A trajetória de A VOZ DA SERRA se confunde com a história da Família Ventura em Nova Friburgo. O saudoso Américo Ventura Filho foi um dos fundadores do jornal, em 1945, criado, a princípio, para dar sustentação ao partido PSD no município. Em 1953, após as eleições, Venturinha, como era conhecido, impediu que o jornal fechasse, adquirindo cotas, e manteve o veículo na ativa, a partir de então, voltado a informar os acontecimentos da Nova Friburgo daquela época.
Américo Ventura
(Foto: Arquivo AVS - Américo Ventura)
Américo sempre foi um visionário. Ainda menino, foi trabalhar na Fábrica de Rendas Arp, de lá saindo para o setor de despacho de encomendas da Estrada de Ferro Leopoldina. Quando decidiu ganhar a vida por conta própria, abriu uma quitanda e tamancaria na Rua Leuenroth e, para aumentar sua renda, trabalhava à noite como redator de atas das reuniões na Câmara Municipal, sendo depois transferido para a prefeitura, onde exerceu
quase todas as funções administrativas, ocupando, inclusive, as de chefe de gabinete e secretário geral de diversos prefeitos, até se aposentar em 1963. Em todas as atividades que desempenhou, era conhecido por sua retidão e firmeza de caráter, de sua comunidade e de sua família. Fibra, determinação e coragem nunca lhe faltaram”.
Ao assumir A VOZ DA SERRA, de sua máquina de escrever os textos iam direto para a oficina, localizada no quintal das casas em que morou, onde as páginas eram compostas em “tipos” e “clichês”, formando as páginas que seriam impressas, uma a uma, na velha impressora Marignone. E a cada semana, quando o jornal ficava pronto, Venturinha se alegrava, experimentando a sensação de mais uma etapa vencida. Ele nos deixou em 1973.
Laercio Ventura
(Foto: Arquivo AVS - Laercio Ventura)
Filho de Américo, ele assumiu o legado do pai e foi o responsável por manter a continuidade de A VOZ DA SERRA. Precisou equilibrar sua função na direção da Fábrica Sinimbu com o jornal. Para isto, abria mão de seu tempo de lazer para garantir que a máquina não parasse. Assim foi, até que precisou se decidir entre os dois; e optou pelo jornal. Homem simples e modesto, sempre foi avesso a badalações. Porém, recebeu inúmeras homenagens em vida, como a comenda Barão de Nova Friburgo, pela Câmara Municipal, e a Medalha Tiradentes, a maior honraria do Legislativo Estadual. Faleceu no ano de 2013.
Adriana Ventura
(Foto: Arquivo AVS - Adriana Ventura)
Filha única de Laercio coube à Adriana a missão de continuar a trajetória vitoriosa de A VOZ DA SERRA, que ela mantém com fibra até hoje garantindo que o jornal mantenha o mesmo compromisso e responsabilidade herdados, marcando forte presença na comunidade. Como um dos jornais impresso mais antigos do estado, em atividade ininterrupta, A VOZ DA SERRA continua sendo uma referência para Nova Friburgo, honrando o legado deixado por seu avô e seu pai.
Por onde passamos
A VOZ DA SERRA, desde que saiu do quintal da casa de Américo Ventura, passou por vários endereços: ruas Monsenhor Miranda; N.S. de Fátima; Avenida Alberto Braune, em dois endereços diferentes, Rua Fernando Bizzotto, também em dois imóveis; Avenida Comte Bittencourt; e desde 2021 funciona no Espaco Arp, agora no bloco 9, sala 223, onde também mantém sua gráfica, desde 2015.
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