Foragido há quatro anos, ex-prefeito de Trajano é preso no Rio

Sérgio Gomes foi encontrado em um hotel de luxo no Leme, na Zona Sul carioca
segunda-feira, 01 de fevereiro de 2021
por Jornal A Voz da Serra
O ex-prefeito ao ser preso (Reprodução da web)
O ex-prefeito ao ser preso (Reprodução da web)

Ex-prefeito de Trajano de Moraes, Sérgio Eduardo Melo Gomes foi preso no Rio  pela Polícia Civil no último domingo, 31. Ele estava foragido desde 2016, com quatro mandados de prisão em aberto, sendo dois de sentença condenatória. Policiais da 81ª DP (Itaipu) localizaram o ex-prefeito num hotel de luxo no Leme, Zona Sul do Rio.

Durante as investigações realizadas pela Delegacia Legal de Trajano de Moraes,  foi constatada a prática de crimes de superfaturamento de compras e contratação irregular com organização social (OS) praticados na gestão de Gomes como prefeito. Ele ocupou o cargo de 2005 a 2007 – quando foi afastado do mandato.

O mandado de Sérgio Gomes foi interrompido logo após sua prisão em 2007, durante a Operação Sanguessuga, da Polícia Federal. A ação, deflagrada em 2006, investigava o pagamento de propina a parlamentares em troca de emendas destinadas à compra de ambulâncias e materiais hospitalares. Um grupo de empresários era favorecido com a indicação da contratação das empresas pelas prefeituras. Na ocasião, o ex-prefeito de Trajano foi solto logo depois.

“Foram dois meses de intenso trabalho investigativo, em campo”, diz a delegada Raíssa Celles, da 81ª DP (Itaipu), que informou ainda que os investigadores descobriram que Sérgio estava hospedado num apart-hotel na Avenida Princesa Isabel, no Leme. Imagens do circuito interno mostram ele circulando tranquilamente pelo local.

Entenda o caso

O ex-prefeito de Trajano de Moraes, Sérgio Eduardo Melo Gomes, possui nove anotações criminais, a maioria por crimes cometidos no exercício do seu mandato. Ele é suspeito de fraudar licitações para compra de equipamentos hospitalares, desvio de dinheiro público e formação de quadrilha. De acordo com a denúncia, o esquema envolvia a organização social " Instituto Sorrindo pela Vida". As investigações revelaram que funcionários recebiam salários muito inferiores do que os valores repassados pela prefeitura. Na folha de pagamento havia pessoas sem qualquer vínculo com a OS e até mesmo mortas.

 

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