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Geração bendita. É isso aí bicho! - Última parte

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Filme e trilha Cult

A comunidade de hippies Quiabo’s ficou aproximadamente três anos em Nova Friburgo. Drogas como LSD e maconha eram utilizadas pelos hippies, em geral, para ampliar o nível de consciência e proporcionar uma experiência mística. Carlos Doady nos informa que alguém lhe perguntou sobre a utilização de drogas na comunidade Quiabo’s. Ele teria respondido “Raramente!”. “Raramente usavam?”, indagou a pessoa. “Raramente faltava!”, ele respondeu.

Filme e trilha Cult

A comunidade de hippies Quiabo’s ficou aproximadamente três anos em Nova Friburgo. Drogas como LSD e maconha eram utilizadas pelos hippies, em geral, para ampliar o nível de consciência e proporcionar uma experiência mística. Carlos Doady nos informa que alguém lhe perguntou sobre a utilização de drogas na comunidade Quiabo’s. Ele teria respondido “Raramente!”. “Raramente usavam?”, indagou a pessoa. “Raramente faltava!”, ele respondeu.

Poucos meses após a prisão dos hippies, o delegado Rechaid foi transferido da cidade em consequência da repercussão negativa que teve o episódio. Na ocasião, a mídia friburguense se calou conforme nos informa as pesquisadoras Débora Breder e Thamyres Saldanha Martins no artigo “É isso aí, bicho, narrativas sobre o filme Geração Bendita no jornal A Voz da Serra durante a ditadura militar”. O jornalista Pedro Paulo Cúrio, em um artigo intitulado “Na tonga da mironga do cabuletê!” criticou os hippies chamando-os de gang do tóxico, salafrários e apoiava a atuação do delegado Amil Rechaid ao prendê-los e expulsá-los da cidade.

Após esse incidente, as filmagens de “Geração Bendita” foram retomadas em Santo Antônio de Pádua e Itaocara, mas tiveram igualmente problemas com a polícia. Em outubro de 1971, quando o filme foi apresentado a Divisão de Censura de Diversões Públicas, mais de 40 minutos foram censurados, havendo necessidade de rodar outras cenas para substituir os cortes, mas gerou problema de continuidade. Analisando o filme hoje na íntegra, possivelmente foram cortadas as cenas de nudez e de consumo de drogas.

Como novos cortes foram realizados os produtores alteraram o nome do filme de “Geração Bendita” para “É isso aí, bicho!” com o intuito de burlar a censura. Apenas em janeiro de 1973, o filme foi finalmente liberado para exibição nos cinemas. Lembrando que estávamos em plena ditadura militar. Porém, poucos meses depois de exibido o filme foi novamente censurado e as cópias recolhidas de todos os cinemas pela  Divisão de Censura e Diversões Públicas da Polícia Federal.

Karl Kohler e Carlos Doady foram presos e obrigados a assinar um Termo de Confissão no DPOS, a polícia política da época. Expulsos de Nova Friburgo, um grupo da comunidade Quiabo´s foi para Barra do Sana, na serra de Macaé e outro para Visconde de Mauá. Anos depois, o filme foi restaurado por iniciativa de Carlos Doady contando com a colaboração de Osvandil Silveira Quimas e Bruno de Oliveira, com a conversão da película para o formato digital, telecinagem, retoques de coloração, melhoria do áudio e remasterização. Foram resgatadas todas as cenas que haviam sido cortadas, reintegrando-as ao filme.

Uma grande preciosidade de “Geração Bendita” é a trilha sonora da banda Spectrum, composta por integrantes da própria comunidade Quiabo´s e por friburguenses. Segundo Bini, as músicas eram compostas durante as gravações, atendendo às necessidades das cenas e dos personagens. O disco foi lançado no mesmo ano que o filme.

O rock psicodélico do grupo é o estilo musical característico do movimento hippie. Atualmente, o long play em vinil da banda é disputado por colecionadores do mundo inteiro, chegando a valores astronômicos, e ocupa os primeiros lugares nas want lists de raridades psicodélicas. “Geração Bendita” não foi o primeiro filme a abordar a temática da contracultura. “Meteorango Kid, o herói intergaláctico”, lançado em 1969, já havia abordado a temática de uma comunidade hippie.

O filme tem imenso valor por ter documentado o cotidiano de mais uma comunidade hippie no país. E como dito antes, uma trilha sonora de inestimável valor. Um bom trabalho sobre o tema pode ser encontrado na dissertação de mestrado de Igor Fernandes Pinheiro, “Não fale com paredes, contracultura e psicodelia no Brasil”. “Geração Bendita” entrou na lista dos filmes cult, fazendo parte da historiografia do cinema nacional, estando disponível no youtube.

VEJA AQUI A PRIMEIRA PARTE: https://avozdaserra.com.br/colunas/historia-e-memoria/geracao-bendita-e-isso-ai-bicho-parte-1

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    Carlos Bini na direção do filme

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    Uma preciosidade é a trilha sonora da banda Spectrum

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    Cartaz do filme Geração Bendita

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC): o que é e o que fazer com ele?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra

O nome já diz: obsessão e compulsão. Uma pessoa com este sofrimento mental tem pensamentos intrusivos, que ela não quer ter, que ficam perturbando a consciência. Exemplos podem ser pensamentos tipo: “Será que tranquei a porta de casa?”, ou “Acho que me contaminei com germes ao tocar naquele objeto.” Com pensamentos assim que não param, a pessoa sente a compulsão para fazer o que eles dizem. No primeiro caso, ela vai verificar várias vezes se realmente trancou a porta. E no segundo caso ela vai lavar as mãos repetidas vezes.

