O Dia Mundial da Saúde, celebrado anualmente no dia 7 de abril, foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948, e passou a ser comemorado a partir de 1950. Neste ano de 2025, o assunto é saúde materna e neonatal.
A campanha, intitulada “Inícios saudáveis, futuros esperançosos”, instará os governos e a comunidade da saúde a intensificar seus esforços para acabar com as mortes maternas e neonatais e priorizar a saúde e o bem-estar de longo prazo das mulheres.
Além disso, a OMS e seus parceiros compartilharão informações úteis para apoiar gestações e partos saudáveis, bem como melhorar a saúde pós-natal.
Em junho de 2024, o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o doutor Jarbas Barbosa Jr., fez um chamado urgente à ação para reduzir a mortalidade materna nas Américas. Em 2020, a América Latina e o Caribe registraram uma morte materna a cada hora, revertendo duas décadas de progresso dos indicadores de saúde materna na região.
Ajudar mulheres e bebês a sobreviver e se desenvolver
Essa é uma tarefa essencial. Com base nas estimativas publicadas atualmente, cerca de 300 mil mulheres a cada ano perdem a vida por causas relacionadas à gravidez ou ao parto; mais de dois milhões de bebês morrem no primeiro mês de vida e milhões nascem mortos. Isso equivale a, aproximadamente, uma morte evitável a cada sete segundos.
Com base nas tendências atuais, assusta que quatro em cada cinco países não estão no caminho certo para atingir as metas globais de melhoria da sobrevivência materna até 2030.
Escutar e apoiar as famílias
Mulheres e famílias em todos os lugares precisam de cuidados de alta qualidade, que as apoiem física e emocionalmente, antes, durante e depois do parto.
Os sistemas de saúde devem evoluir para gerenciar os diversos problemas de saúde que afetam a saúde materna e do recém-nascido. Esses problemas incluem não apenas complicações obstétricas diretas, mas também problemas de saúde mental, doenças não transmissíveis e planejamento familiar.
Conexão entre felicidade e bem-estar
Pessoas felizes vivem mais, adoecem menos e são mais produtivas. No Dia Mundial da Saúde, também é essencial refletir sobre a conexão entre felicidade e bem-estar. Diversas pesquisas científicas mostram que pessoas felizes apresentam melhores indicadores de saúde física e mental.
Um estudo publicado em 2010 na revista "European Heart Journal" acompanhou quase 2.000 canadenses e observou que aqueles que expressavam emoções positivas, como prazer, felicidade e entusiasmo, tinham o risco de doenças cardíacas reduzido em 22%.
A felicidade não só reduz riscos de doenças neurológicas e cardiovasculares, mas também fortalece o sistema imunológico. Em 2003, um estudo publicado na revista “Psychosomatic Medicine” avaliou 334 voluntários saudáveis, que foram expostos ao resfriado comum e constatou que os participantes mais felizes tinham menos probabilidade de adoecer.
Em outro estudo de 2006, publicado na revista “Brain, Behavior, and Immunity”, pessoas que relataram emoções positivas após receber a vacina contra a hepatite B tiveram quase o dobro de resposta imune em comparação às menos felizes.
“Quando estamos felizes, nosso corpo libera hormônios como dopamina, serotonina e endorfinas, que promovem bem-estar e fortalecem o sistema imunológico”, explica Flávia da Veiga, especialista em Felicidade e CEO da BeHappier. A felicidade também ajuda a combater o estresse.
Em um estudo de 2009, publicado na revista “Health Psychology” participantes mais felizes apresentaram níveis 23% menores de cortisol, o hormônio do estresse, e recuperaram-se mais rápido após situações estressantes.
Pessoas felizes vivem até dez anos mais e se recuperam mais rapidamente de cirurgias. E são por meio de hábitos simples, mas conscientes como os de gratidão, meditação, gentileza e atividade física, cientificamente comprovados, uma das formas de fortalecer a saúde mental e física.
No trabalho
No contexto corporativo, essa conexão se torna ainda mais relevante: uma pesquisa publicada pela Forbes revelou que os funcionários mais felizes tiram 66% menos licenças médicas em comparação aos menos felizes. Já as empresas que promovem o bem-estar e a felicidade de seus colaboradores alcançam melhores resultados em produtividade, engajamento e satisfação.
Investir na felicidade dos colaboradores, portanto, reduz afastamentos, fortalece a cultura organizacional e impulsiona a inovação. A prática regular de atividades físicas melhora o sono, apetite e reduz afastamentos clínicos, enquanto a meditação promove equilíbrio emocional e resiliência. A gentileza e gratidão também impactam positivamente.
“A felicidade não é um objetivo distante, mas uma jornada contínua que começa com escolhas simples e conscientes. Somadas, elas têm o potencial de transformam vidas e organizações”, finaliza Flávia.
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