Carlos Langoni, friburguense que presidiu o Banco Central, morre de Covid no Rio

Economista que representou o Brasil no FMI e ajudou a criar a taxa Selic lutava desde novembro contra complicações da Covid
domingo, 13 de junho de 2021
por Jornal A Voz da Serra
Carlos Langoni
Carlos Langoni

O friburguense Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central, morreu na manhã deste domingo, 13, aos 76 anos, no Rio. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, desde novembro de 2020, quando contraiu Covid.

Langoni estudou na antiga Fundação (Colégio Nova Friburgo), onde era bolsista (na foto abaixo, tocando caixa na fanfarra), se formou economista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e concluiu os estudos na Universidade de Chicago, onde se tornou o primeiro brasileiro a obter um doutorado, em 1970. Em 1979, quando ingressou no Banco Central, ajudou a criar o Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), que deu origem à taxa básica de juros que conhecemos hoje. Assumiu a presidência do órgão em 1980 e lá permaneceu até 1983.

Migrou então para o setor privado, dando aulas e comandando consultorias econômicas. Ultimamente  era presidente da Projeta Langoni Consultoria Econômica, responsável por fazer análises macroeconômicas para cerca de 40 empresas brasileiras, e diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas.

Em nota, a Diretoria Colegiada do Banco Central manifestou "sua admiração pelo trabalho do Presidente Langoni e transmite sua solidariedade a seus familiares, amigos e colegas de trabalho".

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também manifestou seu pesar em nota enviada à CNN. "Lamento profundamente a perda. Era construtivo, preparado. Com espirito público. Meus mais profundos sentimentos aos seus familiares pela perda. Que a todos nos console o fim de seus sofrimentos após uma vida melhor plena de realizações pessoais e profissionais", disse.

"Foi pioneiro dos estudos sobre capital humano no Brasil. Estudos sérios sobre o impacto das desigualdades de oportunidades educacionais sobre as desigualdades de renda. Assim que assumi, me procurou para oferecer ajuda com a ideia de derrubar o custo da energia através de mudanças no marco regulatório do gás natural."

A FGV também lamentou o falecimento do economista. Segundo nota publicada pela fundação, "em toda a sua trajetória como homem público, mesmo com algumas interrupções, nas quais foi atender ao interesse da Nação, Carlos Langoni sempre esteve ligado à FGV, tornando-se uma das referências da instituição".

O Clube de Regatas do Flamengo também divulgou em suas redes sociais um comunicado lamentando a morte de Carlos Langoni. Ele era torcedor e sócio do clube.

"O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente o falecimento do sócio proprietário Carlos Geraldo Langoni, que nos deixou nesta madrugada. Que Deus conforte os familiares e amigos neste momento tão triste", diz a nota.

 

 

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