Pautar, apurar, escrever e informar fatos relevantes e verídicos para a população. Essas são algumas das principais funções dos jornalistas, que desempenham um papel importante na manutenção da democracia, da proteção de direitos e liberdades individuais através de notícias regionais, nacionais e internacionais. Neste 7 de abril os profissionais de imprensa são celebrados e reconhecidos pelo Dia Nacional do Jornalista.
A data foi criada pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em 1931 com o objetivo de homenagear o jornalista e médico brasileiro Giovanni Battista Líbero Badaró, assassinado por seus opositores políticos em 1830, em São Paulo. A morte dele contribuiu para o início do movimento popular responsável pela abdicação de Dom Pedro I do trono brasileiro em abril do ano seguinte. Além da homenagem, o Dia do Jornalista também é uma oportunidade de reflexão sobre os muitos perigos a que os jornalistas estão sujeitos no exercício da profissão.
Alguns jornalistas que fizeram história no Brasil
Hipólito da Costa - Além de jornalista, foi maçom e diplomata. Nascido em 1774, na Colônia do Sacramento (atual Uruguai), é considerado o “Pai do jornalismo brasileiro”. Ele fundou, em 1808, o primeiro jornal brasileiro: o Correio Braziliense. Devido às censuras da Coroa Portuguesa, o periódico era impresso em Londres e seria o único jornal privado a circular no Brasil durante o período da Colônia. Hipólito faleceu em 11 de setembro de 1823
Roberto Marinho - Roberto Pisani Marinho nasceu em 3 de dezembro de 1904, no Rio de Janeiro. Foi um jornalista e empresário de destaque na imprensa brasileira que se tornou um dos homens mais influentes do país no século 20, formando o conglomerado de veículos de comunicação: Organizações Globo — atualmente Grupo Globo, desde 2014 — com a inauguração da Rádio Globo em 1944. Roberto Marinho morreu no dia 6 de agosto de 2003.
Rachel de Queiroz - Pioneira na atuação feminina no jornalismo, em 1953, ela tornou-se a primeira mulher a escrever crônicas para o jornal O Estado de S. Paulo e ingressou na Academia Brasileira de Letras, em 1977. Rachel de Queiroz (1910-2003) também se destacou por sua militância política e social, com ênfase na defesa das causas feministas.
Caco Barcellos - Um exemplo para as novas gerações de jornalistas que buscam fazer um jornalismo crítico e comprometido com a transformação social, Caco Barcellos (1950) é autor de grandes obras, como "Rota 66". O jornalista, atualmente inserido na equipe do Profissão Repórter, da Rede Globo, como repórter especial, ficou conhecido por sua atuação em reportagens investigativas sobre temas sensíveis de maneira crua e intimista.
Glória Maria - A jornalista Glória Maria (1949-2023) é referência na atuação das mulheres na imprensa, especialmente pretas. Foi responsável por reportagens produzidas em mais de 170 países. Dona de diversos prêmios ao longo da carreira, incluindo o Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos (1995), e entrevistas memoráveis na Rede Globo, a profissional foi uma defensora da diversidade e da inclusão. Era também uma das principais vozes na luta contra o preconceito no Brasil,
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