Uma ponte de madeira sobre o Rio Cônego, localizada na via expressa, em Olaria, nas proximidades da Associação Friburguense de Amigos e Pais do Educando (Afape), voltou a acender o alerta entre moradores e pedestres. Mesmo interditada desde janeiro deste ano, a travessia continua sendo utilizada diariamente, expondo a população a riscos de acidentes.
O problema não é recente. Em 24 de setembro de 2025, reportagem de A VOZ DA SERRA já havia denunciado as condições precárias da estrutura. Na ocasião, foram identificadas tábuas soltas, vãos quebrados na parte inferior, pregos expostos, rachaduras e danos nos guarda-corpos, sinais claros de comprometimento da segurança.
Uso irregular agravou situação
Projetada exclusivamente para pedestres, muitos deles atendidos pela Afape, a ponte passou a ser utilizada de forma irregular por motociclistas. A prática, além de proibida, acelerou o desgaste da estrutura e aumentou significativamente o risco de acidentes.Segundo relatos de moradores, o fluxo intenso e o uso indevido contribuíram diretamente para a deterioração da madeira.
No dia 19 de janeiro, a Defesa Civil interditou preventivamente a ponte após constatar problemas estruturais nas vigas de sustentação. No entanto, a medida não foi suficiente para impedir o uso. De acordo com a Prefeitura de Nova Friburgo, a sinalização foi retirada por populares pouco tempo depois, permitindo que motociclistas e pedestres continuassem atravessando o local, mesmo com os riscos evidentes.
Diante da situação, a prefeitura optou por retirar os pranchões da ponte como forma de impedir a passagem. Ainda assim, a medida não tem sido totalmente eficaz.
Nesta semana, a equipe de reportagem voltou ao local e constatou que a situação permanece praticamente inalterada. A insistência no uso reforça a falta de alternativas seguras de deslocamento para quem vive na região, além de evidenciar a urgência de uma solução definitiva.
Reconstrução prometida
Em nota enviada no dia 26 de janeiro, a prefeitura informou que a ponte será totalmente reconstruída. A obra ficará a cargo da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, em parceria com a Secretaria Executiva de Desenvolvimento Regional (Seder).
O projeto prevê a substituição completa da estrutura, mantendo o modelo original, mas com materiais novos e dentro das normas de segurança. Segundo o governo municipal, as medições já foram realizadas e os insumos solicitados. O início das obras depende apenas da entrega das vigas de sustentação, que exigem logística específica para transporte.
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
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