Blogs

Novo normal

sexta-feira, 26 de junho de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Esse novo momento que estamos vivendo já recebeu apelido: é o “novo normal”.  O que esperarmos dele? Bem, acho que não sabemos o que esperar e nem podemos. As coisas estão acontecendo de maneira absolutamente veloz e se vêm se transformando da noite para o dia. Nesse cenário, alguns de nós encontrará terreno fértil para crescimento, outros terão mais dificuldades de adaptarem suas realidades a essa nova forma de existir. Fato é que uma característica pessoal tem se mostrado preciosa: a adaptabilidade.

Esse novo momento que estamos vivendo já recebeu apelido: é o “novo normal”.  O que esperarmos dele? Bem, acho que não sabemos o que esperar e nem podemos. As coisas estão acontecendo de maneira absolutamente veloz e se vêm se transformando da noite para o dia. Nesse cenário, alguns de nós encontrará terreno fértil para crescimento, outros terão mais dificuldades de adaptarem suas realidades a essa nova forma de existir. Fato é que uma característica pessoal tem se mostrado preciosa: a adaptabilidade.

Diante de tantas mudanças repentinas e das necessidades abruptas de convivermos com novos medos, de precisarmos buscar soluções eficientes para problemas novos, de nos reinventarmos não apenas como indivíduos, mas enquanto sociedade, deparamo-nos com um sem fim de interrogações para as quais não temos respostas prontas e nem um gabarito ao final. E não é simples nem fácil sermos partes orgânicas de tantas incógnitas sem expectativa de soluções pragmáticas.

Não aparecerá um super herói para nos salvar. Não encontraremos o pote mágico ao final do arco-íris. Não é possível zerar o game. Não dá também para viver na ilusão e fingir que nada está acontecendo e que o novo normal não existe. 

A indagação que tenho feito a mim mesma, consiste em quem eu quero ser nesse novo normal. Qual o papel que me atribuirei para essa nova realidade. Como eu quero viver meus próximos dias. Com que. Fazendo o quê. Sendo útil a quem. Contribuindo como. Tem me sido muito cara essa reflexão no pouco tempo que me sobra para pensar diante de todas as minhas atribuições privilegiadas de quem pode trabalhar nesse momento e em home office.

A uma conclusão eu já cheguei: não é possível continuar sendo a mesma pessoa diante do novo normal. Já mudei. Já mudamos. Para onde vamos?

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Especial Sala de Aula IV - Investimentos

sexta-feira, 26 de junho de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Enfim, chegamos a última sexta-feira de junho e é hora de encerrarmos esse mês de muito aprendizado. A propósito, já repararam como aprender é bom? Além do maior conhecimento financeira, é precisos nos mantermos em constante processo de aprendizado, afinal, o conhecimento é libertador e abre caminhos.

Enfim, chegamos a última sexta-feira de junho e é hora de encerrarmos esse mês de muito aprendizado. A propósito, já repararam como aprender é bom? Além do maior conhecimento financeira, é precisos nos mantermos em constante processo de aprendizado, afinal, o conhecimento é libertador e abre caminhos.

Contudo, mantendo a linha cronológica de aprendizados financeiros, já aprendemos aqui alguns conceitos financeiros muito importantes, como elaborarmos o orçamento doméstico e mapear finanças; descobrir como lidar, de forma saudável, com dívidas; e agora chegou o momento de empregar rentabilidade ao capital que você consegue poupar. Hoje, o assunto é sobre investimentos.

Investir é multiplicar! Se você empregar R$ 1 mil e, após determinado tempo, passar a ter R$ 2 mil, seu dinheiro foi bem empregado e lhe retornou rentabilidade; simples assim. Agora, um pouco menos simples é identificar boas oportunidades de investimentos. Existem três fatores muito importantes na hora de analisar qualquer investimento, seja ele no mercado financeiro ou não:

  • Liquidez: dentro dos seus investimentos, esse é o primeiro ponto a ser analisado, pois trata-se do período de tempo entre investimento e resgate do capital; podendo haver lucro ou não.

  • Rentabilidade: essa é a parte que enche os olhos – e qualquer desavisado pode acabar considerando este único ponto e tomar uma decisão ruim.

  • Segurança: tudo começa com conhecimento e bom senso, saiba distinguir o que é real do inatingível. Os riscos no mercado financeiro se restringem a administração de bancos e empresas onde estão seus investimentos e a falta de planejamento.

Analisar a relação entre estes três fatores é imprescindível para fazer boas escolhas. A rentabilidade, via de regra, costuma ser diretamente proporcional ao risco do investimento; e conforme menor for a liquidez, maior é o risco para compensar a alta rentabilidade. Sabe aquele “investimento” – entre muitas aspas – de curto prazo, com altíssima rentabilidade e seguro que algum conhecido te indicou? Não existe! E afirmo isso com total convicção.

Investir é fundamental para alcançar o equilíbrio financeiro e não cair em tentações de propostas fraudulentas é ainda mais importante para manter a sua saúde e a do seu bolso. Este é o meu maior propósito hoje, alertá-lo e orientá-lo.

No entanto, caso lhe surjam propostas de investimentos (empreendimentos, bolsa de valores ou imóveis), busque optar pela alternativa que você tenha mais conhecimento de mercado; ou – também muito válido – busque a orientação de profissionais da área.

Seu patrimônio acumulado dependeu de muito esforço para ser desperdiçado em escolhas ruins. Pense nisso!

