com o planeta.
Saudações sustentáveis!
Tudo verde sempre!
Foto da galeria
Jardim da Reciclagem EcoModas (Foto: Divulgação)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Abelhas sem ferrão

terça-feira, 06 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável e o tema de hoje é “mais docinho”...

Começamos este novo ano olhando para algo pequeno em tamanho, mas gigantesco em importância: as abelhas sem ferrão. Na EcoModas, acreditamos que falar de futuro passa, necessariamente, por proteger a vida em todas as suas formas. Foi com esse entendimento que criamos o Meliponário Zumbido Verde, um espaço vivo de cuidado, aprendizado e regeneração ambiental, instalado em nossa sede no Alto do Teleférico, em Nova Friburgo.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável e o tema de hoje é “mais docinho”...

Começamos este novo ano olhando para algo pequeno em tamanho, mas gigantesco em importância: as abelhas sem ferrão. Na EcoModas, acreditamos que falar de futuro passa, necessariamente, por proteger a vida em todas as suas formas. Foi com esse entendimento que criamos o Meliponário Zumbido Verde, um espaço vivo de cuidado, aprendizado e regeneração ambiental, instalado em nossa sede no Alto do Teleférico, em Nova Friburgo.

As abelhas sem ferrão fazem parte da história do Brasil muito antes da chegada dos colonizadores. Povos indígenas já conheciam, criavam e protegiam espécies como jataí, uruçu, mandaçaia e guaraipo, reconhecendo nelas não apenas produtoras de mel, mas guardiãs da floresta. O meliponicultivo indígena era — e continua sendo — uma prática profundamente conectada ao equilíbrio da natureza, à alimentação e à cultura.

Do ponto de vista ecológico, essas abelhas exercem um papel insubstituível. Elas são responsáveis pela polinização de grande parte da flora nativa, garantindo a regeneração das matas, a diversidade vegetal e a manutenção dos ecossistemas. Sem polinizadores, não há floresta em pé. Sem floresta, não há água, clima equilibrado ou produção de alimentos. É uma cadeia silenciosa, mas absolutamente vital.

Quando falamos em alimento humano, a importância das abelhas se torna ainda mais evidente. Estima-se que cerca de 70% dos alimentos que chegam à nossa mesa dependem, direta ou indiretamente, da polinização. Frutas, legumes, sementes e grãos só existem em abundância graças a esse trabalho invisível, diário e coletivo realizado pelas abelhas.

Foi a partir dessa consciência que implantamos o Zumbido Verde, não como um projeto isolado, mas como parte da nossa atuação integrada em sustentabilidade. O meliponário da EcoModas, que conta com a equipe técnica de um engenheiro florestal e uma bióloga, contribui diretamente para a polinização das matas do Morro do Teleférico, fortalecendo a vegetação local e ampliando a biodiversidade da região. É natureza cuidando da natureza — com o apoio humano certo.

A EcoModas tem se destacado justamente por essa imersão dentro e fora de seus muros institucionais. Não nos limitamos ao discurso ou à produção sustentável; colocamos a sustentabilidade em prática, no território, na comunidade e nas relações que construímos. O meliponário é um reflexo desse compromisso: educativo, ambiental e social.

Dentro do contexto turístico de Nova Friburgo, o Zumbido Verde também se tornou uma ferramenta poderosa de conscientização. Recebemos turistas de diferentes regiões que visitam nossa sede e participam de visitações guiadas ao meliponário, onde aprendem sobre a importância das abelhas sem ferrão, a relação com a floresta e os desafios ambientais atuais. É turismo com propósito, que informa, sensibiliza e transforma.

Hoje, cinco hotéis parceiros já indicam a sede da EcoModas como um atrativo turístico sustentável da cidade, fortalecendo uma rede que conecta meio ambiente, educação e economia local. Essa integração mostra que é possível pensar desenvolvimento sem abrir mão da preservação.

Começar o ano falando de abelhas sem ferrão é, para nós, mais do que simbólico. É um lembrete de que o futuro depende de escolhas feitas agora. De projetos que respeitam os ciclos naturais. De iniciativas que entendem que sustentabilidade não é tendência, é responsabilidade.

Seguimos acreditando que, assim como o zumbido discreto dessas abelhas mantém a floresta viva, pequenas ações consistentes podem sustentar um futuro mais equilibrado para todos nós.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Então, é Natal!

terça-feira, 23 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma prosa sustentável e hoje com uma reflexão “natalina”.

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma prosa sustentável e hoje com uma reflexão “natalina”.

