Cartilha prevê a capacitação de profissionais, e também um tratamento multidisciplinar
terça-feira, 03 de março de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Freepik
A fibromialgia é uma síndrome clínica que atinge de 2,5% a 5% da população brasileira. Na última semana, o Governo Federal anunciou uma série de novas diretrizes que visam ampliar a visibilidade da doença e implementar novas oportunidades de tratamento por meio do SUS (Sistema Único de Saúde).
As mulheres, entre 30 e 50 anos, representam mais de 80% dos casos da doença
Segundo estudos revisados pela revista Rheumatology e o National Institutes of Health (NIH), as mulheres representam mais de 80% dos casos, principalmente na faixa de 30 e 50 anos. Não se sabe a origem da doença, mas questões hormonais e genéticas estão entre as possibilidades investigadas.
Diagnóstico
A fibromialgia não é uma doença inflamatória, ela gera uma disfunção dos neurônios ligados à dor, que se tornam excessivamente sensibilizados. Dentre os sintomas mais comuns, estão:
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Dor constante no corpo
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Fadiga e falta de energia
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Formigamento nas mãos e nos pés
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Problemas no sono, incluindo crises de apneia e insônia
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Sensibilidade ao toque e a estímulos ambientais, como cheiros e barulhos
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Alterações de humor, como depressão e ansiedade
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Dificuldades de memória, concentração e atenção
Outra medida foi implementada recentemente pelo Ministério da Saúde, um planejamento estruturado para o tratamento de fibromialgia pelo SUS, que visa ampliar o acesso a ajuda qualificada e melhorar a vida de quem convive com a síndrome. A cartilha prevê a capacitação de profissionais, e também um tratamento multidisciplinar, com fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional.
A atividade física constante é também importante aliada, que pode ajudar a fortalecer o corpo e melhorar a qualidade de vida. Para a Sociedade Brasileira de Reumatologia, tratamentos não fármacos, sem uso de remédios, são tão importantes para auxiliar o paciente quanto os fármacos, que ajudam a regular a percepção de dor.
De acordo com o reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, os sintomas incluem fadiga, alterações no sono, distúrbios cognitivos, formigamento nas mãos e pés, problemas como insônia e apneia, sensibilidade a estímulos ambientais, alterações de humor como depressão e ansiedade, além de dificuldades de memória, concentração e atenção.
“É uma dor generalizada. Muitas vezes, se não na maior parte das vezes, essa dor vem acompanhada de fadiga, uma alteração no sono, distúrbios cognitivos, então esse conjunto de sintomas é o que a gente chama de fibromialgia”, observa o médico.
(Fonte: Agência Brasil e CNN)
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