Próximos passos
A retirada unilateral do projeto de lei ordinária (131/25) pelo líder do governo antes da votação foi o sinal definitivo de que a articulação falhou. Agora, a Câmara Municipal assume o protagonismo e promete conduzir um debate técnico e transparente, longe da urgência "a toque de caixa" tentado pelo Executivo.
A posição dos vereadores da base governista
Em nota enviada à redação de A VOZ DA SERRA nesta terça-feira, 17, os vereadores da base de governo (Max Bill, Ghabriel do Zezinho, Christiano Huguenin, Evandro Miguel, Bruno Silva e Rômulo Pimentel) justificaram a decisão de votar de forma contrária ao projeto de emenda à Lei Orgânica enviado pelo Poder Executivo. Eis a nota:
“A decisão do grupo baseia-se na preservação do patrimônio público e na clareza legislativa. Após análise técnica, os vereadores identificaram que o texto enviado pelo Executivo apresentava redação confusa, o que gerava insegurança jurídica.
A principal preocupação reside na abertura de brechas que poderiam permitir a doação de bens imóveis públicos sem a prévia autorização da Câmara Municipal, inclusive para pessoas jurídicas de direito privado. Diante do argumento da liderança de governo de que a mudança seria "a mesma coisa" que o texto atual, o grupo optou pela manutenção da redação original, que já garante a fiscalização necessária pelo Poder Legislativo.
Cabe ressaltar que, o vereador líder de governo na Câmara Municipal, em uma atitude monocrática, resolveu retirar o projeto de lei ordinária (131/25) da pauta de votações. A atual tentativa de alteração, portanto, carecia de um amadurecimento que não foi suprido pelo novo texto.
Dada a importância do artigo 44 para a gestão dos bens do município de Nova Friburgo, a Câmara Municipal assumirá a responsabilidade de conduzir um debate com a participação técnica do Poder Executivo, garantindo que qualquer alteração na Lei Orgânica seja transparente, segura e atenda aos interesses reais de Nova Friburgo.”
Atenciosamente, vereadores Max Bill, Ghabriel do Zezinho, Christiano Huguenin, Evandro Miguel, Bruno Silva e Rômulo Pimentel
A justificativa do vereador Cláudio Damião
“Segundo dados da Defesa Civil de 2022, publicados por A VOZ DA SERRA, Nova Friburgo possui 254 áreas de risco, com 7.500 casas onde estão cerca de 30 mil pessoas. Esses dados falam por si só. Nova Friburgo tem uma população vulnerável que precisa de projetos de moradia, de serem retiradas das áreas de risco. Sobre o projeto que foi votado no último dia 12, na Câmara, sou absolutamente contrário, política e ideologicamente, ao governo Johnny Maycon. Porém, o projeto que foi votado tratava de trazer clareza ao texto da Lei Orgânica.
Alguns vereadores fizeram disso um cavalo de batalha manipulando as pessoas. É lamentável que com a reprovação do projeto, que trazia clareza e maior segurança jurídica, o atendimento à população de baixa renda com projetos de moradia, ficará prejudicado. Faltou sensibilidade. Basta pegar o texto e lê-lo, interpretá-lo. A Câmara perdeu um tempo enorme discutindo o óbvio.
Com relação às atribuições do Legislativo, especialmente no que diz respeito à fiscalização, nada se alteraria. A obrigação do vereador, em decorrência do compromisso assumido quando da posse, permaneceria e permanece inalterada. Assim como, se o projeto tivesse aprovação, não retiraria poderes do Legislativo que permaneceria com a atribuição de autorizar, por exemplo, a doação de bens de públicos.”
Notícias de Nova Friburgo e Região Serrana
Prefeitura x Câmara: Ocupação do patrimônio de Friburgo gera racha histórico no Legislativo
Próximos passos
A retirada unilateral do projeto de lei ordinária (131/25) pelo líder do governo antes da votação foi o sinal definitivo de que a articulação falhou. Agora, a Câmara Municipal assume o protagonismo e promete conduzir um debate técnico e transparente, longe da urgência "a toque de caixa" tentado pelo Executivo.
A posição dos vereadores da base governista
Em nota enviada à redação de A VOZ DA SERRA nesta terça-feira, 17, os vereadores da base de governo (Max Bill, Ghabriel do Zezinho, Christiano Huguenin, Evandro Miguel, Bruno Silva e Rômulo Pimentel) justificaram a decisão de votar de forma contrária ao projeto de emenda à Lei Orgânica enviado pelo Poder Executivo. Eis a nota:
“A decisão do grupo baseia-se na preservação do patrimônio público e na clareza legislativa. Após análise técnica, os vereadores identificaram que o texto enviado pelo Executivo apresentava redação confusa, o que gerava insegurança jurídica.
A principal preocupação reside na abertura de brechas que poderiam permitir a doação de bens imóveis públicos sem a prévia autorização da Câmara Municipal, inclusive para pessoas jurídicas de direito privado. Diante do argumento da liderança de governo de que a mudança seria "a mesma coisa" que o texto atual, o grupo optou pela manutenção da redação original, que já garante a fiscalização necessária pelo Poder Legislativo.
Cabe ressaltar que, o vereador líder de governo na Câmara Municipal, em uma atitude monocrática, resolveu retirar o projeto de lei ordinária (131/25) da pauta de votações. A atual tentativa de alteração, portanto, carecia de um amadurecimento que não foi suprido pelo novo texto.
Dada a importância do artigo 44 para a gestão dos bens do município de Nova Friburgo, a Câmara Municipal assumirá a responsabilidade de conduzir um debate com a participação técnica do Poder Executivo, garantindo que qualquer alteração na Lei Orgânica seja transparente, segura e atenda aos interesses reais de Nova Friburgo.”
Atenciosamente, vereadores Max Bill, Ghabriel do Zezinho, Christiano Huguenin, Evandro Miguel, Bruno Silva e Rômulo Pimentel
A justificativa do vereador Cláudio Damião
“Segundo dados da Defesa Civil de 2022, publicados por A VOZ DA SERRA, Nova Friburgo possui 254 áreas de risco, com 7.500 casas onde estão cerca de 30 mil pessoas. Esses dados falam por si só. Nova Friburgo tem uma população vulnerável que precisa de projetos de moradia, de serem retiradas das áreas de risco. Sobre o projeto que foi votado no último dia 12, na Câmara, sou absolutamente contrário, política e ideologicamente, ao governo Johnny Maycon. Porém, o projeto que foi votado tratava de trazer clareza ao texto da Lei Orgânica.
Alguns vereadores fizeram disso um cavalo de batalha manipulando as pessoas. É lamentável que com a reprovação do projeto, que trazia clareza e maior segurança jurídica, o atendimento à população de baixa renda com projetos de moradia, ficará prejudicado. Faltou sensibilidade. Basta pegar o texto e lê-lo, interpretá-lo. A Câmara perdeu um tempo enorme discutindo o óbvio.
Com relação às atribuições do Legislativo, especialmente no que diz respeito à fiscalização, nada se alteraria. A obrigação do vereador, em decorrência do compromisso assumido quando da posse, permaneceria e permanece inalterada. Assim como, se o projeto tivesse aprovação, não retiraria poderes do Legislativo que permaneceria com a atribuição de autorizar, por exemplo, a doação de bens de públicos.”
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