Friburgo perde a militante Dilma Nunes Barros Maya para a Covid-19

Segundo o irmão dela, o ex-vereador Edil Nunes de Barros, ela foi infectada em Teresópolis, onde internou-se para cirurgia
quinta-feira, 21 de maio de 2020
por Jornal A Voz da Serra
Dilma Nunes Barros Maya
Dilma Nunes Barros Maya

Militante de movimentos sociais, sobretudo em favor das mulheres, Dilma Nunes Barros Maya, 60, faleceu nesta terça-feira, 19, vítima de Covid-19, segundo seu irmão, o ex-vereador Edil Nunes de Barros.

De acordo com Edil, Dilma foi infectada pelo coronavírus em Teresópolis, onde estava internada desde abril para fazer uma cirurgia. "Tudo o que Deus faz é bom perfeito e agradável, mesmo que a gente não consiga entender", escreveu ele, consternado, ao divulgar a notícia em uma rede social.

Nesta quarta, 20, Edil escreveu um outro desabafo, também público:

"Até breve, minha Irmã Dilma Nunes Barros Maya!

Precisava parar para escrever algo que está em meu coração e que representasse o que minha irmã era para mim.
São muitas coisas. Não há como esquecer.
Crescemos juntos com muita cumplicidade nas brincadeiras, nos segredos e descobertas.
Depois passei a ser o porto seguro dela. Eu trabalhava e podia ajuda-la em suas vontades de adolescentes.

Ela embarcou comigo em minha utopia por uma sociedade mais justa e igualitária, seja na construção de uma associação de moradores como a da Ponte da Saudade, filiação e construção do partido dos trabalhadores em Nova Friburgo, até na minha eleição como vereador. Naquele tempo ela transformou sua casa em comitê e ateliê de produção de materiais de campanha.

Se tinha alguém que possuía uma sombra, esse era eu. Fizesse sol ou não ela estava ali de prontidão. Isso eu não tinha dúvida!
Com a partida de seu filho Vinicius, sua energia diminuiu, mas não parou, mais uma vez ela se reinventou, passando a cuidar da nossa mãe, sobrinhos, devotando sua vida a seu filho Vandré ao marido.

Aos poucos voltou a participar das atividades política, filiou-se ao Psol e, com sua arte, ajudou muito na organização de muitos movimentos de mulheres na resistência ao então candidato Bolsonaro e depois na oposição ao desgoverno dele.

Você partiu e não tivemos como nos abraçar, nos despedir, devido essa desgraça que é o Covid-19, que ainda alguns dizem como o idiota do Bolsonaro que não é nada, só uma gripezinha.

Só sei que vai fazer muita falta, quando lembrar que minha sombra já não estará mais ali e que não ouvirei mais pessoas me dizendo do orgulho que vc falava: “eu sou irmã do Edil” e quando eu chamava não hesitava em me atender, se fosse preciso movia o mundo para isso.
Tenho certeza que o lugar que você está foi preparado por de Deus para você, isso acalenta a minha alma e o meu coração.

Saiba que vou continuar honrando a esperança que você deposita em mim.
Vá em paz e você estará presente em mim para sempre!"

A VOZ DA SERRA se solidariza com a família e os amigos de Dima neste momento doloroso.

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