A Polícia Federal deflagrou a Operação Antracito, para investigar um esquema de suspeita de desvio de verbas públicas destinadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado do Rio de Janeiro. A ação, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), apura crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão para cumprimento em sete municípios do estado: Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Saquarema, Rio Bonito, Santa Maria Madalena e Cachoeiras de Macacu.
A investigação, iniciada pela Delegacia da Polícia Federal em Macaé, tem como foco a organização social Prima Qualitá Saúde, contratada por diferentes prefeituras entre 2022 e 2024. Somente nesse período, os contratos somaram R$ 1,6 bilhão, sendo que R$ 91 milhões são de recursos federais.
Municípios como Duque de Caxias, São Gonçalo, Arraial do Cabo, Saquarema, Cachoeiras de Macacu, Santa Maria Madalena, Cordeiro e Quissamã aparecem entre os que firmaram acordos com a entidade.
Segundo auditorias da CGU e do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), foram encontradas graves irregularidades nas contratações, incluindo ausência de critérios objetivos de seleção, falta de comprovação de prestação dos serviços e direcionamento de contratos para empresas recém-criadas. Os investigados poderão responder por peculato, associação criminosa e lavagem de capitais.
O delegado federal Adriano Espíndula Soares, chefe da delegacia da Polícia Federal em Macaé, responsável pelas investigações, disse que “foram contratadas empresas recém-constituídas para atuar perante essa organização social. Foi constatada também a ausência de comprovação das despesas recebidas. A investigação verificou que valores que seriam, em tese, destinados à área de saúde foram aplicadas em despesas diversas, como consultorias e serviços jurídicos de pessoas também ligadas à organização social”, explicou o policial.
(Com informações de O Globo)

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