 

 

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Adiamento das eleições

quinta-feira, 25 de junho de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Para pensar:
"Os homens, quando pequenos, brincavam de guerra e se batiam com armas de brinquedo. Quando grandes, seguiam brincando de guerra com armas verdadeiras. O mundo estava governado por crianças que se pensavam adultas.“
Federico Andahazi

Para refletir:
“Entre os animais ferozes, o de mais perigosa mordedura é o delator; entre os animais domésticos, o adulador."
Diógenes

Adiamento das eleições

Para pensar:
"Os homens, quando pequenos, brincavam de guerra e se batiam com armas de brinquedo. Quando grandes, seguiam brincando de guerra com armas verdadeiras. O mundo estava governado por crianças que se pensavam adultas.“
Federico Andahazi

Para refletir:
“Entre os animais ferozes, o de mais perigosa mordedura é o delator; entre os animais domésticos, o adulador."
Diógenes

Adiamento das eleições

Quando a coluna de ontem, 24, estava sendo fechada já era evidente a inclinação do Senado Federal para adiar as datas das eleições municipais para 15 de novembro (1º turno) e 29 de novembro (nas cidades onde houver 2º turno, o que não é o caso de Nova Friburgo).

A matéria ainda terá de ser avaliada pela Câmara dos Deputados, mas a tendência, neste momento, é a de que a proposta venha a se concretizar, alterando todo o cronograma eleitoral, que sempre é elaborado retroativamente, a partir da data de ida às urnas.

Prós (1)

A se confirmar a alteração, naturalmente teremos vantagens e desvantagens.

Começando pelos benefícios, o primeiro deles é o suposto impacto positivo sobre a segurança do processo eleitoral, assumindo que o contexto sanitário deve estar mais favorável em meados de novembro do que no início de outubro.

Além disso, passa a haver mais tempo para que os candidatos se façam conhecer (ainda que oficialmente o tempo de propaganda continue o mesmo), em meio a uma campanha que já nasce bastante prejudicada sob este aspecto.

Prós (2)

No caso específico de Nova Friburgo, o eventual adiamento das eleições pode significar um pouco mais de prazo para que as difíceis costuras de alianças venham a ser trabalhadas.

Como já dissemos aqui, a quantidade de grupos interessados em disputar o comando do Executivo está muito acima do normal, com três ou mais nomes disputando as mesmas parcelas do eleitorado, e contribuindo para que fatias menos disputadas do espectro político possam se beneficiar.

Sangue na água

Um cenário que todos sabem ser inviável, mas que não encontra entre os pretendentes a disposição para ceder, uma vez que o vácuo de lideranças dá a todos a esperança de que, finalmente, tenham chances de chegar lá.

Contras

Por outro lado, a alteração reduz sensivelmente o período de transição, que tende a ser especialmente importante num momento em que tantos prefeitos eleitos irão assumir o comando de prefeituras quebradas, ou em sérias dificuldades.

Por aqui, a menos que algumas notícias excelentes nos surpreendam nas próximas semanas, não o cenário não deve ser muito diferente disso.

Notas cifradas

Alguns leitores andaram reclamando recentemente a respeito da publicação de algumas notas cifradas, não suficientemente explícitas, a respeito de algumas movimentações questionáveis envolvendo personagens do cenário político local.

A esse respeito, o colunista precisa dizer que compreende completamente a frustração de quem gostaria de saber todos os detalhes.

Mas existem razões para isso.

Alternativas

Na prática, a coluna precisa muitas vezes optar entre ser factual e abrir mão de manifestar seu entendimento, ou ser genérica e ter oportunidade de fazer um encadeamento mais amplo do contexto, tratando de motivações e implicações que de outra forma não poderia aprofundar.

O leitor deve considerar ainda que estamos num ano eleitoral, e há que se tomar todo o cuidado para não interferir de forma alguma no processo de escolha dos leitores.

Radar

Mais do que a legislação, portanto, é a própria ética que impõe como limite à nossa atuação alertar sobre a existência de riscos ou incoerências, frisando a necessidade da busca por referências confiáveis para as informações que cada um consome ou repassa.

Por fim, há também casos nos quais as notas são publicadas de maneira codificada, a fim de demonstrar a personagens específicos que suas ações foram percebidas.

O leitor pode acreditar quando dizemos que muitas iniciativas questionáveis já foram abandonadas a partir de mensagens dessa natureza.

Alerta

A coluna continua atualizando as taxas de ocupação do Hospital Raul Sertã, e a tendência de aceleração no número de contágios foi mantida por mais um dia, atingindo patamar um tanto preocupante na manhã desta quarta-feira, 24.

Ao meio-dia, 9 dos leitos de enfermaria estavam ocupados (53%), e todos os dez leitos de CTI destinados ao tratamento da Covid-19 também estavam ocupados.

Entre os pacientes intubados o número dobrou em 24 horas: agora são seis.

Possibilidades

Conforme a coluna já explicou anteriormente, o Raul Sertã tem estrutura para ampliar seu número de leitos de CTI para Covid até o limite de 23, conforme a demanda exija.

Caso esse patamar venha a ser atingido, resta ainda a possibilidade de utilização de leitos da rede particular.

Haveria, por fim, a capacidade do hospital de campanha, mas nessa altura já não parece realista contar com essa estrutura.

Internado

O ex-prefeito Rogério Cabral e sua esposa Janete estão entre os mais de 400 infectados com o coronavírus em Nova Friburgo.

Na tarde de quarta-feira, 24, um anúncio foi postado nas redes sociais do ex-prefeito, informando que ele está internado para tratamento de infecção causada pelo vírus, ao passo que sua esposa se encontra em isolamento domiciliar.