O nome já diz: obsessão e compulsão. Uma pessoa com este sofrimento mental tem pensamentos intrusivos, que ela não quer ter, que ficam perturbando a consciência. Exemplos podem ser pensamentos tipo: “Será que tranquei a porta de casa?”, ou “Acho que me contaminei com germes ao tocar naquele objeto.” Com pensamentos assim que não param, a pessoa sente a compulsão para fazer o que eles dizem. No primeiro caso, ela vai verificar várias vezes se realmente trancou a porta. E no segundo caso ela vai lavar as mãos repetidas vezes. Os pensamentos obsessivos ficam “mandando” a pessoa com TOC praticar os atos compulsivos, porque se não fizer, a ansiedade perturbará muito.

Existem vários tipos de pensamentos obsessivos, como o de que a pessoa cometeu um pecado imperdoável, ou que ela tem que arrumar seu armário de maneira perfeita, ou que tem que ajeitar um quadro na parede que está um pouquinho torto, ou que tem que dar três toques na parede sempre que pensar numa palavra etc. Milhares de pessoas sofrem de TOC. No Brasil varia de 0,7 a 2,5% da população. Portanto, não é algo raro.

As pessoas normais podem ter pensamentos que se repetem na mente, mas é algo temporário. Nos indivíduos com TOC eles se tornam recorrentes ou obsessivos que perduram e se tornam um padrão de pensamento. Isto provoca muita ansiedade, e muita ansiedade provoca isto. E uma tentativa de aliviar a ansiedade produzida pelos pensamentos obsessivos é praticar os atos compulsivos. Por exemplo, se na mente da pessoa com TOC o pensamento obsessivo é sobre contaminação, ela poderá tentar amenizar isto através do ritual de lavar as mãos exageradamente dezenas de vezes ao dia. Se o pensamento obsessivo é sobre trancar alguma porta, ela pode conferir se realmente fechou uma série de vezes.

Alguns cientistas acreditam que o TOC tem que ver com alterações cerebrais e que é necessário usar medicamentos para tratá-lo. Mas não é “só” isso. Há outras complicações emocionais que geram muita ansiedade e a mente usa os pensamentos obsessivos e atos compulsivos como defesa da dor emocional profunda. Então, na causa do TOC há fatores físicos, emocionais e espirituais.

Ajuda a lutar contra o TOC dizer para si mesmo que os pensamentos obsessivos não tem valor moral, mas são resultado de alterações neuroquímicas talvez devido ao excesso de ansiedade. Por isso, a pessoa com TOC precisa desvalorizar os pensamentos obsessivos o mais que puder e dizer para si mesma que ela não tem que fazer o que eles mandam.

Também é importante lutar para pensar em outra coisa para substituir o pensamento obsessivo. Isto é difícil no começo, mas com o tempo a pessoa pode conseguir evitar ficar concentrado nos pensamentos obsessivos, escolhendo pensar em outras coisas. A dificuldade surge porque existe uma ansiedade forte que leva a pessoa a ter estes pensamentos e eles, por sua vez, conduzem aos atos compulsivos, repetitivos.

Isto significa que, quando a pessoa luta para impedir que os pensamentos obsessivos continuem em sua mente perturbando, ela pode sentir mais ansiedade. Mas com o tempo esta ansiedade poderá começar a diminuir sem que a pessoa necessite praticar a compulsão para obter alívio daqueles pensamentos.

Um exercício que pode ajudar é: ao vierem os pensamentos obsessivos, ao invés de logo praticar o ato compulsivo, diga para si: “Vou esperar uns 20 minutos sem me deixar levar pela necessidade de agir compulsivamente.” Depois de alguns dias ou semanas, aumente este tempo de “espera”. Ou você pode diminuir, por exemplo, no caso de uma compulsão para lavar as mãos por vários minutos. Lute para decidir lavá-las usando menos tempo.

Não tenha vergonha de falar disso para alguém. Se você não conseguir interromper gradativamente os atos compulsivos, procure uma ajuda profissional com psiquiatra e psicólogo. Quando o TOC se torna grave a ponto de perturbar a vida social e de trabalho da pessoa, uma medicação temporária prescrita por médico psiquiatra poderá ser necessária além da psicoterapia.

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Ares artísticos

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Para pensar:

“Os soldados mais fortes não são descobertos em tempos de paz e sim resistindo em meio a suas guerras...”

Júlio César

Para refletir:

“Temos a arte para não morrer da verdade.”

Friedrich Nietzsche

Ares artísticos

Na próxima sexta-feira, 24, a livraria Sabor de Leitura vai exibir o documentário “La Manuela”, que conta a história da franco-brasileira Manuela Picq, expulsa do Equador em 2015 após participar de manifestações pelos direitos indígenas.

Para pensar:

“Os soldados mais fortes não são descobertos em tempos de paz e sim resistindo em meio a suas guerras...”

Júlio César

Para refletir:

“Temos a arte para não morrer da verdade.”

Friedrich Nietzsche

Ares artísticos

Na próxima sexta-feira, 24, a livraria Sabor de Leitura vai exibir o documentário “La Manuela”, que conta a história da franco-brasileira Manuela Picq, expulsa do Equador em 2015 após participar de manifestações pelos direitos indígenas.

A exibição está prevista para começar às 19h, e em seguida haverá um bate-papo com a diretora Clara Linhart, que também co-dirigiu o filme “Domingo”, em cartaz ano passado em todo o país.

Ares artísticos (2)

Clara, por sinal, também integra, como 1ª assistente de direção, a equipe que está gravando em Nova Friburgo o filme “Tia Virgínia”, dirigido por Fábio Meira e estrelado por medalhões como Vera Holtz, Louise Cardoso, Arlete Sales, Antônio Pitanga, Vera Valdez e Amanda Lyra.

Não por acaso, desde a semana passada começaram a pipocar imagens das atrizes em estabelecimentos da cidade, como esta que registra a visita de Vera Holtz e Louise Cardoso ao “Bode Expiatório”, comandado pela chef - e leitora da coluna - Márcia Leal Matos.

Ares artísticos (3)

Está achando pouco?

Pois saiba que na tarde desta segunda-feira, 20, muitos friburguenses também identificaram Martinho da Vila, passeando tranquilo, quase incógnito, em meio às belezas de nossa Praça Getúlio Vargas.