A frase “Então, é Natal. E o que você fez?”, eternizada em forma de canção, ressurge todos os anos como um convite à reflexão. Mais do que celebrar, o Natal nos provoca a olhar para dentro, rever escolhas e pensar no impacto que nossas atitudes têm no mundo. Em tempos de emergência climática, essa interrogação ganha ainda mais força — não apenas na Região Serrana do Rio de Janeiro, mas em todos os territórios do planeta, onde eventos extremos, escassez de recursos e desigualdades socioambientais revelam que nossas decisões locais têm consequências globais.

Nova Friburgo, cidade abraçada por montanhas, rios e áreas verdes, conhece profundamente tanto a beleza quanto a fragilidade do meio ambiente. Nos últimos anos, eventos extremos — como chuvas intensas, deslizamentos, aumento das temperaturas, períodos prolongados de estiagem seguidos por incêndios de grandes proporções e mudanças no regime climático — deixaram de ser episódios isolados e passaram a integrar o cotidiano. Esses fenômenos não transformam apenas a paisagem natural; impactam diretamente a vida das pessoas, a economia local, o turismo, a agricultura e a saúde da população, evidenciando a urgência de repensarmos nossa relação com o território e com a natureza.

Falar de sustentabilidade, portanto, não é um discurso distante ou abstrato. É falar de sobrevivência, qualidade de vida e responsabilidade coletiva. Sustentabilidade começa na rotina: na forma como consumimos, descartamos, nos locomovemos e nos relacionamos com o território onde vivemos. Cada escolha cotidiana carrega um impacto — positivo ou negativo — sobre o meio ambiente e sobre a sociedade.

O período natalino, tradicionalmente marcado por excessos, também pode ser ressignificado. É possível celebrar sem desperdiçar, presentear sem explorar e confraternizar sem ignorar os desafios do nosso tempo. O consumo consciente se apresenta como uma ferramenta poderosa de transformação social e ambiental. Escolher produtos duráveis, reduzir embalagens, evitar descartáveis e repensar compras por impulso são atitudes simples, mas extremamente eficazes.

Valorizar o comércio local de Nova Friburgo e da Região Serrana é outro gesto essencial. Ao optar por produtos feitos na cidade ou na região, o consumidor fortalece a economia local, gera renda, reduz emissões de carbono ligadas ao transporte de mercadorias e contribui para um desenvolvimento mais justo. O artesanato local, por exemplo, carrega identidade, história e afeto. São peças únicas, produzidas com cuidado, muitas vezes a partir do reaproveitamento de materiais, conectando tradição, criatividade e sustentabilidade.

Também é fundamental apoiar iniciativas, projetos e empresas que atuam alinhadas aos princípios da sustentabilidade e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Negócios que reutilizam resíduos, investem em economia circular, promovem impacto social e cuidam do meio ambiente demonstram que é possível crescer sem destruir. Em Nova Friburgo, já existem exemplos inspiradores de empreendimentos que transformam resíduos em novos produtos, educam para a sustentabilidade e envolvem a comunidade em ações de preservação ambiental.

Nesse contexto, o presente de Natal ganha um novo significado. Ele deixa de ser apenas um objeto e passa a ser um posicionamento. Presentear de forma consciente é dizer, mesmo sem palavras, que nos importamos com o futuro, com as pessoas, com as cidades e com o planeta. É transformar o ato de dar presentes em um gesto de responsabilidade e cuidado coletivo.

Que este Natal seja mais do que uma data no calendário. Que seja um momento de pausa, reflexão e mudança de rota. Porque cuidar do meio ambiente é, antes de tudo, cuidar das pessoas — das que vivem hoje em Nova Friburgo, na Região Serrana, no Brasil e nos mais diversos cantos do planeta, e também das que ainda virão. Pessoas que compartilham o mesmo ar, a mesma água e a mesma responsabilidade sobre o futuro comum. E talvez esse seja um dos maiores sentidos dessa interrogação que insiste em nos acompanhar todos os anos.

Saudações sustentáveis!

Que o Natal seja um tempo de consciência, cuidado e esperança, e que 2026 chegue trazendo novas oportunidades, escolhas mais responsáveis e muitas alegrias compartilhadas — entre as pessoas e com o planeta.

Foto da galeria
(Ilustração: Divulgação Ecomodas)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Ecodesign: Como mesas e cadeiras escolares ressignificadas transformam espaços e consciências

terça-feira, 09 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Opa, tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável.

Quando decidimos transformar a área externa da sede da EcoModas em um ambiente criativo e sustentável, queríamos que cada peça de mobiliário carregasse história, propósito e impacto positivo. Não imaginávamos, no entanto, que as mesas e cadeiras ressignificadas — vindas de uma escola que as descartaria — se tornariam símbolos tão fortes do nosso compromisso com o ecodesign e com a educação ambiental.

Opa, tudo verde? Bora para mais uma prosa sustentável.

