Hamilton Werneck

Hamilton Werneck

Eis um homem que representa com exatidão o significado da palavra “mestre”. Pedagogo, palestrante e educador, Hamilton Werneck compartilha com os leitores de A VOZ DA SERRA, todas as quartas, sua vasta experiência com a Educação no Brasil.

20/06/2018

Foi-se o tempo em que uma indústria determinava a cor e a forma de seus produtos conforme seu maior interesse. Hoje, apesar de os meios de comunicação estarem voltados para o convencimento do que se deve comprar, eles ouvem os clientes para adequar os produtos aos consumidores. Trata-se de um marketing interativo, onde um não pode viver sem considerar o outro. Detalhes de personalização dos produtos tomam conta dos mercados.

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13/06/2018

Do paradigma do tempo absoluto, o profissional do século 21 encontra-se com um novo conceito: o da relatividade do tempo. Tal fato quebra os padrões uniformes de consideração do trabalho, da aquisição dos conhecimentos e de várias outras realizações humanas. Se, no início do século 20, levava-se um mês para se chegar de um lugar a outro, no final, esse mesmo espaço poderia ser percorrido em poucas horas.

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06/06/2018

Na verdade, desde os tempos dos romanos que havia uma tentativa de globalização do Mediterrâneo e da Europa; os maometanos fizeram a mesma coisa, imitando os antigos persas; Gengis Khan procurou o mesmo, perdendo-se por falta de comunicação. As companhias das Índias Orientais e Ocidentais procuraram as mesmas coisas, tanto quanto o império inglês, que, ao tempo da rainha Vitória, só na África, tinha um corredor de domínio que ia do Cairo até a cidade do Cabo, na África do Sul.

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23/05/2018

Se o paradigma do passado foi a segmentação, o momento histórico está voltado para a unificação, em que as considerações levam em conta o maior número de variáveis intervenientes no processo, seja ele qual for. No campo político, fala-se muito em coalizão; no setor profissional, as pessoas unem esforços para buscar soluções para seus problemas ou para treinar, a custo mais baixo, seu pessoal.

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02/05/2018

Se alguns afirmam que o caminho mais curto entre dois pontos é a linha reta, afirmo que este melhor caminho é a estrada de rodagem. A trilha de montagem estabelecia um controle do tempo, acelerava a produção, poderia ser analisada para que fossem diminuídos ou aumentados os empregados ao longo dela. Cada pessoa, trabalhando, tinha noção de sua posição, nunca de sua dimensão. O conceito matemático de “ponto”, aquele que só tem posição, não tem dimensão, foi assimilado perfeitamente pela sociedade industrial.

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25/04/2018

É fácil perceber que o paradigma do passado, ao refletir um período mecanicista, separava tudo o que encontrasse pela frente. Criou-se a ideia de “circunscrição de um problema”, tentando, no caso da razão e do afeto, separar situações afetivas de outras racionais. O racionalismo tornou-se forte desde a era moderna e firmou-se ainda mais com os iluministas Voltaire, Diderot e com a disseminação das repúblicas inspiradas na Revolução Francesa e no liberalismo inglês. Junto a este racionalismo, veio a separação entre razão e afeto.

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18/04/2018

À medida que os estudos de anatomia avançavam, descobriu-se que o cérebro era um bloco dividido em dois grandes hemisférios: o direito e o esquerdo. Com a evolução dos estudos neurológicos, os médicos começaram a perceber que determinados acidentes com o cérebro privavam as pessoas de alguns movimentos ou inibiam um lado do corpo, como acontecia nos casos dos derrames. Mais tarde, com o avanço desses mesmos estudos, verificou-se que pessoas poderiam ter lesões cerebrais sérias e ficar com a memória preservada.

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11/04/2018

Uma consequência natural do processo de produção em série é a homogeneidade. Passou-se a dar valor às peças iguais, em oposição ao trabalho artesanal anterior, em que a mão do artesão era percebida em cada objeto feito.

Não foi estranha a aplicação dos conceitos de homogeneidade às demais situações da vida social e de formação da mão-de-obra. Esta homogeneização trouxe a padronização, seja de procedimentos, seja de comportamentos.

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04/04/2018

A produção durante a era industrial chegou a um ponto importante na relação custo e trabalho, investimento e lucratividade. As peças eram repetidas. Surgiu a produção em série, que chegava a impedir que as pessoas pudessem escolher as cores dos produtos que compravam. Como se dizia à época de Henry Ford: “O cliente pode ter um carro da cor que desejar, contanto que seja preto.” Sai muito mais barato e não era necessário mudar todo o sistema de produção para mudar as cores das tintas. Então, cor de carro era preta.

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