A estes profissionais, que através da arte fizeram parte de vários momentos de nossas vidas, a coluna deseja que curtam a estadia, e voltem sempre.

A casa é de vocês.

Ponto sensível

O grande retorno dos leitores à coluna de terça-feira, 21, deixa claro que os problemas no serviço prestado pelos Correios afetam grande parte da população friburguense, e se agrava em distritos mais afastados do Centro.

Ao mesmo tempo, dá para ver que os leitores compartilham do entendimento do colunista de que as reclamações devem ser direcionadas aos responsáveis pela deterioração, no topo da hierarquia gerencial, e não aos profissionais que estão se desdobrando para que os efeitos não sejam ainda maiores e mais pesados.

Iminente

Moradores de Serra Nevada, localidade próxima a Theodoro de Oliveira, procuraram a coluna em busca de ajuda.

Estão apreensivos em relação a um trecho específico da Estrada do Imperador onde a água está infiltrando por baixo do asfalto, causando uma erosão que já pode ser observada através de um buraco na pista.

Ainda de acordo com moradores, este é o mesmo local onde existe uma manilha que desabou, e que foi visitado recentemente por uma equipe da prefeitura com o intuito de desobstruir o fluxo d’água.

Isolamento

A comunidade indica que a principal manilha não foi desobstruída, e acredita que o asfalto pode ceder a qualquer momento, representando riscos para quem trafega e também a perspectiva de isolamento da localidade.

A coluna agradece desde já pela atenção das secretarias de Obras e Serviços Públicos, e deixa o espaço aberto para divulgar qualquer boa novidade a esse respeito.

Não dá

A VOZ DA SERRA já deu visibilidade ao fato em matéria específica, mas a coluna não pode deixar de registrar o contato que teve com várias pessoas que nos últimos dias passaram muitas horas na fila da vacinação no posto de Saúde Sílvio Henrique Braune.

Os relatos são extremamente penosos, sobretudo para os bebês e as crianças, e representam o tipo de situação que não pode se repetir.

O espaço fica aberto para explicações ou atualizações, de qualquer parte envolvida.

Diferenciação

O ex-vereador Gustavo Barroso enviou mensagem direcionada aos responsáveis por nosso trânsito.

“Em minha opinião o “traffic calming” (faixa de pedestres elevada) deveria ser na cor vermelha com faixas brancas, como em todo lugar do mundo. Hoje os motoristas veem o traffic calming como um quebra-molas, e acabam não parando para a travessia dos pedestres. Não podemos nos esquecer que eles são faixas de pedestres, e em Nova Friburgo não têm as faixas brancas.”

Por falar nisso…

E já que falamos em trânsito, a leitora Raquel Souza também opinou sobre as mudanças mais recentes.

“A mudança de mão na antiga Rua São João mais uma vez ficou ótima, e as demais alterações também. Só falta acabar com a fila dupla na Rua Monte Líbano. Na segunda-feira, 20, após 18h, havia pelo menos cinco veículos enfileirados, atrapalhando a todos, folgadamente estacionados e sem se importarem com o movimento. Tem como colocar câmeras nessa rua? Porque quando a patrulha passa, eles saem, dão a volta e param no mesmo lugar, quem fica no ponto de ônibus cansa de ver isso.”

Gratidão

O colunista gostaria de agradecer aos leitores pelo apoio que andaram manifestando ao trabalho da coluna.

Um abraço especial para Ângela Assunção, Rosemarie Künzel, Antônio Lopes, Seneca Espinosa e Elisabeth Souza Cruz.

Em tempos nos quais resta a sensação de que não há ninguém a quem recorrer em busca de Justiça, o apoio de vocês é decisivo para preservar a motivação e seguir adiante.

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Quando a rede ajuda

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Quando a rede ajuda
Uma hasgtag de uma estudante de Nova Friburgo Rebecca Campos atingiu o 3º lugar de assunto mais comentado no Twitter nas últimas horas da última segunda-feira, 20, e nas primeiras horas de ontem, 21. E a concorrência no “trending topic” não foi das mais fáceis, afinal, uma campanha articulada por apoiadores do ex-juiz e agora ministro Sérgio Moro ocupou as duas primeiras posições. Moro deu entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura. 

Quando a rede ajuda
Uma hasgtag de uma estudante de Nova Friburgo Rebecca Campos atingiu o 3º lugar de assunto mais comentado no Twitter nas últimas horas da última segunda-feira, 20, e nas primeiras horas de ontem, 21. E a concorrência no “trending topic” não foi das mais fáceis, afinal, uma campanha articulada por apoiadores do ex-juiz e agora ministro Sérgio Moro ocupou as duas primeiras posições. Moro deu entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura. 

Solidariedade virtual
A mobilização através da #inepdevolveanotadarebecca ganhou o país para chamar a atenção do Inep e do MEC (organizadores do Enem) acerca de uma grave injustiça cometida com a estudante Rebecca Campos Ferreira. Até famosos como a apresentadora Maísa, do SBT, compraram a briga, que de fato chamou a atenção dos organizadores que já estão às avessas com todos os problemas dos resultados da prova que define a vida de milhares de jovens após três anos no ensino médio de muito estudo.

Um Enem pra ser esquecido
O caso ocorrido no dia 10 de novembro, na sala 11 da UFF Nova Friburgo, teve o fato de que uma estudante de nome Rebeca foi eliminada, após seu celular tocar durante a prova. Como prevê o regulamento, a estudante foi eliminada. Mas na hora da divulgação do resultado, a estudante Rebecca Campos, que não tinha nada a ver com a história é quem foi considerada eliminada.

Justiça
Segundo a estudante em suas redes sociais, ao saber da eliminação por ato que outra estudante de nome semelhante cometeu, foram enviados mais de 100 e-mails para que a organização corrigisse o equívoco, mas de nada adiantou. Sem escolhas, levantou a hasgtag que em poucas horas ganhou o país e finalmente fez com que a organização desse a devida atenção ao seu caso.

