Volta às aulas: Procon RJ identifica aumento no preço do material escolar

Alta faz famílias buscarem alternativas para economizar
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro

Com a volta às aulas se aproximando, a preocupação com os custos do material escolar volta à rotina das famílias friburguenses. Um levantamento da Secretaria estadual de Defesa do Consumidor (Sedcon) em parceria com o Procon-RJ analisou 90 produtos utilizados no dia a dia dos estudantes e mostrou que cerca de 60% deles ficaram mais caros em comparação com o ano anterior. Ao mesmo tempo, 40% apresentaram redução de preço, e em alguns casos as variações foram positivas, chegando a até 475% em determinados itens específicos entre 2025 e 2026.

Essas diferenças mostram como é importante pesquisar antes de comprar. Segundo a análise, produtos como instrumentos técnicos, materiais artísticos ou lápis de cor mais sofisticados foram os que mais sofreram reajustes, enquanto itens como dicionários e materiais de apoio tiveram quedas significativas em seus valores, devido à crescente substituição de materiais impressos por conteúdos digitais.

Diante dessa realidade de preços altos, muitas famílias estão tentando reduzir o impacto no orçamento. Marielly Alves, com três filhas, diz que para economizar sempre dá preferência para a compra de material no período pós-carnaval. “Com o passar dos anos reparei que há uma queda de preços na semana seguinte da volta às aulas, como normalmente na primeira semana de aulas os conteúdos são mais tranquilos, opto por comprar todo o material depois e minhas filhas usam os materiais do ano passado nos primeiros dias”, explicou. 

Já Karen Moutran, mãe de dois estudantes em Nova Friburgo, conta que mudou sua forma de adquirir os materiais dos filhos. Em vez de ir às papelarias, ela passou a aproveitar a compra coletiva feita pela escola por meio de um sistema de cooperativa. Para ela, essa alternativa tem trazido um alívio financeiro, já que os valores praticados pela cooperativa acabam sendo bem mais em conta do que os encontrados no varejo tradicional.

Os órgãos de defesa do consumidor reforçam que práticas como definir uma loja ou marca específica obrigatória para a compra são proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor. Além disso, itens que são de uso coletivo, como materiais de limpeza ou escritório, também não podem ser exigidos separadamente dos responsáveis, pois devem estar incluídos nos custos regulares da escola.

Especialistas destacam que planejar as compras, comparar preços entre diferentes estabelecimentos e aproveitar iniciativas coletivas, como a adotada pela escola dos filhos de Karen, pode significar uma redução importante nos gastos, sem comprometer a qualidade do material ou direitos dos consumidores.

Preferência por compras online 

Com o aumento de plataformas online, muitas pessoas estão dando preferência para a compra realizada no conforto de sua casa. Muitas dessas plataformas também oferecem um preço mais atrativo e variedade de estampas e personagens, que agradam as crianças na hora da escolha do material.

Em uma pesquisa realizada, entre os materiais básicos, o mesmo produto teve uma variação significativa entre a compra presencial e online. A lapiseira da marca Faber Castell 0.5 Polly na loja física está custando R$ 29,99, enquanto nas lojas online pode ser achada por R$ 11,99. Como é o caso do kit com três canetas pretas da marca Bic, que apesar da pouca diferença, em lojas presenciais está sendo vendida por R$ 5,99 e na internet por 4,70. 

 
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Foto: Henrique Pinheiro

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