Quando decidimos transformar a área externa da sede da EcoModas em um ambiente criativo e sustentável, queríamos que cada peça de mobiliário carregasse história, propósito e impacto positivo. Não imaginávamos, no entanto, que as mesas e cadeiras ressignificadas — vindas de uma escola que as descartaria — se tornariam símbolos tão fortes do nosso compromisso com o ecodesign e com a educação ambiental.

Hoje, essas peças não apenas integram o visual da nossa sede — que inclusive passou a fazer parte do roteiro turístico recomendado por seis hotéis da cidade — como também inspiram turistas, moradores, estudantes e grupos de diferentes regiões do Brasil e do mundo a repensarem o que chamam de “lixo”. Mais do que mobiliário, são ferramentas de reflexão e encantamento que fortalecem Nova Friburgo como referência em inovação sustentável, mostrando que é plenamente possível transformar resíduos em soluções funcionais, esteticamente marcantes e profundamente educativas.

Cada mesa e cada cadeira exposta na EcoModas prova que sustentabilidade pode — e deve — ser vivida de maneira prática, replicável e transformadora. Tanto é que diversas pessoas, escolas e empresas já demonstraram interesse em adquirir nossos mobiliários e contratar nossos serviços para levar esse modelo para suas cidades, tornando seus ambientes mais responsáveis, criativos e ambientalmente corretos.

 

O ecodesign como ferramenta de mudança

Desde o fim dos anos 1980, quando o ecodesign começou a ganhar força no mundo, seu objetivo sempre foi o mesmo: criar soluções que considerem todo o ciclo de vida de um produto, evitando desperdícios e reduzindo impactos ambientais.

Na sede da EcoModas no alto do Teleférico, esse conceito virou prática diária. Transformar o que já existe é, ao mesmo tempo, um ato de respeito ao meio ambiente e uma expressão de criatividade. E poucas peças representam isso tão bem quanto nossas mesas e cadeiras escolares reaproveitadas, que hoje despertam admiração em quem visita Nova Friburgo.

 

Mesas artesanais feitas com mangueiras de incêndio vencidas

As mesas de escolas que recebemos tinham estruturas de madeira quebradas — impossíveis de manter em uma área externa exposta ao sol e à chuva. Também já estavam condenadas ao descarte.

Optamos pela ressignificação. Substituímos todas as bases por mangueiras de incêndio vencidas, materiais que não poderiam mais ser usados em sua função original e que, em muitos casos, acabam descartados irregularmente.

O processo foi totalmente manual, coletivo e artesanal. Trançamos cada mesa cuidadosamente e o resultado é uma peça resistente, visualmente surpreendente e carregada de significado ambiental. Para conservar seu aspecto de novidade, aplicamos novas demãos de tinta — geralmente à base d’água — sempre que necessário.

 

Cadeiras escolares ressignificadas com bandas de pneus

As cadeiras também vieram de escolas e estavam destinadas ao lixo. Se fossem parar em aterros, além do volume de resíduos, causariam impactos significativos — especialmente por conter metais de lenta decomposição.

Para ressignificá-las, utilizamos bandas de pneus como novos assentos. Os pneus são um dos resíduos mais problemáticos do mundo: levam séculos para se decompor, podem acumular água, liberar substâncias tóxicas e favorecer proliferação de doenças. Convertê-los em assentos duráveis e atraentes é uma solução que une funcionalidade, proteção ambiental e estética.

 

Mais que mobiliário: uma experiência que educa, provoca e transforma

Quem visita a EcoModas logo percebe que nossas mesas e cadeiras ressignificadas vão muito além da função de mobiliar um espaço. Elas despertam curiosidade, provocam perguntas e estimulam diálogos profundos sobre consumo, descarte e responsabilidade ambiental. Em cima das mesas, deixamos disponíveis alguns tabuleiros de jogos de dama cujas peças do jogo são feitas com tampas plásticas de garrafas pet reutilizadas despertando momentos de interação entre as pessoas. Cada conjunto das nossas mesas e cadeiras mostra, de forma concreta, que sustentabilidade e design podem caminhar juntos, inspirando visitantes a imaginarem — e criarem — soluções semelhantes em suas próprias cidades, escolas ou empresas.

Esse impacto vai além das fronteiras de Nova Friburgo. Turistas de diversos estados e até de outros países frequentemente compartilham conosco que voltam para casa motivados a desenvolver seus próprios mobiliários, projetos de reaproveitamento ou iniciativas ambientais. Esse movimento reforça o papel da EcoModas como referência em inovação socioambiental e fortalece a imagem de Nova Friburgo como uma cidade que transforma resíduo em oportunidade e educação.