Gosto amargo
O empate diante do América já é passado no Eduardo Guinle, mas seus ensinamentos não. Após abrir 2 a 0 numa partida que foi claramente superior ao adversário, falhas de displicência e falta de concentração tiraram dois pontos ganhos da equipe. O problema é que erros do tipo ocorreram em jogos anteriores.

Não foi o recomeço dos sonhos
Começar empatando em casa não foi um resultado trágico, mas longe de ser bom. Agora, é preciso recuperar os pontos perdidos nos jogos fora de casa. A matemática é simples. Com dez pontos, um time deve alcançar o 1º lugar que classifica para a seletiva do ano que vem e tira da briga contra o rebaixamento.

Hora de crescer
Diante do Nova Iguaçu a primeira oportunidade de se recuperar. Na fase seletiva, o Friburguense perdeu por 2 a 0. O time da Baixada vem de bons resultados. A goleada sobre o América (4 a 0) e o empate de 0 a 0 contra o Americano, fora de casa. Sabedor das falhas que não podem se repetir numa competição tão equilibrada, que o time de Cadão possa crescer como sempre cresceu nos momentos decisivos.         

Palavreando
“A gente nunca percebe bem enquanto se é feliz e só sente falta da felicidade quando não está sendo visitado por ela. A felicidade é tão simples que se percebêssemos a abraçaríamos como somos abraçados quando estamos chegando, voltando para casa.”.

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    Se a Unidos da Saudade não era aposta para brigar pelo título do carnaval, a apresentação de suas fantasias mudou muitas opiniões. Com fantasias bem trabalhadas e ricas em detalhes, a escola mostra mais uma vez que sabe trabalhar muito bem com enredos africanos. O samba que arrebatou a quadra, não deve ser diferente na avenida. Com emoção incomum, demonstração clara de que o mau resultado do ano passado mexeu com o brio dos componentes que estão com raça elevada para este carnaval.

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    Com uma festa de gala, digna de Oscar, a Vilage apresentou, ao som de trilhas marcantes do cinema, as suas fantasias para este carnaval. Relembrando gêneros de filmes e personagens marcantes, a leitura da apresentação foi fácil e promete um grande desfile. A atual campeã conta com a organização de sua diretoria para fazer mais do que um desfile técnico, mas que encante o público com muitos efeitos especiais. Com a quadra lotada, a letra fácil do samba permite cada um fazer sua própria viagem pelo mundo do cinema.

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Escolas cívico-militares

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Antes de tudo é importante diferenciar o que seja uma escola militar (colégio militar), das escolas militarizadas, tão em voga e tão combatidas ultimamente. Assim, podemos conceituar as primeiras como instituições geridas por militares seja na direção, como na formação do corpo docente onde há uma mescla entre professores saídos dos quadros da caserna e de civis sem formação militar, mas enquadrados nos princípios que gerem a formação de um militar.

Antes de tudo é importante diferenciar o que seja uma escola militar (colégio militar), das escolas militarizadas, tão em voga e tão combatidas ultimamente. Assim, podemos conceituar as primeiras como instituições geridas por militares seja na direção, como na formação do corpo docente onde há uma mescla entre professores saídos dos quadros da caserna e de civis sem formação militar, mas enquadrados nos princípios que gerem a formação de um militar.

Além disso, a maioria dos alunos é constituída por filhos de militares e um dos objetivos, mas não obrigatório, é tornar a carreira militar mais atraente e de atender as especificidades e exigências dessa formação para a vida militar. Portanto, os alunos desses estabelecimentos são obrigados a respeitar regras que são a base da formação de um soldado. Têm de usar fardas, corte de cabelos padronizados, as meninas não podem pintar suas unhas nem seus cabelos. Existe respeito às normas básicas de educação, quando os professores são chamados de senhores ou professor fulano de tal, sendo que esses também têm a obrigação de se dirigirem respeitosamente aos alunos e se vestirem de maneira adequada.

Ao chegarem ao colégio, os alunos entram em fila, cantam o hino nacional, assistem ao hasteamento da bandeira brasileira e se dirigem às salas de aula de modo disciplinar. Não é preciso dizer que esse culto à disciplina e à educação como preceito fundamental da vida em sociedade, se reflete no alto nível de aproveitamento dos alunos seja ao ingressarem nas academias militares, seja nas faculdades ou escolas técnicas de gabarito.

Nos últimos anos, talvez desde os anos 80 do século passado, assistimos a uma degradação do ensino público que começou na falta de investimento governamental na educação, no despreparo e, porque não, numa banalização na formação dos professores, além do mais mal remunerados e sem estímulos na carreira e, o que é pior, numa falta de educação e respeito por parte dos alunos. Isso talvez seja reflexo de uma descaracterização do conceito básico do que seja família, na dificuldade enfrentada por pais e mães em educarem os filhos, pelas exigências da vida profissional de ambos, pelo desserviço muitas vezes prestado pela mídia e pelas más companhias que influenciam, negativamente, jovens de boa índole, levando-os para uma vida desregrada onde impera o uso de drogas, os roubos, as agressões, o desrespeito para com o próximo, principalmente os mais velhos.

Foi assim que surgiu a ideia das escolas militarizadas, que seria um retorno aos bons costumes que grassaram, na sociedade, até o final da década de 80. Ao contrário das escolas militares, as militarizadas que inicialmente eram geridas pelas secretarias de Educação, passaram para a gestão da Polícia Militar, tornando-se cívico-militares. No Brasil, já existem estabelecimentos desse tipo, financiadas por secretarias estaduais de Segurança Pública e de Educação.

No início deste mês, o governo Bolsonaro anunciou o Plano Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), que pretende implementar o modelo em 216 escolas até 2023, começando em 2020. O Governo Federal investirá cerca de R$ 1 milhão por escola para o pagamento dos militares e professores, na melhoria da infraestrutura das unidades e materiais escolares, incluindo computadores, quadras poli esportivas e o que mais for necessário na formação dos alunos.