Tão logo teve conhecimento da situação o colunista enviou mensagem de solidariedade a Rogério, que prontamente respondeu agradecendo, o que é em si já uma boa notícia.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A decadente Nova Friburgo

quinta-feira, 25 de junho de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Uma triste notícia foi publicada esta semana em A VOZ DA SERRA. Trata-se de um relatório divulgado pelo Ministério Público Estadual que teve origem no projeto “Edificando o controle interno”, pesquisa realizada junto a 92 municípios fluminenses sobre a estruturação dos mecanismos de controle da administração pública.

Uma triste notícia foi publicada esta semana em A VOZ DA SERRA. Trata-se de um relatório divulgado pelo Ministério Público Estadual que teve origem no projeto “Edificando o controle interno”, pesquisa realizada junto a 92 municípios fluminenses sobre a estruturação dos mecanismos de controle da administração pública.

De acordo com a reportagem, o município de Nova Friburgo está colocado no ranking geral do Estado em 52° lugar. Teresópolis aparece em décimo, Petrópolis em 46° e Cantagalo em terceiro lugar, atrás apenas do Rio de Janeiro e de Cambuci. Já em relação ao quesito transparência, Cambuci aparece em primeiro lugar, Petrópolis em 20°, Teresópolis em 22° e Nova Friburgo em 52° lugar.

Esse projeto foi desenvolvido objetivando auxiliar os municípios na estruturação do controle interno e permitir maior transparência na administração pública. No passado, Nova Friburgo já teve mais prestígio, estava “na ponta”, dizia-se à época. A Câmara de Vereadores chegou a habilitar o município para tornar-se capital do Estado. No ano de 1893, havia a intenção de se realizar a mudança da capital fluminense, que era em Niterói, para outro município. Nova Friburgo lançou-se na candidatura e competiria com cidades exponenciais como Petrópolis e Campos.

O que ocorreu com Niterói, outrora vila da Praia Grande, para ser rebaixada? Tudo indica que foi em razão de uma sublevação ocorrida no Rio de Janeiro e o governo estadual almejava que a sua sede ficasse distante do Governo Federal. Logo, procurava-se um novo local para a capital do Estado fluminense. De acordo com o jornal O Friburguense, houve uma consulta prévia e 21 deputados votaram em Nova Friburgo para que fosse elevado à categoria de capital do Estado.

Nessa mesma consulta, 12 deputados votaram em favor de Petrópolis, seis de Campos e dois de Cantagalo. Na Assembleia fluminense foi apresentado o seguinte substitutivo: “A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta: artigo 1°: É transferida a capital do Estado para a sede do atual município de Nova Friburgo. Artigo 2°: O presidente do Estado fará as operações de crédito necessárias e cederá a quem mais vantagens e garantias oferecer os favores e privilégios necessários a aquisição e construção de prédios para as repartições públicas, estabelecimentos de esgotos, iluminação, abastecimento de água e viação da nova capital, entrando em acordo com a respectiva municipalidade a respeito da concessão destes fatores. Parágrafo único: A empresa que gozar destes favores se comprometerá a construir os prédios para residência dos funcionários públicos, sendo o aluguel dos mesmos determinado em tabela aprovada pelo presidente do Estado. Artigo 3°: Para levar a efeito a mudança da capital fica aberto ao presidente do Estado um crédito extraordinário de 1:000:000$ afim de acorrer as despesas com a transferência e estabelecimento da administração e ajudas de custo aos funcionários do Estado. Artigo 4°: São revogadas as disposições em contrário.

Um dos fundamentos junto ao parlamento fluminense a favor de Nova Friburgo como capital era o fato de ser um lugar salubre e que nunca havia sido assolado por epidemias. Campos demonstrando a sua pujança econômica foi o município que mais se mobilizou para se tornar capital envolvendo a associação comercial, categorias profissionais, abriu subscrição popular para a aquisição de fundos para auxiliar o Estado e promoveu uma representação popular defendendo os seus foros e direitos.

Após intensa disputa entre os municípios foi escolhido Petrópolis, possivelmente pela sua proximidade com o Rio de Janeiro. No dia 20 de fevereiro de 1894, foi instalada nessa cidade a capital do Estado do Rio de Janeiro, como noticiou O Friburguense de 23 de fevereiro do mesmo ano. Com o aumento considerável da força policial, empregados públicos, burocratas e pessoas que circulavam para tratar de seus interesses junto às repartições públicas, a aprazível cidade de Petrópolis se tornou em um local caro e turbulento, afugentando muitos veranistas.

Com o grande aumento de pessoas que circulavam em Petrópolis em razão da máquina burocrática, os veranistas não encontravam acomodações para alugar e os preços dos hotéis ficaram impraticáveis. Nova Friburgo se beneficiou aumentando a afluência de veranistas que habitualmente passavam o verão em Petrópolis. Para quem já esteve “na ponta”, o município de Nova Friburgo colocado no ranking geral do Estado em 52° lugar, nos faz sentir saudade do passado. 

  • Foto da galeria

    A salubridade de Nova Friburgo quase a tornou capital do Estado

  • Foto da galeria

    Nova Friburgo está colocado no ranking geral do Estado em 52° lugar

  • Foto da galeria

    Nova Friburgo já teve mais prestígio, estava na ponta, dizia-se à época

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O que o amor é e o que ele não é

quinta-feira, 25 de junho de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Uma escritora inspirada descreveu que: “O amor que só dirige palavras bondosas a uns, ao passo que outros são tratados com frieza e indiferença, não é amor, mas egoísmo.” Ele não funcionará de forma alguma para o bem das pessoas. “Não podemos limitar nosso amor a um ou dois objetos.” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, 80).

O que você retém só para si ou para um grupinho pequeno de pessoas em termos de afeto acaba perdendo porque não tem sustentação. “Nosso amor não se deve restringir a pessoas especiais. Quebre o vaso, e o perfume encherá toda a casa.” (idem acima).

