A possibilidade de atropelamentos serem registrados junto às plataformas de embarque e desembarque dos ônibus que fazem paradas na Estação Livre, a antiga rodoviária urbana, na Praça Getúlio Vargas, é iminente. Muitos pedestres insistem em invadir as áreas destinadas exclusivamente para o estacionamento e manobras dos ônibus, para atravessar a pista, sempre com a desculpa de “ganhar tempo”. No entanto, trata-se de um artifício que pode até matar, pois se os motoristas dos ônibus precisarem dar ré para manobrar, o pedestre que estiver atravessando em local proibido, atrás do coletivo, poderá ser atingido em cheio, pois o motorista não tem como avistá-lo.
Esse tipo de infração acontece com frequência e, o pior: a poucos metros de dois sinais de trânsito, um na esquina com a Rua Francisco Miele, em frente à Farmácia Esperança, e outro na esquina com a Rua Luiz Spinelli, em frente à Drogaria Tamoio. Além de atravessarem na área de manobras dos ônibus, muitos pedestres ainda se arriscam em meio ao tráfego intenso naquela pista da Praça Getúlio Vargas, durante todo o dia. Não por acaso, foram instalados esses dois sinais de trânsito, justamente para garantir a segurança durante as travessias.
Recentemente a empresa Friburgo Auto Ônibus (Faol) instalou adesivos nas laterais e traseiras de todos os coletivos de sua frota informando os locais conhecidos como “pontos cegos”, ou seja, aqueles que o motorista dos ônibus, mesmo observando os retrovisores externos, não consegue enxergar se algum pedestre está muito próximo ao veículo em movimento.
“Infelizmente é uma situação complexa. Um perigo a todo momento. Sempre que possível orientamos as pessoas a não atravessarem no meio da área de parada dos ônibus, pois os motoristas, sem querer, podem não vê-los e atingi-los, podendo até matar. Mas não tem jeito, eles nos ignoram e atravessam assim mesmo, sempre com pressa. E olha que os degraus das plataformas são bem altos. O pior é que não são apenas os jovens que fazem esse tipo de infração, muitos deles são idosos”, comentou nesta quinta-feira, 15, um fiscal da empresa Faol.
“Será que a solução será colocar grades para impedir que os pedestres avancem na área de manobras dos ônibus? Tinha que ter guardas de trânsito aqui para impedir isso. Não sei como ainda não houve mortes aqui. Canso de ver gente desembarcar dos ônibus e atravessar no meio dos ônibus e dos carros. Ninguém quer dar mais uns poucos passos e atravessar no sinal logo ao lado do terminal”, relata o comerciário Sérgio Deodésio que admite já ter presenciado inúmeras infrações desse tipo na Estação Livre.
Vale lembrar que atravessar qualquer pista de rolamento em local proibido é considerada uma infração segundo o artigo 254 do Código de Trânsito Brasileiro e pode até render multa ao pedestre de R$ 44,74.







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