Nestas escolas, policiais militares e civis partilham a administração e, de acordo com o novo modelo proposto por Bolsonaro, os militares atuarão como monitores para auxiliar na gestão educacional e administrativa. Os professores serão civis, responsáveis pela gestão da organização didático-pedagógica, bem como da financeira.

 E qual os benefícios desse tipo de administração? A volta da velha disciplina e dos bons costumes, onde meninos e meninas não poderão usar cabelos pintados, nem com cortes aberrantes, onde o uso dos celulares será restrito, os agarramentos, beijos e demais abusos tão corriqueiros nos dias de hoje serão coibidos durante o recreio e salas de aulas. A volta do uniforme ou farda será obrigatório, para que a decência no se vestir seja restabelecida, além de formarem fila e cantarem o hino nacional, antes de se dirigirem às salas de aula.

É uma volta ao passado, talvez, mas uma tentativa de recriar o senso cívico e o respeito pelos símbolos nacionais e pelos mais velhos. Diga-se de passagem, que nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil, esse modelo já existe e o aproveitamento dos alunos, nos exames do Enem é muito superior ao das escolas públicas que seguem o modelo antigo.

Claro está que os partidos de esquerda, os pseudos comunistas tupiniquins e esquerdistas em geral são contra, pois tudo aquilo que restabeleça a ordem, a disciplina e a educação, aqui como ganho de cultura, contrariam seus objetivos de lavagem cerebral de nossos jovens. Pessoas cultas e educadas não se deixam influenciar por falsas promessas. Por isso, os próprios professores dessas escolas terão de se enquadrar no velho conceito, que era mostrar as diversas formas de governo existentes, seus prós e contras, deixando aos alunos a opção de escolha. Deveriam também admitir a existência dos transexuais, incutindo o respeito à orientação sexual de cada um sem, no entanto, influenciá-los nessa opção ou tentar convencê-los de que isso é normal.

Temos de ter sempre em mente que países em que a educação dos jovens é levada a sério são aqueles que mais progridem e que garantem uma melhor qualidade de vida a seus cidadãos.

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Varonilmente

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra

“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente, sede fortes.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 16:13.)

 Vigiai na luta comum.

Permanecei firmes na fé, ante a tempestade.

Portai-vos varonilmente em todos os lances difíceis.

Sede fortes na dor, para guardar-lhe a lição de luz.

Reveste-se o conselho de Paulo aos Coríntios, ainda hoje, de surpreendente oportunidade.

Para conquistarmos os valores substanciais da redenção, é imprescindível conservar a fortaleza de ânimo de quem confia no Senhor e em si mesmo.

“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente, sede fortes.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 16:13.)

 Vigiai na luta comum.

Permanecei firmes na fé, ante a tempestade.

Portai-vos varonilmente em todos os lances difíceis.

Sede fortes na dor, para guardar-lhe a lição de luz.

Reveste-se o conselho de Paulo aos Coríntios, ainda hoje, de surpreendente oportunidade.

Para conquistarmos os valores substanciais da redenção, é imprescindível conservar a fortaleza de ânimo de quem confia no Senhor e em si mesmo.

Não vale a chuva de lágrimas despropositadas, ante a falta cometida.

Arrependermo-nos de qualquer gesto maligno é dever, mas pranteá-lo indefinidamente é roubar tempo ao serviço de retificação.

Certo, o mal deliberado é um crime, todavia, o erro impensado é ensinamento valioso, sempre que o homem se inclina aos desígnios do Senhor.

Sem resistência moral, no turbilhão de conflitos purificadores, o coração mais nobre se despedaça.

Não nos cabe, portanto, repousar no serviço de elevação.

É natural que venhamos a tropeçar muitas vezes.

É compreensível que nos firamos freqüentemente nos espinhos da senda.

Lastimável, contudo, será a nossa situação toda vez que exigirmos rede macia de consolações indébitas, interrompendo a marcha para o alto.

O cristão não é aprendiz de repouso falso. Discípulo de um mestre que serviu sem acepção de pessoas até à cruz, compete-lhe trabalhar na sementeira e na seara do Infinito Bem, vigiando, ajudando e agindo varonilmente.

Espírito Meimei; médium Francisco Cândido Xavier

CENTRO ESPÍRITA CAMINHEIROS DO BEM – 62 ANOS
Fundado em 13/10/1957
Iluminando mentes – Consolando corações

Rua Presidente Backer, 14 – Olaria - Nova Friburgo – RJ
Reuniões doutrinárias: quartas-feiras, 14h; quintas-feiras, 20h e domingos, 17h.
E-mail: [email protected]
Visite a Banca do Livro Espírita na Av. Alberto Braune.
Programa Atualidade Espírita, do 8º CEU, na TV Zoom, canal 10 – sábados, às 9h.

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Correios

terça-feira, 21 de janeiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Para pensar:

“A morte parece menos terrível quando se está cansado.”

Simone de Beauvoir

Para refletir:

“É melhor sofrer uma injustiça que praticá-la, assim como às vezes é melhor ser enganado do que não confiar.”

Samuel Johnson

Correios

Nos últimos dias a coluna acumulou diversos assuntos relacionados aos Correios. Como por exemplo, a reclamação da leitora Ludmila Pereira que entrou em contato para denunciar problemas com o serviço prestado pela empresa aqui.

Para pensar:

“A morte parece menos terrível quando se está cansado.”

Simone de Beauvoir

Para refletir:

“É melhor sofrer uma injustiça que praticá-la, assim como às vezes é melhor ser enganado do que não confiar.”

Samuel Johnson

Correios

Nos últimos dias a coluna acumulou diversos assuntos relacionados aos Correios. Como por exemplo, a reclamação da leitora Ludmila Pereira que entrou em contato para denunciar problemas com o serviço prestado pela empresa aqui.