Uma escritora inspirada descreveu que: “O amor que só dirige palavras bondosas a uns, ao passo que outros são tratados com frieza e indiferença, não é amor, mas egoísmo.” Ele não funcionará de forma alguma para o bem das pessoas. “Não podemos limitar nosso amor a um ou dois objetos.” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, 80).

O que você retém só para si ou para um grupinho pequeno de pessoas em termos de afeto acaba perdendo porque não tem sustentação. “Nosso amor não se deve restringir a pessoas especiais. Quebre o vaso, e o perfume encherá toda a casa.” (idem acima).

Isto não quer dizer que manifestaremos a mesma forma de amor para com todos. Quer dizer que não odiaremos as pessoas, mas procuraremos entendê-las e ter compaixão para com aquelas menos equilibradas, mais sofridas, mais rudes.

Isto também não quer dizer que teremos que manter o mesmo nível de sentimento por todas as pessoas. Há algumas não amáveis por não permitirem ser amadas. Rejeitam o amor oferecido à elas seja por atitude fria ou agressiva. Então temos que deixá-las seguir e nos afastarmos até que elas possam aceitar nosso oferecimento de amor.

Há hora de afastar e de aproximar. Há hora de falar do amor e hora de ficar quieto. Há hora para tudo e nem sempre é hora para tudo. O silêncio pode ser ouro em certos momentos. Assim como a boa palavra falada na hora certa é bálsamo e justiça.

Alguns importam da filosofia grega o conceito de amor em três dimensões: o amor fraternal – ágape; o amor sexual – eros, e o amor amizade – filia. Na realidade, o amor é um só, de uma única fonte. Ele se manifesta de forma diferente para momentos diferentes e pessoas diferentes, segundo a capacidade e a necessidade de cada um.

Mas amor não é paixão, nem sexo, nem “ficar”. O amor é paciente e bondoso. O amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Não é grosseiro, nem egoísta. Não se irrita, nem fica magoado. O amor não se alegra quando alguém faz alguma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. O amor nunca desanima, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. O amor dura para sempre.

No relacionamento entre marido e mulher não se sente o mesmo tipo de sentimento igualzinho hora após hora pelo seu cônjuge. O sentimento pode flutuar, mas não o amor.

Quando alguém se apaixona é provável que esta paixão esteja ligada à imagem que a pessoa criou em sua mente de como ela gostaria que o ser amado fosse. Ela está apaixonada pela imagem da pessoa que ela criou em sua própria mente, a qual pode ser muito diferente da pessoa que está ali presente na realidade de sua vida.

Daí será necessário um ajuste. Será preciso cair do “andor” da paixão para chegar-se à realidade do que o outro é. Quando cai este amor idealizado, daí pode começar o amor maduro. Tudo dependerá de como a pessoa lidará com a sua realidade e a do ser amado. O diálogo será então fundamental para se processar o ajuste afetivo. Para ir surgindo o amor maduro não será com mais sexo, mais romance ou mais presentes. E sim diálogo sobre o que dói e o que alegra, sobre o que agrada e desagrada, sobre o que gosta e não gosta. Mas tem que ser um diálogo sincero, com respeito, e aceitação do que cada um pode ser neste momento da vida.

O amor maduro produz felicidade e desprendimento. Com ele você fica em paz mesmo que as coisas por em volta estejam desabando. O amor tem que ser firme no sentido de colocar limites contra abusos. O amor diz verdades de uma forma respeitadora, porém, firme. O amor não ataca as pessoas, não condescende e nem se compromete com o erro, com a mentira, com o engano.

Você quer ter este tipo de amor? Ele não é vendido em comprimidos nas farmácias. Você precisa desejar ardentemente tê-lo e fazer sua parte para obtê-lo. E pedir. Ele é grátis. Se você deseja este amor para realmente amar as pessoas e ajudá-las, o terá. Se for para se aproveitar delas ou “faturar” (materialmente ou não), não o terá. Este amor não é bobo, nem ingênuo, nem manipulável. O amor é um poder. Quem quiser pode tomá-lo de graça da fonte que é o criador do universo. Mas uma pergunta muito importante sobre amor é: você quer amor para quê?

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Parte interessada

quarta-feira, 24 de junho de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Para pensar:

"Nossa ansiedade não esvazia o sofrimento do amanhã, mas apenas esvazia a força do hoje”

Charles Spurgeon

Para refletir:

“A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente."

Rubem Alves

Parte interessada

Para pensar:

"Nossa ansiedade não esvazia o sofrimento do amanhã, mas apenas esvazia a força do hoje”

Charles Spurgeon

Para refletir:

“A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente."

Rubem Alves

Parte interessada

Dias atrás o Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo (SindVest) dirigiu-se ao desembargador Cláudio de Mello Tavares, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, a fim de requerer sua habilitação no processo que trata da flexibilização do funcionamento de comércio não essencial em Nova Friburgo, na qualidade de amicus curiae - expressão em latim equivalente a “amigo da corte”, utilizada para designar uma instituição que tem por finalidade fornecer subsídios às decisões dos tribunais, oferecendo-lhes melhor base para questões relevantes e de grande impacto.

Cenário diferente?

Neste caso específico, naturalmente o objetivo do SindVest é fornecer argumentos em favor da retomada econômica, em resposta à Ação Civil Pública movida pela Defensoria Pública do Estado do Rio sob a alegação de aumento do risco à coletividade em decorrência da propagação do coronavírus.

Para tanto, o sindicato alega que os fatos e fundamentos que guiaram a Defensoria já foram “completamente modificados”, antes de listar fatos novos ocorridos após a concessão da liminar.

