Hamilton Werneck

Hamilton Werneck

Eis um homem que representa com exatidão o significado da palavra “mestre”. Pedagogo, palestrante e educador, Hamilton Werneck compartilha com os leitores de A VOZ DA SERRA, todas as quartas, sua vasta experiência com a Educação no Brasil.

Alguns pensam que se trata, apenas, de uma questão semântica. De fato, não é. Enquanto disciplina é imposta de fora para dentro, não é debatida com os envolvidos e atende muito mais aos interesses de quem está no controle de uma série ou turno escolar, o limite é discutido e estabelecido em função de necessários valores comuns e se baseia nas questões que envolvem alteridade. Portanto, o outro, enquanto parceiro horizontal torna-se mais importante que o dirigente, não parceiro com características de mandonismo.

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Dentre os sete códigos de modernidade apresentados pelo colombiano Bernardo Toro, o que se refere à matemática explicita que calcular é fazer contas e solucionar problemas diz respeito à vida.

O ensino de matemática, no Brasil, está centrado em calcular, o mesmo que as máquinas fazem, esquecendo-se de todo o restante.

Quando os nossos alunos são submetidos a testes de proficiência em matemática, como ocorre em todas as avaliações do Pisa para os países signatários do OCDE, o fracasso fica estampado.

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Nem solucionamos os problemas de aprendizagem no ensino superior e nem superamos as deficiências do uso de uma ferramenta antiga, lápis e papel e nos deparamos com as possíveis revoluções dos tablets.

A sociedade organizada, sobretudo a industrial, engessou a universidade, estruturou cursos, definiu programas e a formação profissional, inclusive para lá se trabalhar.

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Max Weber afirma que o pai do capitalismo ocidental não foi Adam Schimidt e, sim, João Calvino. Filho de um advogado suíço, radicado em Genebra, Calvino como mais popularmente ficou conhecido, funda uma religião com base nos ensinamentos de Lutero e busca um viés prático de “batismo” do lucro. O comércio, a busca do lucro, fruto do trabalho, fará parte da doutrina da predestinação propalada por João Calvino. “Se uma pessoa nasceu para ser salva, será para esta vida e para a outra vida; o ser humano nasce predestinado por Deus para ser salvo ou condenado”.

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Não podemos nos iludir, cada historiador procurou puxar a sardinha para seu lado. Se um católico escrevesse sobre a noite de São Bartolomeu, certamente falaria sobre a morte de alguns líderes protestantes franceses; se o escritor fosse protestante narraria uma matança de milhares. O fato é que as guerras religiosas dominaram o cenário da vida europeia na segunda metade do século XVI e invadiram os demais séculos.

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No contexto desta reforma religiosa há um fato marcante que pode ser considerado um divisor de águas, quando um poder civil, dentro da Alemanha, dá cobertura a Lutero, evitando que ele fosse preso por alguma força civil de algum reino católico.

Definido o campo religioso das batalhas, ficava claro que deveria haver uma intervenção civil, com apoio do Papa, prendendo Martinho Lutero, considerando-o um herege e, portanto, pernicioso ao mundo civil da época e ao mundo religioso.

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Outra estrutura necessária para que seja compreendida em que caldo cultural a reforma protestante surgiu era a organização dos reinos europeus onde, na verdade, o Papa era considerado como um verdadeiro príncipe, governando com uma estrutura monárquica como ocorre até nossos dias.

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É importante para a compreensão da Reforma Protestante, entender o contexto histórico em que ela se deu, seus antecedentes e os conflitos de ideias que se acumulavam desde a Idade Média.

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Sim, não há outro nome. Há um Brasil que estuda e se esforça para aprender. Há prefeitos que dão apoio aos seus professores e instituições que organizam jornadas que exigem competência, dedicação e entusiasmo.

Há algum tempo participei da jornada das disciplinas específicas organizadas pelo Instituto Líber de Educação, em parceria com a Faculdade Católica de Anápolis, em Goiás. Poderia narrar tudo o que aconteceu em Campo Formoso, Santa Maria da Vitória e Cocos, na Bahia, no entanto vou focar o trabalho desenvolvido em Piritiba, também na Bahia.

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A idade da pedra não acabou por falta de pedra, do mesmo modo que a idade do lápis e papel não acabou por falta de grafite, madeira ou borracha.

As eras mudaram porque surgiu uma nova tecnologia capaz de suplantar a anterior com maior eficácia.

Podemos concluir que a era da memorização acabou, não por falta de memória ou de recursos mnemônicos e, sim, porque a capacidade de análise e crítica aumentou entre os vários modos de se ensinar e desenvolver uma aula.

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