E essa inspiração não acontece apenas no campo das ideias — ela se materializa diretamente no meio ambiente. Conseguimos evitar que móveis inteiros fossem enviados ao lixo, prolongar a vida útil de materiais já existentes, dar destino consciente a mangueiras de incêndio e pneus e, consequentemente, reduzir emissões de CO₂. Cada peça exposta em nosso espaço conta uma história de impacto positivo, mostrando que escolhas criativas podem gerar benefícios reais para o planeta.

 

Criar e preservar, sempre juntos — e inspirando novas cidades

Ao olhar para essas mesas e cadeiras, posicionadas sobre um gramado feito com plástico reciclado, vemos muito mais que mobiliário: vemos escolhas conscientes, vidas transformadas, oportunidades de educação e inovação que surgem a partir de materiais antes tratados como lixo.

Nova Friburgo já colhe frutos desse movimento — e, cada vez mais, outras cidades percebem que podem seguir o mesmo caminho. Estamos prontos para auxiliar escolas, empresas, governos e organizações que desejam criar ambientes mais sustentáveis, replicar nossas soluções em seus territórios e promover experiências de impacto socioambiental.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
(Foto: Divulgação Ecomodas)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Bombas de sementes: uma iniciativa que lança vida e consciência

terça-feira, 25 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

Desde 2018, quando começamos a desenvolver o projeto Bombas de Sementes na EcoModas, percebo como pequenos gestos podem gerar transformações profundas — tanto na natureza quanto no coração das pessoas. A iniciativa nasceu do nosso desejo de unir regeneração ambiental, educação ecológica e participação ativa da comunidade friburguense.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

Desde 2018, quando começamos a desenvolver o projeto Bombas de Sementes na EcoModas, percebo como pequenos gestos podem gerar transformações profundas — tanto na natureza quanto no coração das pessoas. A iniciativa nasceu do nosso desejo de unir regeneração ambiental, educação ecológica e participação ativa da comunidade friburguense.

As bombas de sementes — pequenas esferas feitas com barro, composto orgânico e sementes de espécies nativas — seguem uma técnica ancestral, resgatada e difundida pelo agricultor japonês Masanobu Fukuoka, precursor da agricultura natural. Ele defendia que a natureza sabe o momento certo de germinar; nosso papel é apenas facilitar esse encontro entre a semente e o solo. Essa filosofia está na essência do nosso projeto.

De lá para cá, já lançamos e distribuímos mais de 15 mil bombas de sementes — e esse número segue crescendo dia após dia. Carregamos dentro de nós um desejo constante de ampliar esse movimento ecológico em Nova Friburgo, cidade onde nascemos em 2010 e onde seguimos plantando transformação.

 

A força de um gesto simples

Hoje, nossas bombas de sementes conquistam tanto moradores quanto turistas que visitam nossa pequena loja de produtos sustentáveis, no teleférico. Muitas são distribuídas como brindes; outras são adquiridas por quem deseja contribuir com a sustentabilidade financeira do projeto. Em ambos os casos, cada pessoa passa a participar de um ato simbólico e, ao mesmo tempo, profundamente prático: lançar vida ao solo enquanto passeia de cadeirinha no teleférico ou trafega pela serra que liga Nova Friburgo a Cachoeiras de Macacu.

 

Ações que criam raízes

Ao longo desses anos, vivi experiências marcantes relacionadas às bombas de sementes. Uma delas foi um evento que realizamos no Encontro dos Rios, quando desci de rafting com um grupo guiado pela equipe da Lumiar Aventura. Em alguns pontos da descida, fizemos pequenas paradas para lançar bombas de sementes nas margens do rio. A alegria e o envolvimento das pessoas naquele momento foram emocionantes.

Também idealizamos e realizamos ações junto à concessionária Rota 116, distribuindo milhares de bombas de sementes nas praças de pedágio. Motoristas que nunca haviam ouvido falar sobre regeneração ambiental saíam de lá com uma semente — literal e metaforicamente — para plantar. Muitas dessas bombas foram lançadas às margens da rodovia na serra fluminense, incentivando milhares de pessoas a cuidar do meio ambiente com as próprias mãos.

E não posso deixar de mencionar as atividades no Morro do Teleférico, onde estivemos inúmeras vezes — antes mesmo de nos instalarmos ali. Buscamos alcançar áreas de difícil acesso para promover o enriquecimento florestal e transformar esse esforço numa oportunidade de engajamento, permitindo que as pessoas vivam experiências marcantes e inspiradoras.

 

Turismo regenerativo: quando visitar também significa cuidar

Muito se fala em turismo sustentável, mas o mundo começa a dar um passo além: o turismo regenerativo. Mais do que reduzir impactos, esse modelo propõe que cada visitante deixe o destino melhor do que encontrou — seja por meio de ações ambientais, culturais ou sociais. É uma forma de turismo que não apenas preserva: regenera, fortalece ecossistemas e cria vínculos profundos entre pessoas e território.