Aspas

“Foram entregues ao município de Nova Friburgo, após a concessão da liminar, 29 respiradores, os quais foram devidamente testados e encontram-se à disposição da população de modo geral, no Hospital Municipal Raul Sertã, que inclusive gerou aumento no número de vagas disponíveis para tratamento da Covid-19. (...) Corroborando com estes dados, a Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro(...) enfatizou que não se faz necessária a inauguração dos novos hospitais de campanha, inclusive o que seria instalado em Nova Friburgo, uma vez que a ocupação atual vem atendendo a contento as necessidades da região.”

Empregos

O documento aponta, por outro lado, que somente no mês de abril de 2020 o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a perda de 584 postos de trabalho em Nova Friburgo, com 51 admissões e 635 demissões.

Ocupação

A peça também trata de dados recentes sobre as taxas de ocupação do Hospital Raul Sertã, embora esse número se altere de maneira significativa de dia para dia.

Na manhã de terça-feira, 23, por exemplo, sete dos 17 leitos de enfermaria destinados à Covid-19 no Raul Sertã estavam ocupados, ao passo que no CTI oito dos dez leitos estavam em uso.

Assim como no dia anterior, três pacientes continuavam intubados.

E esse amigo?

E já que falamos em “amigo da corte”, que tal o comportamento do ex-vereador que em grupo de WhatsApp instigou os integrantes a pressionarem os parlamentares friburguenses, se preciso em suas próprias casas, no sentido de não aprovarem qualquer redução na tarifa do transporte coletivo, e ameaçou paralisar o trânsito da cidade em caso de decisão contrária por parte do parlamento?

Nada como uma visão madura a respeito do que é a política, não é?

Irrelevante

A verdade é que a gestão viciada encontra sempre utilidade para personagens sem brilho próprio que estejam dispostos a desempenhar papéis úteis à manutenção dos privilégios e das injustiças, em troca de favorecimentos e recursos que, de outra maneira, jamais alcançariam.

O conteúdo dos áudios divulgados é evidentemente absurdo, ainda que o personagem em questão não tenha a relevância necessária para merecer muita atenção por parte de quem quer que seja.

Exemplo

A Policlínica Piquet Carneiro, que integra a Uerj, promoveu nesta terça-feira, 23, a testagem de Covid para profissionais e alunos do Instituto Politécnico do Rio de Janeiro, precioso braço da Uerj em Nova Friburgo.

Ao todo, 200 testes foram feitos.

Tão logo sejam divulgados os resultados a gente repercute por aqui.

Água em Amparo

Conforme a concessionária Águas de Nova Friburgo havia antecipado, o fornecimento d’água ao Loteamento Tirantes, em Amparo, foi restabelecido na semana passada.

Todavia, moradores continuaram procurando a coluna, desta vez para questionar a qualidade da água recebida, que segundo alguns relatos - e algumas imagens enviadas - estaria “muito amarela, com muita lama… Temos que limpar sempre os reservatórios, não dá nem para lavar roupa de cores mais claras que mancha tudo”.

Resposta

A coluna novamente encaminhou tais relatos à concessionária, que deu a seguinte resposta:

“Águas de Nova Friburgo informa que não há nenhuma reclamação sobre a alteração da cor da água no loteamento Tiradentes, no distrito de Amparo, registrada nos canais de atendimento da concessionária. Águas de Nova Friburgo reforça que é importante o cliente sempre fazer contato a empresa para que as providências sejam tomadas.”

Segue

“Vale destacar que a concessionária realiza mais de 150 análises da qualidade da água em diversos pontos da cidade, além do monitoramento dos parâmetros de qualidade nas ETAs, a cada duas horas. As amostras apresentam resultados satisfatórios e atendem aos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde.

Em casos de dúvidas ou informações, a concessionária disponibiliza carros-pipa, que podem ser solicitados pelo Whatsapp (21) 97211-8064, 0800 757 0422 (ligações gratuitas de telefones fixos, celulares e longa distância), aplicativo cliente águas, chat interativo, que está disponível no aplicativo e no site www.aguasdenovafriburgo.com.br

Respostas

Até o fechamento desta edição os leitores Antônio Lopes, Marcelo Machado, Manoel Pinto de Faria, Gilberto Éboli, Igor dos Santos e Lauro Éboli haviam reconhecido corretamente a estátua em homenagem a Ludwik Lejzer Zamenhof, criador do Esperanto que ousou sonhar com um mundo mais integrado e livre de fronteiras.

Os amigos também lembraram que o monumento pode ser apreciado em nossa Praça Getúlio Vargas, no Centro.

Parabéns a todos!

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O Homem da Montanha

quarta-feira, 24 de junho de 2020
por Jornal A Voz da Serra

O ilustre friburguense Benito di Paula lançou sua primeira parceria com o filho Rodrigo Vellozo que também é cantor e compositor. Trata-se da canção “Lágrimas no meu sorriso”, em homenagem ao filho de Benito e irmão de Rodrigo que faleceu aos 36 anos de idade no ano passado.

Parceira em família

O ilustre friburguense Benito di Paula lançou sua primeira parceria com o filho Rodrigo Vellozo que também é cantor e compositor. Trata-se da canção “Lágrimas no meu sorriso”, em homenagem ao filho de Benito e irmão de Rodrigo que faleceu aos 36 anos de idade no ano passado.

Parceira em família

Composta pelo próprio Rodrigo e produzida por Rômulo Froés faz parte do disco "O mestre-sala da minha saudade", a ser lançado ainda este ano. A letra é de uma profundidade própria da intimidade da família. Benito não escondeu a emoção em emprestar sua reconhecida voz ao trabalho do filho, o que pode ser conferido nas redes sociais de ambos.

