Junto com Olimpíada de Tóquio, sonho maior de Jhennifer fica para 2021

Em quarentena, atleta friburguense vinha treinando forte em busca de uma vaga no time brasileiro de natação
quinta-feira, 26 de março de 2020
por Vinicius Gastin
Jhennifer Alves: “Para nós é um alívio sim, em meio a tudo o que estamos passando
Jhennifer Alves: “Para nós é um alívio sim, em meio a tudo o que estamos passando"

A principal competição esportiva do mundo também sofre as consequências da pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19), e não vai ser realizada este ano. O primeiro-ministro japonês, Abe Shinzo, confirmou que pediu ao Comitê Olímpico Internacional o adiamento de um ano dos Jogos Olímpicos, que estavam programados para o próximo dia 24 de julho. Segundo ele, o COI aceitou o pedido após conversa com o presidente da entidade, Thomas Bach.

Diante desse cenário, as Olímpiadas deverão ser realizadas em 2021, ainda sem data definida. O nome oficial do evento, porém, será mantido como Tóquio 2020, de acordo com o governador de Tóquio, Yuriko Koike.

Além da questão organizacional e de toda a logística que envolve a estrutura, pessoas e deslocamentos, a pandemia também afeta a preparação dos atletas. E foram exatamente eles que pressionaram por essa mudança de data, em meio a ideia inicial do COI de manter a Olimpíada na data prevista.  O Comitê Olímpico do Canadá, por exemplo. havia publicado uma carta informando que boicotaria os Jogos Olímpicos e Paralímpicos se eles fossem realizados em 2020. Austrália, Noruega e Grã-Bretanha também ameaçaram não participar dos Jogos.

Jhennifer fala em alívio

Na era moderna os Jogos Olímpicos já foram cancelados também em 1916 e 1940, por motivos diversos. A edição de 2020, no universo esportivo friburguense, gerava a expectativa pela participação de atletas ligadas ao município. Nascida em Nova Friburgo, Jhennifer Alves treinava forte em busca de uma vaga no time brasileiro de natação.

A nadadora mirava a prova dos 100 metros peito, onde ainda buscava o índice olímpico, de 1:07.07, segundo a Federação Internacional de Natação. Mesmo com toda a expectativa vivida por uma possível participação no evento, Jhenny comemora a decisão. Em quarentena, ela revela que, com apenas uma semana sem treinamentos, todo o trabalho de três meses é desperdiçado.

“Para nós é um alívio sim, em meio a tudo o que estamos passando. Começar uma Olimpíada dentro da data prevista seria muito ruim. Eu, por exemplo, já estou há uma semana dentro de casa, e para nós, nadadores, é algo muito ruim. Perdemos, apenas nesse período, toda uma sequência de preparação de três meses. Teríamos que começar um novo trabalho, como teremos que fazer, mas agora com um foco novo, e sem a preocupação do que pode acontecer numa Olimpíada nesses termos”, observa a nadadora. 

Ainda de acordo com a atleta, o fato de alguns países superarem a pandemia antes de outro poderia também contribuir para o aumento do desnível técnico entre os competidores. “Alguns atletas estariam em vantagem, pois há alguns países já em recuperação da pandemia e vão conseguir voltar a treinar antes. O adiamento foi o mais correto. Para alguns atletas não foi bom, em especial para atletas que pretendiam se aposentar após Tóquio. No meu caso, vejo o adiamento como positivo”, diz Jhenny.

A preparação para tentar disputar as Olimpíadas começou há alguns anos, e foi intensificada em 2019. A friburguense foi a quinta colocada no individual da prova dos 100 metros peito, ouro no 4 x 100 medley misto e bronze no 4 x 100 medley feminino dos Jogos Pan Americanos de Lima, no Peru.

Jhennifer Alves também passou um mês competindo na Europa, conquistando, por exemplo, um recorde sul-americano. A atleta terminou o Circuito Mare Nostrum como a terceira melhor nadadora de toda competição na soma de pontos, com duas medalhas de ouro e quatro de prata no total.

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