Chapa, a qual a vereadora pertence, no Partido Republicanos, foi cassada pelo TRE por suspeita de irregularidade na eleição de 2024
quinta-feira, 18 de junho de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Redes Sociais
A vereadora de Nova Friburgo, Karla Albertin Klen, a Tia Karla (Republicanos), publicou um vídeo, nesta quinta-feira, 18, em suas redes sociais, tranquilizando seus eleitores e a população sobre a recente decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do de Janeiro (TRE-RJ) que cassou toda a chapa de vereadores do Partido Republicanos no município. A decisão se deu por uma suspeita de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. A medida pode resultar na perda do mandato de Tia Karla, a única eleita pelo partido em Friburgo no último pleito.
Ainda cabe recurso e vamos seguir firmes para provar que não houve irregularidade. Deixem a Tia Karla trabalhar!”, diz a vereadora
Na postagem, Tia Karla, observa que “na última terça-feira, 16, o Partido Republicanos sofreu uma derrota na Justiça. No entendimento do TRE-RJ, a chapa tinha irregularidades que, em nenhum momento, foram cometidas por mim. Muito pelo contrário. A minha candidatura foi 100% aprovada. Ainda cabe recurso nesse processo e, obviamente, vamos seguir firmes para provar que não houve irregularidade alguma”, disse a vereadora sustentando: “Eu não posso ser prejudicada após ter sido eleita democraticamente. Deixem a Tia Karla trabalhar! Bora trabalhar, minha gente! Tem muita coisa boa para ser feita”, disse a vereadora agradecendo aos seus eleitores pelas inúmeras manifestações de apoio que vem recebendo desde então.
Entenda o caso
A decisão do TRE-RJ de cassar toda a chapa do Republicanos em Friburgo é um desdobramento de denúncias que apontam a suspeita de que o partido feriu a cota de gênero nas últimas eleições municipais. O relator do processo, desembargador Rafael Estrela Nóbrega, concluiu que as candidaturas de Júlia Bastos Cordeiro e Bárbara Risso, pelo Republicanos, foram utilizadas apenas para que o partido alcançasse o percentual mínimo de candidatas exigido na chapa proporcional. As duas receberam apenas dois votos cada. Tia Karla foi a única eleita pelo partido e se for confirmada a cassação da chapa, ela poderá perder o mandato.
O TRE-RJ também determinou o recálculo dos votos para vereador em Friburgo, medida que pode alterar a composição das bancadas na Câmara Municipal. O caso ainda cabe recurso no próprio TRE-RJ e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A decisão do TRE-RJ modifica o entendimento anterior da Justiça Eleitoral em primeira instância. Na ocasião, o Juízo da 222ª Zona Eleitoral, responsável pelo caso, julgou improcedente a ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Segundo a sentença, não existiam provas suficientes para demonstrar que as candidaturas femininas foram registradas apenas para cumprir formalmente a exigência de participação das mulheres na disputa eleitoral. O magistrado entendeu que a baixa votação, por si só, não seria suficiente para caracterizar uma candidatura fictícia.
(Com informações da Agenda do Poder)
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