Profissionais e empresas da comunicação de Nova Friburgo, incluindo o jornal A VOZ DA SERRA, a TV Zoom e a Rádio Sucesso FM, entre tantas outras existentes em nossa região, revelam como a informação, a escuta e a presença humana continuam conectando pessoas em um mundo cada vez mais acelerado. Eles destacam a comunicação local transformando informação em conexões humanas, preservando a memória coletiva e oferecendo suporte social, mesmo em tempos de redes sociais e desinformação.
Existe um instante silencioso antes de toda comunicação acontecer.
Surge ainda de madrugada, quando exemplares de jornais começam a circular pelas ruas enquanto Nova Friburgo desperta lentamente, entre montanhas e padarias abrindo.
A VOZ DA SERRA faz isso há 81 anos. Chega em residências e bancas da cidade, levando aos que mantêm o hábito quase ritual de procurar as notícias do dia.
Em Nova Friburgo, o amanhecer quase nunca acontece em silêncio. Ele chega acompanhado das manchetes comentadas no rádio, das reportagens que atravessam programas matutinos, das notícias que ganham imagem na televisão e do jornal impresso, como A VOZ DA SERRA, que segue ocupando um espaço de referência afetiva e informativa na rotina da cidade.
Antes mesmo das redes sociais acelerarem o fluxo da informação, já existia o hábito de acordar junto das notícias. O rádio repercutia as páginas do jornal. As conversas começavam nas manchetes. E o jornal A VOZ DA SERRA ajudava diariamente a construir uma espécie de memória viva de Nova Friburgo, registrando acontecimentos, transformações e histórias que atravessaram gerações.
Celebrado em 31 de maio, o Dia Mundial das Comunicações Sociais resolveu justamente olhar para quem transforma informação em ponte humana. Mais do que profissionais da notícia, jornalistas, radialistas, fotógrafos, cinegrafistas, apresentadores e comunicadores ajudam diariamente a construir memória coletiva, orientar populações e aproximar pessoas em meio ao ruído constante do mundo contemporâneo.
Em uma época marcada pela velocidade das redes sociais e pelo excesso de informação, o jornalismo local continua preservando algo que talvez seja seu maior diferencial: a proximidade.
Em cidades do interior, a notícia raramente é distante. Ela tem endereço, sobrenome, consequência imediata e impacto direto na vida das pessoas. O rádio repercute as manchetes que chegam cedo às casas dos leitores. A televisão amplia os debates da cidade. E o jornal impresso, como A VOZ DA SERRA, segue funcionando como arquivo afetivo e histórico de uma comunidade que aprende diariamente sobre si mesma através das notícias veiculadas também em sua versão digital, no ar há 29 anos. Um pioneirismo na região.
A comunicação por quem faz
Essa responsabilidade de manter a comunicação próxima da população segue atravessando diferentes gerações de profissionais da imprensa local. Entre eles, a diretora de A VOZ DA SERRA, Adriana Ventura, que acompanha diariamente os desafios de preservar um jornalismo comprometido com credibilidade, permanência e conexão humana em tempos de informação cada vez mais acelerada.
A jornalista Luciana Ferraz, integrante da TV Zoom, canal de conteúdo autoral e notícias voltadas para Nova Friburgo e região, conhece bem essa relação entre comunicação e pertencimento. Antes mesmo da televisão, sua trajetória começou no rádio, ainda aos 17 anos, em jornadas que atravessavam a madrugada. “Era entusiasmo e a sensação de estar no lugar certo.”
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Décadas depois, Luciana continua associando comunicação à capacidade de criar conexões humanas. Ao longo da carreira, acompanhou transformações políticas, sociais e tecnológicas, mas acredita que a essência do jornalismo permanece ligada à escuta e à responsabilidade. “O rádio me ensinou a ouvir antes de falar”, sustenta.
