Hamilton Werneck

Hamilton Werneck

Eis um homem que representa com exatidão o significado da palavra “mestre”. Pedagogo, palestrante e educador, Hamilton Werneck compartilha com os leitores de A VOZ DA SERRA, todas as quartas, sua vasta experiência com a Educação no Brasil.

Sim, não há outro nome. Há um Brasil que estuda e se esforça para aprender. Há prefeitos que dão apoio aos seus professores e instituições que organizam jornadas que exigem competência, dedicação e entusiasmo.

Há algum tempo participei da jornada das disciplinas específicas organizadas pelo Instituto Líber de Educação, em parceria com a Faculdade Católica de Anápolis, em Goiás. Poderia narrar tudo o que aconteceu em Campo Formoso, Santa Maria da Vitória e Cocos, na Bahia, no entanto vou focar o trabalho desenvolvido em Piritiba, também na Bahia.

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A idade da pedra não acabou por falta de pedra, do mesmo modo que a idade do lápis e papel não acabou por falta de grafite, madeira ou borracha.

As eras mudaram porque surgiu uma nova tecnologia capaz de suplantar a anterior com maior eficácia.

Podemos concluir que a era da memorização acabou, não por falta de memória ou de recursos mnemônicos e, sim, porque a capacidade de análise e crítica aumentou entre os vários modos de se ensinar e desenvolver uma aula.

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Qualquer advogado dirá que a maternidade é manifesta e a paternidade presumida. Mas, dentro desta ótica, quando se deixa à mãe a identificação do pai, caso este não queira admitir a criança como filho, também pode apresentar dúvidas, sanadas somente com o exame de DNA.

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Não sejamos ingênuos, o medo faz parte da vida e da nossa sobrevivência. Alguns medos evitam ações que poderiam comprometer nossas vidas. Medo de precipício, medo de tomar choque elétrico ou medo de ser atropelado.

Mas, com toda a modernidade, fabricamos mais medos, hoje, que no passado. As histórias do passado, mesmo dentro dos contos de horror, tinham uma saída, mesmo mágica, o que não acontece mais com a quantidade de filmes de terror que garantem a permanência do medo.

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As etapas de uma aula devem ter uma ordem, o que é importante em qualquer aprendizado. Veja, por exemplo, quais as respostas para estas perguntas:

- Padre, posso fumar enquanto rezo? E, a outra que se segue:

- Padre, posso rezar enquanto fumo?

Certamente para a primeira pergunta a resposta será não, porque houve uma maior ênfase na palavra fumo e ela veio primeiro que o verbo rezar. Na segunda, o contrário poderá levar a uma permissão se não houver, por princípio, uma proibição do ato de fumar.

Uma boa aula deverá ter ordem nas quatro etapas:

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O que se requer de um supervisor para este século, com tantas mudanças e, ao mesmo tempo, tão rápidas? Alguém que seja capaz de olhar a escola com outro olhar que não seja tributário do cartesianismo tradicional, que seja alguém voltado para uma visão sistêmica do mundo e da vida escolar e que olhe com desconfiança as excessivas dicotomias existentes, separando as disciplinas, umas das outras.

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Aguardo uma condução, em plena tarde, no aeroporto de Campina Grande, na Paraíba, para seguir até Monteiro, onde terei um evento com 800 educadores durante todo o dia da próxima segunda-feira.

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A escolha de uma carreira exige este cuidado: escolher o que existirá no futuro, porque você pode fazer um vestibular, escolher a carreira e ficar desempregado por causa do desaparecimento de muitas profissões.

É verdade também que as carreiras tradicionais permanecem, o que com elas ocorre é uma constante adaptação e ajustes às especialidades novas.

Um universitário iniciando um curso neste ano de 2017 certamente terá oportunidades muito variadas nas especialidades que surgirão nos próximos quatro ou cinco anos.

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Todo professor deveria ensinar seus alunos a estudar ou, pelo menos, corrigir os erros do estudo errado. Não é difícil saber se um aluno estuda errado, basta verificar seu comportamento antes de uma avaliação. Você aprenderá isto na coluna desta semana.

O estudo errado é feito para passar de ano, para obter nota e, logo depois, esquecer tudo.

É uma espécie de trabalho linear que funciona assim: decora, faz prova e esquece.

Por isso um acadêmico de um curso de direito pode obter notas excelentes durante o curso e não passa na prova da OAB.

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- Última parte

A utilidade do celular durante as aulas

À primeira vista este tema parece absurdo, principalmente numa época em que os professores encontram-se pressionados por alunos aos celulares querendo a todo custo falar e “fofocar” durante as aulas. Quanto mais monótona for a aula, mais as ligações tenderão a aumentar.

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