“O que fazer com os Correios de Nova Friburgo? Semana passada recebi dois meses de correspondência totalmente atrasadas: Revista Veja de meados de outubro a início de dezembro, o que fazer com essa leitura "semanal"? Faturas com vencimentos em novembro e dezembro de 2019, uma inclusive da Unimed local, multa de trânsito com vencimento em novembro, e pasme, nada de 2020, que já está no meio de janeiro.”

Segue

“Fico pensando naquela pessoa mais simples que não pode ter débito automático. No caso da multa de trânsito eu perdi o desconto, e pergunto: para que ter a assinatura de qualquer revista? Reclamei no SAC dos Correios e tentaram pôr a culpa no emitente ou em mim, perguntando se eu tinha certeza que foi postado há tempos. Convenientemente a ligação caiu e, ao refazê-la, não fui acusada mas me foi dado um prazo para explicações que não foi cumprido. Na Editora Abril não há nada que se possa fazer: a assinatura já está paga até 2021. É kafkaniano, não posso suspender e não recebo. E fica por isso mesmo.”

Encerrando

“Não moro em área de risco (que virou desculpa). Moro na Ponte da Saudade e está acontecendo com todos. A vizinha teve que ir a Olaria emitir um boleto para pagar as prestações devidas. Outro amigo me contou que a esposa ficou três horas em uma agência e ainda foi dito que a encomenda tinha sido entregue, mas não mostraram a assinatura.

Como uma cidade pode conviver com um serviço péssimo como esse e nada acontecer? Estamos decaindo assim, vertiginosamente, rumo à inércia e sem se importar com nossos direitos?”

Baixas

A coluna já esperava por este tipo de manifestação desde que apurou, no fim do ano passado, que o quadro de funcionários dos Correios em Nova Friburgo havia sofrido pesadas baixas.

Até onde foi possível levantar, 11 servidores aderiram ao plano de demissão voluntária, e 13 terceirizados também foram dispensados.

Também foi reduzido o contingente de motoristas, mas a coluna não tem o número exato deste encolhimento.

Sem concurso

Não é fácil levantar informações a este respeito, porque ninguém quer assumir os riscos de falar abertamente.

Conversas em off, no entanto, enfatizam a carência de novos concursos e os problemas causados por indicações de natureza política para cargos de gestão, atualmente ocupados por quem não precisou enfrentar sol, chuva ou cachorros para entregar uma carta na vida.

Os carteiros que restam estão nitidamente sobrecarregados, e não parece justo que sejam responsabilizados pelos problemas na prestação do serviço.

Sobrecarga

A redução do efetivo contrasta com o aumento da demanda.

Além do contínuo crescimento do comércio eletrônico, que passa diretamente pelos Correios, existe também a recente multiplicação das multas de trânsito em nossa cidade, cuja entrega demanda documentos e procedimentos burocráticos demorados.

Atualmente, de acordo com várias fontes, metade das entregas que demandam assinatura já são multas de trânsito.

Temporários

O horário de trabalho também foi alterado, começando agora uma hora mais cedo.

Apesar desta sobrecarga, há aproximadamente dois meses não há atendimento ao público no centro de distribuição, por absoluta falta de pessoal.

Com o efetivo atual, argumenta-se que não é possível realizar a triagem.

A fim de amenizar o problema, uma força-tarefa de mais de dez pessoas deve permanecer por aproximadamente um mês na cidade.

Endereço certo

Os efeitos desta medida, todavia, serão apenas temporários e paliativos enquanto o efetivo não for aumentado de maneira consistente.

Em resumo, não há perspectivas de melhoras definitivas no horizonte.

Ainda assim, os carteiros - ao menos de modo geral - merecem mais apoio do que críticas nesse momento.

Cuidado redobrado

A nova mudança na mão de direção na Rua Monsenhor José Antônio Teixeira - que para muitos será eternamente a Rua São João - confundiu muitas pessoas nesta segunda-feira, 20.

Ao longo de todo o dia foi comum ver pessoas olhando para o lado errado no momento de atravessar, e também situações de risco na esquina com a Rua Augusto Spinelli, sobretudo para quem pretende seguir à esquerda e precisa cruzar o fluxo que segue rumo às Braunes.

Período delicado

A mudança redobrou a responsabilidade sobre motoristas e motociclistas, que não raramente tiveram de parar e esperar até que fossem notados.

A presença de um agente de trânsito por ali certamente seria de grande utilidade, sobretudo até que a população se acostume às novidades.

Agora vai?

Aliás, para quem vive em Nova Friburgo há mais tempo, parece que jamais chegou-se a uma conclusão definitiva a respeito de qual o melhor sentido para a antiga São João, que já trocou de mão de direção ao menos uma dezena de vezes.

Resta esperar que agora, com as outras alterações realizadas no entorno, a melhor opção possa finalmente ser conhecida.

Abandonado?

A inversão do sentido também sublinhou o aparente abandono de um veículo, que está estacionado na via há pelo menos um mês, a ponto do mato já ter crescido no local.

Com todos os carros estacionados no novo sentido, o pobre veículo segue apontado na direção errada, chamando ainda mais atenção do que já chamava anteriormente.

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Das belezas da vida aos desafios

terça-feira, 21 de janeiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Há temas que me desafiam e eu fico olhando para o Caderno Z e sinto a pergunta me encarando: E agora, Elisabeth, vai enfrentar o assunto para o qual você está cheia de filosofias? É claro que eu vou embarcar com a folha A4 saltitante de ideias, descartando Vinicius de Moraes, pois, se “beleza é fundamental”, eu indago, qual beleza? E o “Z” puxa o debate para o “direito de se olhar sem cobranças” e, certamente, se cobra quem se deixa seduzir pelo chamado “padrão” ditado pela mídia.

Há temas que me desafiam e eu fico olhando para o Caderno Z e sinto a pergunta me encarando: E agora, Elisabeth, vai enfrentar o assunto para o qual você está cheia de filosofias? É claro que eu vou embarcar com a folha A4 saltitante de ideias, descartando Vinicius de Moraes, pois, se “beleza é fundamental”, eu indago, qual beleza? E o “Z” puxa o debate para o “direito de se olhar sem cobranças” e, certamente, se cobra quem se deixa seduzir pelo chamado “padrão” ditado pela mídia. Como diz Ninna Oli, “o corpo do outro não é de domínio público”.  Assim, se cada um cuidar do seu como a casa do seu eu, sem manobras, visando o bem estar, já estará de bom tamanho.

