Com a palavra, pacientes que lutam contra o câncer de próstata

Para que outras pessoas tenham noção de como a doença muda a vida de um paciente e que é possível vencê-la
sexta-feira, 13 de novembro de 2020
por Jornal A Voz da Serra
Com a palavra, pacientes que lutam contra o câncer de próstata

"Não tenho medo do câncer de próstata, e estou tentando vencê-lo há 12 anos. Quando fiz o exame de toque e a biópsia, foi constatado que eu tinha cinco tumores. 

Foi difícil, e ainda tinha que dar a notícia em casa. Minha esposa e filhos choraram muito. Minha filha entendeu, meu filho perguntava para a mãe se eu ia morrer. Durante cinco anos, minha esposa me tratou muito bem, mas depois, não tomava mais conhecimento dos exames, das dores que eu sentia.

O pior momento foi quando eu soube que estava com câncer. Depois, precisei enfrentar a primeira e a segunda separação. Além da depressão. O câncer te traz uma depressão.

Mas hoje me sinto privilegiado. Eu já vi muita gente com câncer ir embora, mas também já vi muita gente ser curada. Gostaria de falar para os homens que ainda não fizeram o exame de próstata, que não tenham vergonha ou preconceito, que façam o exame de toque. É um exame rápido e prático. Não precisa ter medo, é para o seu bem, é para salvar uma vida." (Roberto P., 61 anos)

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"Eu fazia regularmente os exames de toque retal e não apareceu nenhuma alteração, mas no exame de PSA foi constatada a doença. Sempre é um problema. Deixa a gente angustiado, na expectativa do que pode acontecer. Vem o medo, medo da cirurgia, se vamos conseguir sobreviver à situação. Vem a depressão.

Minha família foi essencial, especial não só para superar a depressão profunda, como também em função de todo o processo.  

A esposa me acompanhou e apoiou durante todo o tratamento, ajudou em questões como a falta de ereção, descontrole urinário e outras situações constrangedoras. 

Quero multiplicar meu conhecimento e experiência para que possa ajudar outras pessoas que passam pelo que eu passei". (Vitorio C., 74 anos)

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"Em 2007, comecei a sentir os indicadores de que algo estava errado. Eu não tinha o hábito de ir ao médico anualmente, como faz a minha esposa e boa parte das mulheres, que todo ano frequentam o ginecologista. Por conta disso, só pude descobrir o câncer de próstata quando procurei um médico para reclamar da dificuldade que eu tinha para urinar. 

Ao realizar os exames urológicos, como o PSA e o toque retal, fui diagnosticado com câncer de próstata, e fiquei sabendo que a possibilidade de cura do tumor iria depender do estadiamento do tumor. 

No período do tratamento, pesquisei muito sobre o tema. Fiz tratamento de hormonioterapia e radioterapia tranquilamente. Tive muito apoio da família, principalmente da minha esposa, que foi um porto seguro nessa fase e é até hoje.

Depois de anos de tratamento, me considero curado e faço um alerta a todos os homens sobre a importância de cuidar da saúde. Ir ao médico todo ano e fazer os exames sem medo é fundamental. Não podemos ter preconceito. O importante é estar em dia com a saúde." (Carlos Alberto M., 59 anos)

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"Senti que algo estava comprometido quando ao urinar tinha a sensação de que a bexiga não esvaziava por completo e em pouco tempo sentia vontade de novamente procurar um sanitário. Após exames preliminares, um exame de PSA constatou valor acima da referência e foi sugerida uma biópsia. 

O mundo pareceu desabar sob os meus pés quando foi revelado o diagnóstico de câncer. Neste momento, três fatores são muito importantes: 1º, a maneira como o médico divulga o diagnóstico, mantendo total serenidade e profissionalismo; 2º, o apoio da família; e 3º, a fé religiosa e a crença que a cura virá. Fui submetido a uma prostatectomia radical. 

Hoje, há quase dois anos da cirurgia, tenho uma vida saudável, faço caminhada diariamente e gosto de viajar de carro. Moro em São Paulo há mais de 40 anos, mas vou muito ao Rio de Janeiro, minha cidade natal. 

Me dedico às artes plásticas (pintura em tela) como hobby e ainda ajudo a cuidar de netos. Estou em acompanhamento médico, periodicamente tenho consultas.

Sinto-me curado e aliviado por ter tido a chance de ser diagnosticado a tempo de um tratamento com resultados satisfatórios.” (N.I., 71 anos)

(Fonte: Instituto Lado a Lado pela Vida)

 

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TAGS: saúde