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Elizabeth Souza Cruz

Elizabeth Souza Cruz

Surpresas de Viagem

A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

terça-feira, 22 de março de 2022

Mais um Outono caindo nas graças da natureza! No Caderno Z do último fim de semana, as folhas caem no gosto de nossos leitores, no colorido exuberante das fotos de Henrique Pinheiro. De início, Ana Borges nos abre o leque de conhecimentos, no assunto da vez: “é o outono, época de colheita, com seus frutos típicos, bem maduros. Seu nome, aliás, vem do latim e significa, justamente, ‘amadurecer’...”. O saber nos amadurece e, em nós, a natureza é um processo de adaptação aos ciclos naturais. Para mim, o grande desafio é sentir os dias ficando menores. Contudo, as estrelas chegam mais cedo. “As temperaturas tendem a ser mais amenas”, mas, em nossa cidade, é preciso revirar gavetas, porque o frio nunca se atrasa.

Os estudos meteorológicos indicam que o La Niña terminará no decorrer do outono. Porém, é cedo ainda para especulações sobre a vinda do El Niño e, por essa razão, o serviço de previsões do tempo recomenda “cautela com a tomada de decisão”. Nova Friburgo, entre tantos bons motivos, é um convite diário para o espetáculo ao ar livre. Sob o nosso céu aberto, de azul intenso, os passeios, caminhadas e escaladas são roteiros imperdíveis. As flores brincam na dança da estação e as frutas se esmeram em doçuras para o nosso deleite. Os caquis se esborracham de tão maduros e docinhos. Quem resiste?

Bem-vinda seja a nova estação e, como bem enfatiza Wanderson Nogueira, no maravilhoso texto Flores de outono, “cabe o bom conselho de viver intensamente cada uma delas. O mais interessante é que aprenderemos a gostar de aspectos que não notávamos e sentiremos saudades de cotidianos que aproveitamos menos do que deveríamos. Se percebêssemos enquanto a mágica acontece, nosso talento contemplativo nos visitaria mais... Por mais diversos que sejam os desenhos que as nuvens fazem nunca se repetirão com as mesmas curvas e traços.” Que lindo!

Seguindo a viagem literária, “Há 50 Anos", em 18 de março de 1972 fora inaugurado o conjunto habitacional Bom Pastor, na Vila Amélia. Uma novidade e tanto, que até o então governador do Estado do Rio de Janeiro, Raymundo Padilha, compareceu ao evento. Outro grande passo era a implantação dos orelhões pelo centro da cidade. Começava o tempo das fichas, o que era um grande avanço para a época! Caiu a ficha?

Quem está de idade nova é o André Gomes e foi destaque na coluna Sociais pelo seu aniversário comemorado no último sábado, 19. Muito querido pelos friburguenses, André se destaca, percorrendo com sua vassoura mágica, as calçadas da Avenida Alberto Braune, conquistando amizades. E para ele, ofereço aqui uma trova: “André: Deixa a rua tão limpinha / de um modo extraordinário / que se a rua fosse minha / eu dobrava o seu salário!”

O segundo episódio da série de reportagens "2 anos de pandemia", muito bem apresentado pela brilhante jornalista, Adriana Oliveira, nos trouxe mais narrativas do transcurso da pandemia em 2020. Lendo os relatos, parece que nos passa um filme de apreensões na lembrança. Pode ser que alguém tenha se esquecido de que em julho do ano em destaque, fora anunciado, oficialmente, pelo "então secretário estadual de Saúde, Alex Bousquet, que Nova Friburgo ficaria sem hospital de campanha". E toda a sua estrutura montada na Avenida Roberto Silveira se transformou no "elefante branco" da charge de Silvério. E era um desfile de bandeiras, um sobe e desce de cores no mastro das incertezas. E nossa cidade “chegou a 200 mortos às vésperas do Natal”, um dado humano, irreparável e triste.

Sonhando ainda com dias melhores, há um alento para este ano com o Carnaval de Maio. Serão quatro dias de festa na cidade com a culminância dos festejos dos 204 anos de Nova Friburgo. A expectativa para o “Carnaval Fora de Época”, por si só, costura as nossas fantasias e borda de paetês os sonhos de que, no mês das mães e das noivas, teremos o melhor presente que possamos almejar – a alegria carnavalesca. O figurino da moda outono/inverno, na charge de Silvério, nos anima. Tomara que o veranico de maio venha nos visitar e nos permita vestir as fantasias, sejam elas de cetim ou de retalhos de sonhos que sobraram das nossas esperanças. Vale sonhar, pessoal!

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A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

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