Cabelos brancos ou tingidos, gordura ou magreza são assuntos pessoais, intransferíveis. A gordura ganhou um peso no passar dos tempos, pois, na infância ouvia os adultos falando – encontrei fulana, está gorda, forte, bonita. Hoje, se alguém disser isso para uma mulher, pode ser que ela entre em depressão. Alguém diz que cabelo branco está na moda e a gente vê cabelo de várias cores, inclusive azul e verde.

A melhor moda é aquela que deixa a pessoa na moda que ela quiser, no seu estilo. Ninguém descarte uma roupa porque saiu de moda, pois a moda volta. A “ditadura da beleza” ainda vale para quem não se libertou e se tortura diante do modismo. “O belo é algo que nos atrai, inicialmente”... Contudo, além da atração primeira, a gente quer muito mais de alguém. “Beleza não põe mesa”, diziam os antigos. E eu volto a pergunta: qual beleza? Havendo tantas nuances de beleza, tudo pode ser belo, dependendo do nosso olhar.

Na atual era das facilidades tecnológicas, muita gente quer sair bem na foto e sai. Um cabelo desarrumado, uma careta, uma pose exótica, tudo é bacana “se alma não for pequena”. Entretanto, o bonito mesmo é sair bem no texto, com fotografia da alma, da personalidade, como bem fez Wanderson Nogueira para falar de “Clarice”, a irmã que não tem esse nome, mas que recebeu em “Palavreando” a mais linda biografia do mundo.

É difícil sair do tema beleza, pois Nova Friburgo é linda, embora haja muita coisa para se endireitar, como o prédio do antigo Fórum, que precisa de restauração. Uma cidade é como a casa da gente, sempre requer um reparo. Aliás, não é sem razão que o país tem “61 milhões de inadimplentes”. Falando em finanças, os vencimentos do  IPVA começam nesta terça-feira, 21. É preciso ter coragem para enfrentar os desafios para as realizações. Quem sabe muito fazer isso é o escritor Cassio Fernandes. Aos 29 anos de idade, dois livros lançados e dois ebooks. Sucesso para o escritor!

Muita alegria nos festejos dos 102 anos da inesquecível professora Brigitte Schlupp. Na foto, sorridente, ela é a expressão máxima da serenidade. Muito festiva também está a família Carestiato com os 61 anos de casamento dos queridos Dalton e Euza.  O lindo casal é um símbolo da união perfeita e merece a nossa admiração.

Em “Há 50 anos”, as notícias adentram o ano de 1970. O Country Clube esperava receber cinco mil foliões por dia de carnaval. A vinda de faculdades era o sonho da “mocidade friburguense”. Dona Maria Duque Estrada Laginestra, “a imagem viva de um farol democrático”, faleceu, e teve um cortejo fúnebre de mais de um quilômetro”. E a Rua Farinha Filho já sofria com inundações das águas vindas das Braunes. Que sufoco!

Quem anda espantado com a mão dupla na Rua Augusto Spinelli agora em toda extensão da via, pode se tranquilizar, pois a esquina da Rua Monsenhor Miranda ganhará um “traffic calming” que, traduzindo, significa “passarela de pedestres elevada”. Na General  Osório tem algumas e é bem legal. Em “Massimo”, uma bela explicação sobre o “efeito blasé”, ou seja, “a incapacidade de reagir a certos estímulos, quando passamos a aceitá-los ou até a ignorá-los como construções naturais, na comodidade do “sempre foi assim”. Mudar e reagir são enfrentamentos que o bom senso nos cobra. Afinal, nas palavras de Zilda Arns: “Não se enganem. Uma gotinha no oceano, faz, sim, muita diferença. Refletir sobre o nosso papel na sociedade é um bom alicerce para 2020.

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Comemoração antecipada

terça-feira, 21 de janeiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Comemoração antecipada

No último domingo, 19, em sua charmosa residência na Granja Comary, no vizinho município de Teresópolis, o juiz titular da 2ª Vara do Trabalho de Nova Friburgo, dr. Derly Mauro Cavalcante da Silva (foto), festejou em grande estilo, com direito a futebol, almoço e muitas alegrias, seu aniversário. Na próxima quinta-feira, 23, ele completa, com orgulho, mais um ano de vida.

Comemoração antecipada

No último domingo, 19, em sua charmosa residência na Granja Comary, no vizinho município de Teresópolis, o juiz titular da 2ª Vara do Trabalho de Nova Friburgo, dr. Derly Mauro Cavalcante da Silva (foto), festejou em grande estilo, com direito a futebol, almoço e muitas alegrias, seu aniversário. Na próxima quinta-feira, 23, ele completa, com orgulho, mais um ano de vida.

Impossibilitado de ter comparecido, apresento ao ilustre amigo dr. Derly, os parabéns com votos de mais e mais felicidades, sucesso, grandes realizações e tudo de bom.

Apoio a “Poesias desnudas”

A sempre querida Déborah Cunha informa que no último dia 15 foi dado início da campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) para a publicação do 4° livro da escritora Catherine Beltrão, intitulado “Poesias desnudas”.

 A Catherine merece todo o nosso apoio, pois detém um grande talento literário e carisma. Por isso, quem desejar se engajar nesta campanha é só acessar o link https://www.kickante.com.br/campanhas/poesias-desnudas

Parabéns ao Rômulo

No último sábado, 18, quem recebeu uma homenagem especial após a cerimônia de posse da nova diretoria do Nova Friburgo Country Clube, com direito a muita música, foi o admirado médico veterinário do Ministério da Agricultura e integrante da Academia de Veterinária do Estado do Rio, dr. Rômulo César Spinelli Ribeiro de Miranda.