A frase parece resumir um desafio cada vez mais atual. Em tempos de velocidade digital, opiniões instantâneas e conteúdos fragmentados, talvez ouvir tenha se tornado um dos exercícios mais difíceis da comunicação contemporânea, especialmente para veículos locais que convivem diariamente com o compromisso de informar sem perder profundidade, contexto e responsabilidade. “Em cidades como a nossa, as histórias ganham rosto, nome e continuidade”, afirma Luciana.
Essa percepção também atravessa a trajetória do radialista David Rangel, protagonista do programa “David Dá Show”, transmitido ao vivo de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h na Rádio Sucesso FM 88,3.

David costuma dizer que não escolheu o rádio. Foi o rádio que o encontrou. Ele começou trabalhando nas madrugadas como operador de áudio. Depois vieram as locuções, as transmissões de carnaval, os anos em emissoras cariocas e mais de três décadas dedicadas à comunicação popular. Mas as lembranças mais fortes continuam vindo das pequenas imagens. “As madrugadas frias e as músicas inesquecíveis”, recorda-se.
Uma profissão que exige total dedicação
Existe algo simbólico nessa ideia de comunicar enquanto a cidade ainda dorme. Enquanto as ruas despertam lentamente, profissionais da comunicação já estão acordados organizando informações, produzindo conteúdos e ajudando a construir a narrativa cotidiana da cidade, seja nas ondas do rádio, nas páginas do jornal ou nas imagens da televisão.
O público consome notícias diariamente sem imaginar quantas horas de apuração, produção e responsabilidade antecedem cada conteúdo. Existe sempre alguém acordando antes, ouvindo antes e tentando compreender antes.
No caso de David, essa relação ganhou um aspecto ainda mais social ao longo dos anos. “Eu faço um rádio de sustentação social”, define. No programa diário, ele frequentemente mobiliza campanhas de doação, pedidos de medicamentos e ajuda para famílias em dificuldades. Para ele, a comunicação precisa permanecer conectada à urgência humana. “Quem precisa de remédio tem pressa. Quem precisa de saúde tem pressa.”
Enquanto Luciana enfatiza a profundidade da apuração jornalística e a necessidade de contextualizar informações, David reforça o papel do rádio como companhia e presença cotidiana. “No rádio, o que aproxima as pessoas é que ele é companheiro do dia a dia”, diz.
Transformação sem perder a essência
As transformações tecnológicas também aparecem nas reflexões dos dois comunicadores. Ambos reconhecem o impacto das redes sociais na forma como as pessoas consomem informação. Luciana observa que muitos conteúdos passaram a ser consumidos superficialmente, sem contexto ou aprofundamento. “Não basta informar primeiro; é preciso informar com responsabilidade.”
David demonstra preocupação com o avanço da desinformação.
“O público acredita no tio do WhatsApp”, revela. Apesar das mudanças, seguem defendendo o mesmo princípio: credibilidade continua sendo indispensável.
E essa importância ficou ainda mais evidente em momentos traumáticos da história recente de Nova Friburgo. A tragédia climática de 2011 marcou profundamente a rádio, a tv e o jornal. Luciana lembra das horas ao vivo tentando orientar a população em meio ao caos, David recorda o retorno à cidade para acompanhar de perto os impactos da destruição, enquanto cada fato, cada relevância, cada detalhe era noticiado e documentado nas páginas de A VOZ DA SERRA.
Mais do que registrar acontecimentos, a comunicação precisou servir como elo entre pessoas isoladas, famílias procurando notícias e uma população inteira tentando compreender a dimensão daquela dor coletiva. “O jornalismo deixa de ser apenas notícia”, resume Luciana.
Talvez seja justamente aí que mora a dimensão mais humana das comunicações sociais. Comunicar não significa apenas transmitir dados.
É reduzir distâncias.
É orientar.
É escutar.
É oferecer companhia.
É transformar informação em pertencimento.
E talvez seja essa a grande força da comunicação local: a capacidade de permanecer presente na vida das pessoas mesmo em tempos de mudanças tão rápidas.
No jornal que chega cedo às mãos do leitor.
No rádio que desperta a cidade.
Na televisão que aproxima realidades.
Três vozes diferentes.
Mas movidas pela mesma missão: transformar informação em conexão humana.

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