Nesse sentido, temos contribuído diretamente para esse movimento. Embora hoje sejamos lembrados pela loja no Teleférico — onde oferecemos moda sustentável, acessórios ecológicos, artesanatos e produtos artesanais de empreendedores locais — nosso papel vai muito além da experiência de compra. Somos um ponto de educação ambiental de sensibilização e de conexão viva com a Mata Atlântica.

A iniciativa das bombas de sementes, coordenada pela bióloga Adriana Santos, é prova disso. Quando um visitante recebe ou adquire uma bomba e a lança da cadeirinha ou durante a viagem pela serra, ele faz parte de um ato regenerador, tornando a própria visita uma ação de cuidado com a natureza. Com isso, ajudamos Nova Friburgo a consolidar-se como um destino turístico moderno, responsável e inspirador. As bombas de sementes transformam o passeio em um ato de participação ecológica e fortalecem a imagem da cidade como referência em sustentabilidade.

O nosso trabalho no alto do teleférico é uma verdadeira vitrine da sustentabilidade friburguense — e, ao mesmo tempo, um laboratório vivo de aprendizado e educação ambiental que inspira pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo. Ali, ao lado de nossos clientes e visitantes, nasce a ideia, nasce a conversa, nasce o despertar. Porque quem passa por ali não leva apenas um produto: leva um propósito.

Enquanto houver mãos dispostas a semear, seguiremos transformando a cidade em um território de vida regenerada e esperança plantada.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
(Foto: Divulgação)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

No teleférico, a transformação de garrafas descartadas em impacto social, ambiental e turístico

terça-feira, 11 de novembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Quando nos instalamos no alto do teleférico de Nova Friburgo, algo nos inquietava: a quantidade de garrafas plásticas de água mineral descartadas irregularmente nas matas da encosta. Não era apenas um incômodo visual. Era um alerta ambiental e também um risco ao turismo — uma das principais vocações econômica da nossa cidade.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Quando nos instalamos no alto do teleférico de Nova Friburgo, algo nos inquietava: a quantidade de garrafas plásticas de água mineral descartadas irregularmente nas matas da encosta. Não era apenas um incômodo visual. Era um alerta ambiental e também um risco ao turismo — uma das principais vocações econômica da nossa cidade.

Ali, percebi que não bastava ocupar aquele espaço com uma loja de moda e produtos sustentáveis. Precisávamos fazer parte da solução. Foi assim que nasceu a ideia do nosso primeiro coletor de PET, instalado no primeiro estágio do teleférico, bem próximo da EcoModas.

O lixo que virou oportunidade

Hoje, esse coletor recebe em média 500 garrafas por mês, cerca de seis mil unidades por ano. Pode parecer pouco diante dos desafios do plástico no Brasil — onde cada pessoa gera, em média, 64 quilos de resíduos plásticos por ano — mas para o ecossistema local, a diferença é enorme.

A iniciativa, alinhada ao turismo sustentável, desviou essas garrafas do aterro sanitário e das trilhas do morro do teleférico. O impacto é triplo: ambiental, por evitar poluição; social, por envolver os visitantes nos cuidados com o território; e econômico, ao valorizar a cadeia da reciclagem.

O recolhimento das garrafas é feito através de um prestador de serviços que é um pequeno empreendedor da nossa região, que gera renda com a venda de PET para a indústria de reciclagem. É com ele, inclusive, que também compramos caixas de papelão reutilizadas para embarcar nossos produtos até o endereço dos clientes corporativos. Na prática: o que era lixo se tornou trabalho, renda e economia circular local.

O impacto em números

Para medir nosso avanço, adotamos uma referência operacional:

  • 1 garrafa PET (500 ml): 12 g
  • 6.000 garrafas = 72 kg de PET (0,072 tonelada)
  • Cada 1 kg de PET produzido emite cerca de 2,5 kg de CO₂e

Isso significa que, só no primeiro ano do coletor, evitamos aproximadamente 180 quilos de CO₂e na atmosfera. Para ficar mais claro: é como tirar um carro a gasolina circulando por 1.500 quilômetros das ruas.

Mais que reciclagem, consciência turística

No entanto, o resultado mais transformador não cabe em gráficos, está no comportamento das pessoas. Quando um turista segura sua garrafa, olha para o coletor e a descarta corretamente, ali acontece uma virada silenciosa. Ele entende que faz parte da preservação do destino que está visitando. E isso é poderoso!

Somos uma cidade turística. E o turismo é sensível, ou seja, lixo visível afasta visitantes, mancha a reputação do destino, reduz tempo de permanência e impacta diretamente quem vive dessa cadeia — do artesão ao hoteleiro, do guia ao comerciante. Por outro lado, quando o turista percebe cuidado, pertencimento e responsabilidade, ele respeita, consome, volta e recomenda.

