Germana Mussi
Do que se trata
“Entre tantos benefícios, gosto de destacar que a consciência corporal que uma pessoa ganha com o Pilates vai deixá-la em ótimas condições para se sair bem em qualquer outra modalidade física ou esportiva. Porque ele está na base de qualquer outro exercício, como consciência corporal, capacidade respiratória, entre outros inúmeros benefícios, para pessoas de todas as faixas etárias.
O fato de o core [parte central do corpo, composta pelos músculos abdominais, das costas, da pélvis e do quadril, que funcionam como um centro de força e estabilidade], exercitar a musculatura abdominal intrínseca, dando estabilidade, mobilidade e flexibilidade é perfeito para atuar em problemas de coluna. Sou totalmente a favor do aluno praticar outras atividades, tendo o Pilates como base.
Atualmente, há muitos mais jovens em academias praticando essa modalidade, em aulas mais dinâmicas e com uma grande quantidade de aparelhos disponíveis. Isso é ótimo, mas eu, que sou das ‘antigas’ [comenta Germana rindo] prefiro mais trabalhar a individualização, em aulas com menos alunos aos quais eu possa dar mais atenção. O que seria impossível numa turma lotada, porque nessa situação acredito que seja complicado desenvolver princípios do método, como respiração, concentração, controle.
Na clínica atendemos pessoas de várias faixas etárias, inclusive da terceira idade, com artrose, hérnia de disco, tendinite, problemas nos ombros, nos joelhos, de maneira geral, mas, o que mais recebemos são problemas de articulação.
Nestes casos, lubrificamos essas articulações para dar mobilidade e orientamos os clientes para exercitarem a musculatura intrínseca. Para então poder dar força de estabilidade para essas articulações, para a coluna, e depois mover. Por que? Porque para você mover quem tem uma patologia, a pessoa tem que ter, além da estabilidade, mais flexibilidade para criar movimento. O cliente não pode ter a rigidez que as dores causam. Resumindo, o Pilates trabalha para liberar a rigidez do corpo”, explicou Germana.
“É a mente que esculpe o corpo”
A especialista reitera que trabalha tanto no âmbito do método quanto no do acolhimento, do qual ela não abre mão. “Não tratamos a patologia, tratamos o doente, a pessoa, o indivíduo. Quando um grupo de pessoas apresente a mesma patologia, cada uma delas terá um tratamento diferenciado. Afinal, cada ser humano é único. Portanto, não há como tratar dois ou mais clientes da mesma forma. Cada um tem a sua própria história, que é única também. Por isso sou a favor de turmas menores, em aulas individualizadas”.
Durante um bom tempo, lembra Germana, as pessoas achavam que o Pilates se limitava a exercícios de alongamento, um entendimento que hoje não faz mais sentido. “Antigamente, o Pilates era a atividade preferida apenas das mulheres. Hoje, é muito procurada pelos homens também, inclusive por aqueles que praticam os mais variados esportes. E, de maneira geral, pessoas que se exercitam em outras atividades, de todas as faixas etárias, estão complementando com Pilates”.
Para encerrar, Germana Mussi sugere:
“Para ganhar força, flexibilidade e mobilidade tem que aprender a fazer direito.Tem que ter um bom instrutor! O corpo saudável vai muito além da estética , tem que ser funcional… força não pode trazer rigidez.
O exercício inteligente te melhora na parte estética sem perder função, te habilita para o esporte e te traz saúde, além de energia e agilidade”. Tá dado o recado da pioneira do Pilates, em Nova Friburgo.

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