Lágrimas no meu sorriso

A música já está disponível nas plataformas de streeming. Também foi lançado um clipe bastante cativante, por misturar imagens antigas de Rodrigo, ainda criança, acompanhando o pai.

Novo visual

Vale lembrar que o nosso Homem da Montanha ficou afastado por quase duas décadas dos estúdios de gravação, tendo voltado recentemente para essa produção com seu filho Rodrigo. Outra novidade é o novo visual do cantor friburguense. Benito se desfez da cabelereira e do cavanhaque que o acompanharam por quase toda a carreira. Careca e sem pelos no rosto, os mais desavisados sequer o reconhecem.

Setor 100% em quarentena

A pandemia e a regra do isolamento social, nem sempre obedecida, acerta em cheio aos tradicionais eventos, talvez o único segmento junto com o turismo que está 100% em obediência às normas estipuladas de não aglomeração. Nessa época, tradicional de eventos em Nova Friburgo por conta do convidativo frio aliado às férias de julho, obriga a reinvenção da forma, quando é possível.   

Eventos cancelados

Não foi possível, por exemplo, a realização da Festa da Cerejeira, cancelada pela Colônia Japonesa, como destacamos nesta coluna semana passada. Ainda segue sem definição os tradicionais festivais de inverno da prefeitura e do Sesc. Resta saber se haverá edições virtuais. Já foi possível a realização do Encontro do Vinil, realizado em duas etapas virtuais.

Encontro do Vinil

A primeira contou com um podcast em que cinco colecionadores de vinis - Alexandre Peixoto Estevão, Kleber dos Santos Araújo, Leandro Almeida, Sheila Cristiane Garcia e Marcelo Firmino de Castro - participaram da conversa.

Lives

A segunda parte está prevista para o próximo dia 4 de julho, com várias lives no Instagram Na Rede com Scheila, começando às 15h e indo até às 17h. Os mesmos convidados do podcast vão colocar à venda os discos de vinil. O Encontro do Vinil estimula uma troca de experiências com clubes de outros municípios, nesse ano notadamente com colecionadores de Macaé e Petrópolis.

Campeonato Estadual

No meio de toda confusão de proibição de jogos e do retorno ou não do Campeonato Carioca, Nova Friburgo pode se tornar uma opção para realização dos jogos finais. Por aqui, está proibida a realização de eventos esportivos. Mas articulações podem mudar o cenário, caso seja visto como uma saída para casos como, por exemplo de Campos, onde os índices de Covid-19 impedem qualquer tipo de insinuação a flexibilização.

Rebaixamento quase definido

O Americano de Campos ainda tem uma partida por fazer, apesar de que só precisará cumprir tabela diante do América que por sua vez, precisa de apenas um ponto em duas partidas para se livrar do rebaixamento. Nesse caso, o Nova Iguaçu tem poucas esperanças de se manter na primeirona. Precisa torcer contra o América para chegar à última rodada com chances. Mas a tarefa é difícil: vencer e tirar a diferença em saldo de gols. Um virtual rebaixado.  

Palavreando

“Orientação sexual não define caráter, não estipula ética ou determina competência. Hipocrisia, sim”.

 

 

  • Foto da galeria

    Pai e filho antes do novo visual de Benito di Paula

  • Foto da galeria

    Pai e filho depois do novo visual de Benito di Paula

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Para manter-se ocupado

quarta-feira, 24 de junho de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Não deve ser fácil satisfazer a tantas esposas sem perder a majestade

Não deve ser fácil satisfazer a tantas esposas sem perder a majestade

Durante a quarentena a que estamos obrigados neste que será para sempre lembrado como “aquele ano”, cada um faz o que pode para se manter ocupado e ocupar os outros. Tem de tudo: música nas varandas, corrida pelos cômodos da casa, gente que nunca tinha fritado um ovo fazendo almoço para a família inteira. Sem falar nas lives, que põem na tela da TV cantores, chefs, filósofos, gente de variados talentos colaborando para que nós passemos as horas (ou, mais propriamente, para que as horas passem por nós). Até a propaganda dos bancos se humanizou: ao invés de falar em dinheiro, falam em amizade; ao invés de falar em juros, falam em esperança. Tudo com a santa intenção de nos manter longe do inimigo que está de tocaia lá fora.

No meio de tanta criatividade, não vi ninguém mais criativo do que o rei da Tailândia, que, não querendo arriscar sua imperial saúde, foi se hospedar num luxuoso hotel dos Alpes alemães. O tal Rama X é, como se vê pelo título, o décimo de sua dinastia, inaugurada no século XVIII pelo Rama I, cuja ramagem vem se estendendo até os dias atuais. A bem da verdade, não se pode dizer que Sua Alteza tenha estado em confinamento, nem que tenha encontrado dificuldade para gastar as horas.

Aos 67 anos, o monarca não se dá por vencido e levou consigo 20 concubinas. Ou seja: não lhe deve ter faltado com que se ocupar, pois não deve ser fácil satisfazer a tantas esposas sem perder a majestade. Certamente para se poupar um pouco ou porque em seu país o vinte e um é o número do azar, o rei deixou a primeira-dama oficial na Suíça. Até vinte, tudo bem, mas vinte e uma é demais.  Verdade que o mês tem trinta dias, mas tem também trinta noites, portanto sobram apenas nove luas para o descanso, isso se alguma das acompanhantes não pedir bis.