Uma sala de aula a céu aberto

Aproveitamos o fluxo de visitantes do teleférico para ir além da coleta: fazemos educação ambiental de maneira envolvente. Recebemos escolas, famílias e viajantes, e temos cinco hotéis da cidade que indicam a sede da EcoModas como um mais um atrativo turístico de experiências. Aqui, apresentamos alternativas ecológicas para alguns tipos de resíduos, mostrando a economia circular acontecendo ao vivo — de forma prática e inspiradora. Provamos que impacto positivo não precisa ficar nas páginas dos livros, pode ser vivido na montanha, em cada visita e em cada passeio consciente. Eu sempre digo que não estamos recolhendo garrafas, estamos semeando conceitos e transformando descarte em oportunidades de transformação de mentalidades.

Para onde vamos agora

Nosso próximo passo é expandir a iniciativa, instalando dez coletores em pontos estratégicos da cidade. Cada coletor tem um custo médio de R$ 700 para fabricação e instalação, além das etapas de autorização junto ao poder público municipal que, inclusive, poderia estimular esta ação oferecendo incentivos — por exemplo, abatimento no alvará ou em tributos municipais — que nos permitiria converter esse valor em ações socioambientais imediatas. Todos ganhariam: a cidade fica mais limpa, a economia gira com a cadeia da reciclagem, mais pessoas são beneficiadas e Nova Friburgo se posiciona como um destino de turismo sustentável e inovador no Brasil.

E, como diz um velho ditado popular, sonhar não custa nada. A diferença é que, neste caso, o sonho já começou a acontecer pelas nossas próprias ações — e pode crescer muito mais com os parceiros certos.

O que realmente estamos construindo

No fim, o coletor é só o começo. O que estamos construindo é uma equação.

✅ O turista, que desfruta de um lugar mais cuidado;
✅ A natureza, que respira com menos lixo;
✅ O trabalhador local, que gera renda;
✅ A cidade, que fortalece sua imagem e sua economia;
✅ E o futuro, que recebe um pouco mais do nosso compromisso do que da nossa culpa.

Na EcoModas, no alto do teleférico, aprendemos que sustentabilidade não é sobre perfeição. É sobre decisão. E a nossa, todos os dias, é estar do lado certo da mudança.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
(Foto: Divulgação)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Meu jornal agora chega sem plástico. Um gesto simples e prático de cuidar do planeta

terça-feira, 28 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

“Quando escolhemos agir com consciência, deixamos de ser espectadores e passamos a ser parte da solução”

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável!

“Quando escolhemos agir com consciência, deixamos de ser espectadores e passamos a ser parte da solução”

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma prosa sustentável!

Todas as manhãs, ao chegar à EcoModas, no alto do teleférico, vivo um pequeno ritual que já se tornou parte da minha rotina: receber o exemplar de A VOZ DA SERRA. Esse momento vai muito além da simples leitura das notícias. É quando me desconecto das telas digitais, das inteligências artificiais e do ritmo corporativo para me reconectar com a cidade, com suas histórias e com o cotidiano que ajuda a moldar o nosso jeito friburguense de viver.

Curiosamente, o exemplar costuma chegar até minhas mãos de uma forma única: pela cadeira do teleférico, com o apoio gentil da equipe que trabalha ali. Podemos dizer que, além de poético, esse meio de entrega também representa uma alternativa mais sustentável de logística. Recentemente, ao observar esse hábito tão presente na minha rotina, percebi uma oportunidade de alinhar ainda mais o meu trabalho ao propósito que norteia tudo o que fazemos na EcoModas: repensar o impacto das nossas ações e buscar alternativas mais sustentáveis.

O jornal, por questão de proteção contra chuva e umidade, é entregue tradicionalmente embalado em sacolas plásticas. E foi justamente ao notar esse detalhe que surgiu uma ideia simples, mas cheia de significado: por que não substituir essa embalagem por uma alternativa reutilizável e ecológica?

Foi assim que eu e minha esposa, Adriana Santos, desenvolvemos uma embalagem feita a partir de banners publicitários reaproveitados. O material, que antes seria descartado, ganhou uma nova função: proteger o jornal, sem gerar resíduos plásticos. É um tipo de material que já trabalhamos desenvolvendo brindes sustentáveis para outras empresas.

Essas bolsas agora são utilizadas na entrega do jornal na EcoModas e, periodicamente, retornam para A VOZ DA SERRA, que as reutiliza em novas entregas. Dessa forma, criamos um ciclo sustentável e contínuo, envolvendo também quem embala e quem entrega o jornal — todos participando, juntos, de uma ação que une consciência e colaboração.