Por esta razão e ainda em tempo de mais cumprimentos, felicitamos o querido Rômulo, na foto acompanhado da filha Juliana, esposa Margareth e filho Bernardo.

Vivas ao Adauto

Outro aniversariante também nota dez e que é admiravelmente querido por muita gente em nossa cidade que mudou de idade na última sexta-feira, 17, foi o empresário Adauto Ribeiro, da rede de supermercados Casa  Friburgo.

Felicidades e saudações ao querido Adauto.

Melhores de 2019

O conhecido cantor e compositor friburguense Valcir Ferreira está participando hoje, 21, de um agradável compromisso em São Paulo.

Ele foi convidado para a gravação do programa Mega Fest (a sua festa na TV) que com apresentação de Iran Tentação. A novidade vai ao ar pelo canal 9, da Net, e canal 8, do Vivo Fibra.

O motivo do nosso Valcir estar lá é que é ao lado de outros nomes que têm incansavelmente buscado seu espaço no mundo artístico, receberá  o Troféu Mega Fest de Melhores do Ano.

Convocação da Jurema

O simpático Márcio Assis, líder do bloco da Jurema, agremiação carnavalesca que se destaca por arrecadar cadeiras de rodas a partir da  coleta de lacres de latinhas de bebidas, manda aviso importante aos “juremistas de plantão”.

O primeiro grande ensaio do bloco para o Carnaval 2020, será no dia 1° de fevereiro a partir das 20h no restaurante Abdalla, no bairro Duas Pedras.

Alvinegros da Serra

E como o clima de folia já está no ar, Nova Friburgo este ano ganha mais um bloco de animação em preto e branco.

Trata-se do bloco Alvinegros da Serra, em homenagem ao Botafogo. O novo bloco vai desfilar no domingo de carnaval, dia 23 do mês que vem.

Em breve os abadás poderão ser adquiridos, mas os botafoguenses e quem mais desejar participar, já podem assegurar desde já a compra do boné por R$ 20.

Maior idade hoje

Com uma satisfação que praticamente dura quase duas décadas de forma ininterrupta, registramos o aniversário de 18 anos que o querido jovem Thiago de Carvalho (foto) completa hoje, 21.

 Ao Thiago, nossas congratulações com renovados desejos de que sua vida prossiga com muitas felicidades, realizações e ótimas conquistas. Parabéns!

  • Foto da galeria

    Comemoração antecipada

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    Parabéns ao Rômulo

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Somos peregrinos ou turistas?

terça-feira, 21 de janeiro de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Os turistas viajam calculando os pormenores de seu caminho para evitar os imprevistos que podem complicar o périplo. Pelo contrário, os peregrinos deixam-se levar por outro, Outro com letra maiúscula mesmo. Postos nas mãos de Deus lhe deixam uma grande margem para que seja ele quem venha surpreendê-los com um dom, uma graça, aparentes desventuras que não entram nos cálculos humanos de quem transita por mundos desconhecidos.

Os turistas viajam calculando os pormenores de seu caminho para evitar os imprevistos que podem complicar o périplo. Pelo contrário, os peregrinos deixam-se levar por outro, Outro com letra maiúscula mesmo. Postos nas mãos de Deus lhe deixam uma grande margem para que seja ele quem venha surpreendê-los com um dom, uma graça, aparentes desventuras que não entram nos cálculos humanos de quem transita por mundos desconhecidos.

O horizonte do mundo, da Igreja é maior que as diárias fronteiras de nossa vida. Nova Friburgo é uma terra particularmente bela por sua história e geografia, com um povo aguerrido e marcado pela nobreza de sua bondade e receptividade. A Diocese de Nova Friburgo, composta por seus 19 municípios, completará 60 anos de um caminho que gera santos para o céu, mártires do silêncio, do sorriso, da perseverança e dos sonhos, e tantos cristãos com suas diferentes vocações que dão a vida por um ideal repleto de esperança: repartir com as mãos cheias, dando a Deus e ao próximo.

Mas, apesar destas verdades tão gratificantes, Deus nos mostra que o mundo e a Igreja possuem um mapa mais complexo e imenso, que dilata o nosso olhar e ajuda a compreender que as situações da vida, as provas e a compreensão de sucessivos sinais não esgotam a boa-nova do amor de Deus, que nos ensina a ver com as pupilas do coração o “faça-se segundo a sua vontade”.

Um peregrino rumo ao céu sempre dá tudo e nunca deixará de receber 100 vezes mais ao ponto de constranger-se e ficar comovido com gratidão sincera. Quantas coisas recebemos ao longo de anos através de crianças, jovens, casais, idosos, famílias... de pessoas que começavam a caminhar na fé e de muitos outros que levavam anos professando seu amor por Jesus Cristo.

Especialmente o domingo é o dia do peregrino que segue as pegadas do Mestre da Galileia e tenho a feliz recordação de inúmeras vezes, entre matrizes e capelas, perceber o povo de Deus que celebrava o dia do Senhor com a alegria que brotava da alma, aquela que contagiava e ressuscitava, aquela que nos fazia recordar o anúncio cristão da igreja primitiva: veja como se amam!

Quem está a caminho, peregrinando rumo a Deus, descobre que existem lágrimas que não desesperam, mas risos que confiam, há perseguições que não levam à conversão e silêncios que não acalentam, porém existem amigos que tiram de si sem debilitar-se e irmãos que estão ao lado para sustentar.

Cabe a nós decidirmos entre turistas ao céu ou peregrinos que terminarão a jornada como bem-aventurados. Se optarmos por sermos peregrinos teremos entre muitos amigos, os santos, o exemplo dos que viveram e agradeceram fazendo-se sábios pela humilde gratidão com a perseverança de todo recomeço.

Viver como peregrinos de Cristo é sempre desejar uma feliz boa-nova de uma missão que não termina... até o céu somos testemunhas de uma fé inabalável como católicos, apostólicos e romanos. Feliz missão que não termina!

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