Mas Rama X não é o campeão dessa modalidade. Basta lembrar que Salomão, o homem mais sábio da Bíblia, teve mil e tantas esposas, não faltando quem ache que só uma já é sinal de pouca sabedoria. Até já houve quem dissesse que o segundo casamento é a vitória da esperança sobre a experiência. Mas toda a sapiência de Salomão não o impediu de casar-se com mulheres dos mais diferentes povos e deuses e apaixonar-se de tal forma por Betsabá que mandou o marido dela para a guerra, com a esperança de que ele de lá não voltasse vivo. Depois, há de ter pensado: “Bem, já que ela está viúva...”

Certa vez me falaram sobre uma senhora que não é do tempo de Salomão, nem de tão distante quanto a Tailândia, mas daqui mesmo e de poucos anos atrás. Pois essa senhora, me disseram, teve quatro maridos. Com a prudência, no entanto, de ocupar-se com um de cada vez e esperar que um morresse para aceitar outro em sua cama. Viúva quatro vezes, ainda ficou em bom estado e disponível para o quinto casamento. O qual não aconteceu porque, é o que dizem, os possíveis candidatos ficaram com medo daquela mulher que amava ardorosamente, mas que justamente por ser tão ardorosa era garantia de morte para quem ousasse provar do seu amor fatal.  Tem perigos que nem o rei da Tailândia encara.

Enfim, melhor contentarmo-nos com uma só, o que, se pensarmos bem, é mais do que merecemos. Afinal, diz o Livro dos Provérbios que “Quem encontra uma esposa encontra algo excelente”. E, acrescento eu, suficiente para nos deixar ocupados e felizes, não só durante uma quarentena, mas durante uma vida inteira.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A ditadura da toga

quarta-feira, 24 de junho de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Quem manda no Brasil, hoje, é o Supremo Tribunal Federal (STF). Onze membros, em sua maioria, escolhidos por presidentes de conduta duvidosa, a saber: Celso de Mello (José Sarney), Marco Aurélio de Melo (Fernando Collor), Gilmar Mendes (Fernando Henrique Cardoso), Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Carmem Lúcia (Luís Inácio Lula da Silva), Edson Fachin, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso (Dilma Roussef) e Alexandre de Moraes (Michel Temer).

Quem manda no Brasil, hoje, é o Supremo Tribunal Federal (STF). Onze membros, em sua maioria, escolhidos por presidentes de conduta duvidosa, a saber: Celso de Mello (José Sarney), Marco Aurélio de Melo (Fernando Collor), Gilmar Mendes (Fernando Henrique Cardoso), Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Carmem Lúcia (Luís Inácio Lula da Silva), Edson Fachin, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso (Dilma Roussef) e Alexandre de Moraes (Michel Temer).

Com exceção de Sarney e, talvez Fernando Henrique, os outros tiveram problemas com a Justiça, Collor e Dilma cassados, Luís Inácio preso por mais de um ano e em liberdade provisória e, Michel Temer com cinco processos, referentes à operação Lava Jato, sendo que um foi tornado sem efeito pelo presidente do STJ, João Otávio de Noronha. Desses apenas dois foram juízes antes de serem nomeados para a corte suprema do país, Luiz Fux egresso da Justiça comum e Rosa Weber, juíza do trabalho, concursada. Marco Aurélio já foi juiz do trabalho, mas não prestou concurso, foi indicado. Já na coirmã americana, todos são juízes togados, ou seja, prestaram concurso para a magistratura. Isso faz muita diferença, pois advogado não é juiz, nem poderia ser chamado de tal adjetivo. Só no Brasil, existe juiz por nomeação.

O nosso STF até o final do mandato do presidente Michel Temer tinha uma postura mais discreta, não se expondo muito na mídia. Bastou a eleição de Jair Bolsonaro se consumar, para que a conduta mudasse. Na realidade, a maioria deles foi indicada por presidentes com origens socialistas mais de esquerda ou mesmo comunista travestidos de democratas e não aceitaram a instalação de um governo de direita. À medida que as benesses governamentais secaram, com a farta distribuição de dinheiro para sindicatos, UNE, MST entre outros, além das indicações ministeriais passarem a serem técnicas e não por conchavo político, os problemas começaram. De um lado deputados e senadores passaram a vetar ou descaracterizar a maioria dos decretos governamentais, impingindo várias derrotas a Bolsonaro; de outro o STF, contrariando sua função, passou a legislar.

O que vemos hoje é um avolumar de transgressões a constituição, na contramão do dever precípuo do STF que é a sua garantia. Senão vejamos anteriormente, Lewandowski já rasgara nossa carta magna ao afastar a então presidente Dilma, mas manter seus direitos políticos. Em seguida, Marco Aurélio destituiu o, então, presidente do Senado, Renan Calheiros, tornado réu num processo da operação Lava Jato. Teve que voltar atrás, quando sentiu que na votação plena, seria derrotado. Não satisfeito em desrespeitar a constituição, o STF passou a interferir nos outros poderes: Luiz Fux, intrometendo-se na independência do Poder Legislativo, determinou a anulação do julgamento, pela Câmara dos Deputados, do chamado “Pacote anticorrupção”, sob o fundamento de que houve desrespeito formal na tramitação do projeto.

Mais recentemente, Alexandre de Moraes impediu a nomeação de Alexandre Ramagem para a chefia da Polícia Federal, se metendo no Poder Executivo, pois essa indicação é atribuição do presidente da República. O próprio processo das fake news, de iniciativa de Alexandre, também é inconstitucional, pois no caso de injúria, calúnia ou desrespeito, as delegacias da polícia civil são os locais mais indicados para esse tipo de queixa.

Outra interferência no Poder Executivo foi deixar na mão de governadores ou prefeitos, a deliberação sobre os destinos das medidas a serem tomadas em relação ao combate à pandemia do coronavírus. Abriu-se a comporta para a gastança em determinados estados, com reflexos no atendimento da população. O pior que a ação é de governadores e prefeitos, mas a conta quem paga é o Governo Federal.