 

Números que mostram que o gesto vale a pena

Cada saco plástico usado para proteger um jornal pesa cerca de dois gramas. Considerando que o jornal é entregue seis dias por semana, são 312 sacos por ano — o que equivale a aproximadamente 624 gramas de plástico apenas na minha assinatura. Pode parecer pouco, mas ao longo do tempo o impacto é significativo. Somente com essa mudança, deixamos de colocar em circulação cerca de 0,62 kg de plástico por ano apenas na EcoModas. Se outros 100 assinantes, por exemplo, adotassem a mesma prática, isso representaria mais de 62 kg de plástico a menos no meio ambiente por ano.

Segundo estudos de Análise de Ciclo de Vida (LCA) — como os compilados pelo Carbon Trust (Reino Unido, 2022) e pela European Environment Agency (EEA) — a produção de plásticos convencionais, como o polietileno usado em sacolas, gera entre 1,8 e seis quilos de CO₂ equivalente (CO₂e) por quilo produzido. Com a eliminação de aproximadamente 624 gramas de plástico por ano através desta iniciativa, conseguimos evitar entre 1,1 e 3,7 kg de CO₂e anualmente.

 

Reutilizando o que antes viraria “resíduo de comunicação”

Além de eliminar o uso de plástico, a ação também ajudou a desviar dos aterros uma área total de 11,2 m² de banners publicitários, sendo reaproveitados na confecção das bolsas retornáveis. A iniciativa evitou o descarte de aproximadamente 15 kg de resíduos plásticos vinílicos, gerando um impacto positivo duplo: redução de lixo e extensão do ciclo de vida do material.

 

O problema do plástico no mundo e no Brasil

O PNUMA estima que mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos no planeta, e menos de 10% desse volume é efetivamente reciclado. Grande parte acaba em aterros, rios e oceanos, fragmentando-se em microplásticos que hoje já foram detectados na água, no ar e até no sangue humano. No Brasil, segundo o IBGE (2022) e a WWF-Brasil, são geradas mais de três milhões de toneladas de resíduos plásticos mal geridos por ano, sendo a maior parte composta por embalagens de uso único.

 

Semana Lixo Zero

Essa ação foi pensada para ser lançada durante a Semana Lixo Zero, entre 18 a 31 de outubro, um movimento nacional no qual participo como embaixador e que convida pessoas, empresas e comunidades a repensarem hábitos de consumo e reduzirem a geração de resíduos. A ideia inicial era realizar a ação apenas nesse período, como uma forma simbólica de participar da campanha.

No entanto, após alguns testes realizados previamente, percebemos que a proposta era totalmente viável, prática e funcional. Com o apoio e a aprovação da equipe do jornal A Voz da Serra, decidimos então manter a iniciativa ao longo de todo o ano, transformando o que seria uma ação pontual em uma prática permanente.

O resultado foi exatamente o que imaginávamos: uma experiência positiva, simples e inspiradora — que reforça o espírito da Semana Lixo Zero e os princípios dos “5 Rs” que direcionam a EcoModas: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar.

“Começamos com a ideia de realizar uma ação pontual, mas percebemos que dar continuidade era o caminho natural. Quando uma iniciativa funciona e gera impacto positivo, ela deixa de ser apenas um projeto e passa a ser um compromisso”, afirma Adriana Santos, responsável pela confecção das bolsas ecológicas produzidas com banners reaproveitados.

 

Sustentabilidade começa onde estamos

O mais inspirador dessa experiência é perceber como ela envolve diferentes pessoas em torno de um mesmo propósito. O embalador, o entregador do jornal, os trabalhadores do teleférico, além da equipe EcoModas que passaram a participar de uma ação ambiental concreta, reafirmando no dia a dia aquilo que acreditamos e defendemos: que a sustentabilidade é construída nas pequenas decisões cotidianas.

A cada entrega, o jornal chega protegido, sem plástico, e com ele vem também uma mensagem: é possível fazer diferente. E talvez, ao conhecer essa história, outros leitores e empresas também se sintam convidados a repensar suas rotinas e a dar seus próprios passos rumo a um futuro mais consciente. Porque a sustentabilidade, assim como a boa notícia, se espalha quando é compartilhada.

Saudações sustentáveis!

Foto da galeria
Foto: Divulgação
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Reflorestando a Mata Atlântica com cones de linha em Nova Friburgo

terça-feira, 14 de outubro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Olá! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Olá! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Em 2010, ao lado da minha esposa, fundei a empresa que hoje leva o nome de EcoModas — já com o propósito claro de aproximar dois universos que, à primeira vista, pareciam distantes: a moda e a restauração ambiental. Em Nova Friburgo, um dos maiores polos de confecção de lingerie do Brasil, nasceu uma ideia inédita e transformadora: reaproveitar cones plásticos vazios de linhas de costura industrial — que antes teriam o lixo como destino — para cultivar mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Desde então, ajudamos a plantar um pouco mais de 35 mil árvores em ações próprias e compartilhadas com outras iniciativas da região, e evitamos que cerca de 1,5 tonelada de plástico dos cones fosse parar em aterros sanitários.

 

Superando o ceticismo com trabalho enraizado

No começo, muita gente duvidava do nosso propósito. Ouvíamos com frequência frases como: "Plantar árvore aqui em Friburgo? Já tem verde demais!" Para alguns, nosso trabalho parecia inútil. Para outros, era apenas uma “jogada” de marketing.

Mas sabíamos que não era. Porque, apesar da vegetação abundante ao redor da cidade, a Mata Atlântica é um dos biomas mais desmatados e ameaçados do mundo, com menos de 12% de sua cobertura original. Plantar árvores nativas aqui não é excesso — é necessidade.

Outro desafio foi técnico. No início, por desconhecimento, cultivávamos mudas de abacate aproveitando alguns caroços das frutas que comíamos. Só depois entendemos que, para fazer sentido ecológico, precisávamos priorizar espécies nativas. Contamos com a generosa ajuda de dois amigos aqui de Friburgo — Marcos Cunha e Bruno Ferrari — que na época produziam nativas em grande escala e nos ajudaram a dar os primeiros passos certos nessa trilha. Com o tempo, também encontramos apoio de instituições nacionais, o que nos deu força, base e conexões para evoluir.

 

Palmeira-juçara: nosso foco atual e uma missão de conservação

Atualmente, nossas atenções estão voltadas para uma espécie emblemática da Mata Atlântica: a palmeira-juçara (Euterpe edulis). Essa palmeira é fundamental para o equilíbrio do bioma. Seus frutos servem de alimento para mais de 60 espécies de aves e mamíferos, sendo uma das maiores fontes de alimento na floresta durante a época de frutificação. Mas, apesar da sua importância ecológica, a juçara enfrenta sérias ameaças.

Durante décadas, ela foi explorada de forma predatória para a extração do seu palmito — um processo que mata a planta, já que ela tem apenas um estipe (caule). Hoje, a espécie sofre ameaças de extinção, e o cultivo de mudas para fins de reflorestamento e conservação se tornou urgente.

 

Viveiro Educandário: onde floresta, moda e conhecimento se encontram

Todo esse trabalho com produção de mudas acontece em um espaço que resume bem o que é a EcoModas hoje: nosso viveiro florestal, localizado em anexo da nossa sede, no alto do teleférico. Ali também está a nossa loja física, onde oferecemos nossos próprios produtos, como roupas e acessórios sustentáveis, e onde reunimos itens de 15 produtores locais, fortalecendo a economia artesanal da cidade.

O Viveiro Educandário, mais do que um espaço de cultivo, transformou-se em um verdadeiro laboratório de aprendizado e experiências vivas. Atendemos grupos escolares, equipes de empresas e, cada vez mais, turistas — muitos deles indicados por hotéis parceiros que reconhecem o valor socioambiental do trabalho que realizamos em Nova Friburgo. É um lugar onde as pessoas não apenas conhecem o processo de regeneração ambiental, mas se conectam com ele de forma prática, sensorial e transformadora. Essas visitas são momentos de troca, onde mostramos como resíduos da indústria da moda podem gerar florestas, como a biodiversidade se beneficia das nossas ações e como cada pessoa pode fazer parte da regeneração ambiental.

 

De Nova Friburgo para o mundo: um novo jeito de fazer moda

O que começou com lixo têxtil se tornou um modelo inspirador de economia circular, educação ambiental e empreendedorismo de impacto. Nosso trabalho está alinhado com diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, entre eles:

  • ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis: ao transformar resíduos têxteis em insumos para o cultivo
  • ODS 13 – Ação Contra a Mudança do Clima: ao sequestrar carbono com o plantio de árvores
  • ODS 15 – Vida Terrestre: ao proteger espécies ameaçadas como a palmeira-juçara e recuperar ecossistemas
  • ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: conectando moda, turismo, educação e reflorestamento

                               

Plantamos o que acreditamos

Mais do que um negócio, a EcoModas é um propósito em constante aperfeiçoamento e crescimento. Plantamos árvores, sim. Mas também plantamos futuro, relações, aprendizado e transformação. Acreditamos que a moda pode ser mais do que tendência — pode ser ferramenta de cura, de reconexão e de regeneração.

E seguimos, cone por cone, muda por muda, semeando um novo jeito de viver e de vestir o mundo.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

Foto da galeria
(Foto: Divulgação)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.