O que vemos é um conluio entre os poderes Legislativo e Judiciário para desestabilizar o Poder Executivo. Tanto é assim que, sem entrar no mérito da questão, um deputado do Psol solicitou à corte suprema o confisco do passaporte do até, então, ministro da Educação o que é um disparate. Virou hábito e qualquer medida do presidente tem a interferência do STF, vulgarizando sua imagem já que a discrição deveria ser seu forte. É o contrário da corte americana, cujos membros jamais aparecem em público, para entrevistas ou programas televisivos de entrevistas.

Aliás, o processo das fake news é inconstitucional, pois a carta magna do país referenda a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. Somente as ofensas são dignas de processo o que deveria acontecer com aqueles que propagam ser o presidente Bolsonaro um fascista, nazista, homofóbico. Ainda não vi o presidente processar ninguém, mas deveria.

O pior é que contrariando seus princípios, para governar, Bolsonaro vai ter de indicar para determinados ministérios nomes sugeridos por alguns partidos, visando ter maioria na Câmara e no Senado. Se não o fizer, será presa fácil do Congresso Nacional e do STF.

 

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O mensageiro do amor

quarta-feira, 24 de junho de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Falava-se na reunião, com respeito à preponderância dos sábios na Terra, quando Jesus tomou a palavra e contou, sereno e simples:

Falava-se na reunião, com respeito à preponderância dos sábios na Terra, quando Jesus tomou a palavra e contou, sereno e simples:

— Há muitos anos, quando o mundo perigava em calamitosa crise de ignorância e perversidade, o poderoso pai enviou-lhe um mensageiro da ciência, com a missão de entregar-lhe gloriosa mensagem de vida eterna. Tomando forma, nos círculos da carne, o esclarecido obreiro fez-se professor e, sumamente interessado em letras, apaixonou-se exclusivamente pelas obras da inteligência, afastando-se, enojado, da multidão inconsciente e declarando que vivia numa vanguarda luminosa, inacessível à compreensão das pessoas comuns. Observando-o incapaz de atender aos compromissos assumidos, o Senhor compassivo providenciou a viagem de outro portador da ciência que, decorrido algum tempo, se transformou em um médico admirado. O novo arauto da providência refugiou-se numa sala de ervas e beberagens, interessando-se tão somente pelo contato com enfermos importantes, habilitados à concessão de grandes recompensas, afirmando que a plebe era demasiado mesquinha para cativar-lhe a atenção. O todo-bondoso determinou, então, a vinda de outro emissário da ciência, que se converteu em guerreiro célebre. Usou a espada do cálculo com maestria, pôs-se à ilharga de homens astuciosos e vingativos e, afastando-se dos humildes e dos pobres, afirmava que a única finalidade do povo era a de salientar a glória dos dominadores sanguinolentos. Contristado com tanto insucesso, o Senhor supremo expediu outro missionário da ciência, que, em breve, se fez primoroso artista. Isolou-se nos salões ricos e fartos, compondo música que embriagasse de prazer o coração dos homens provisoriamente felizes e afiançou que o populacho não lhe seduzia a sensibilidade que ele mesmo acreditava excessivamente avançada para o seu tempo.

Foi, então, que o excelso Pai, preocupado com tantas negações, ordenou a vinda de um mensageiro de amor aos homens. Esse outro enviado enxergou todos os quadros da Terra, com imensa piedade. Compadeceu-se do professor, do médico, do guerreiro e do artista, tanto quanto se comoveu ante a desventura e a selvageria da multidão e, decidido a trabalhar em nome de Deus, transformou-se no servo diligente de todos. Passou a agir em benefício geral e, identificado com o povo a que viera servir, sabia desculpar infinitamente e repetir mil vezes o mesmo esforço ou a mesma lição. Se era humilhado ou perseguido, buscava compreender na ofensa um desafio benéfico à sua capacidade de desdobrar-se na ação regeneradora, para testemunhar reconhecimento à confiança do Pai que o enviara.

Por amar sem reservas os seus irmãos de luta, em muitas situações foi compelido a orar e pedir o socorro do céu, perante as garras da calúnia e do sarcasmo; entretanto, entendia, nas mais baixas manifestações da natureza humana, dobrados motivos para consagrar-se, com mais calor, à melhoria dos companheiros animalizados, que ainda desconheciam a grandeza e a sublimidade do Pai benevolente que lhes dera o ser.

Foi assim, fazendo-se o último de todos, que conseguiu acender a luz da fé renovadora e da bondade pura no coração das criaturas terrestres, elevando-as a mais alto nível, com plena vitória na divina missão de que fora investido.

Houve ligeira pausa na palavra doce do messias e, ante a quietude que se fizera espontânea no ruidoso ambiente de minutos antes, concluiu ele, com expressivo acento na voz:

— Cultura e santificação representam forças inseparáveis da glória espiritual. A sabedoria e o amor são as duas asas dos anjos que alcançaram o trono divino, mas, em toda parte, quem ama segue à frente daquele que simplesmente sabe.

Extraído do livro “Jesus no lar”; espírito Neio Lúcio; médium Francisco Cândido Xavier

CENTRO ESPÍRITA CAMINHEIROS DO BEM – 62 ANOS
Fundado em 13/10/1957
Iluminando mentes – Consolando corações

Rua Presidente Backer, 14 – Olaria - Nova Friburgo – RJ
E-mail: [email protected]
Programa Atualidade Espírita, do 8º CEU, na TV Zoom, canal 10 – sábados, 9h.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.