Hamilton Werneck

Hamilton Werneck

Eis um homem que representa com exatidão o significado da palavra “mestre”. Pedagogo, palestrante e educador, Hamilton Werneck compartilha com os leitores de A VOZ DA SERRA, todas as quartas, sua vasta experiência com a Educação no Brasil.

17/10/2018

Quando uma pessoa se propõe a instalar a internet em seu computador, está aceitando, de início, receber muitos dados e até e-mails inconvenientes. O discernimento é tão importante que, por meio dele, decidiremos o que vamos permitir que entre ou não. Seria um absurdo e até uma anticultura não ter o serviço por causa do lixo. Também a sociedade industrial e do conhecimento são acumuladoras de lixo; nem por isso deixamos de nos envolver com a produção e os serviços oferecidos.

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10/10/2018

Cabe ao profissional do século 21 ser moderno. Mas, na   verdade, o que significa isso? O educador colombiano Bernardo Toro nos deixa uma excelente contribuição quando aborda sete pontos considerados mágicos para se atingir uma performance correspondente às competências que este século requer. Parece-nos que, sem essas competências, é difícil dizer que uma pessoa está sendo preparada para a vida.

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03/10/2018

Críticos há em quantidade suficiente e o que se diz nas análises negativas comprovam que sabemos o que não devemos fazer. Resta saber o que devemos fazer, o quanto antes, para a educação brasileira dar o salto que as avaliações nacionais esperam e os mercados anseiam.

Desde o final da segunda grande guerra, em agosto de 1945, os países desenvolvidos iniciaram um processo de investimentos maciços em educação, embora alguns tenham já alterado o panorama sombrio em tempos anteriores ao conflito de 1914-1918.

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26/09/2018

Há tempos um fato ocorrido em uma escola do Rio de Janeiro chamou a atenção de educadores e também de muitos pais de alunos. A referida escola enviava os deveres de casa de seus alunos através da internet. Os estudantes que dessem conta de todos os exercícios poderiam ser beneficiados com mais um ponto na média do bimestre. A crise foi iniciada quando a escola descobriu que todas as respostas estavam num site de relacionamento de uma das alunas.

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19/09/2018

As portas das escolas estão abertas e novos alunos, com valores bastante diferenciados de seus professores e até dos projetos pedagógicos das escolas, sentam-se nas salas de aula. Como conviver com eles? Primeiro é importante compreendê-los. Eles já são adoolescentes do século 21 e, nós, professores do século passado. Há uma necessidade urgente de compreensão.

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12/09/2018

Quando éramos alunos do ensino fundamental, na década de 60, nossos professores aconselhavam a ler livros, nunca revistas em quadrinhos, cheias de imagens. Nós gostávamos dos quadrinhos e algumas revistas eram bastante interessantes. Nossos professores diziam que as imagens dos quadrinhos não eram palavras e, portanto, não enriqueceriam nosso vocabulário.

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05/09/2018

 A vida humana sempre esteve envolvida em conflitos. Ultimamente eles aumentaram devido à velocidade com que as coisas acontecem. Os imprevistos aumentaram, assim como o estresse das pessoas. É muito difícil que uma pessoa desses tempos de mudança não tenha alguma depressão, algum desejo de suicídio, algum nervosismo ou insegurança. Quem não enfrenta essas coisas não vive o seu tempo.

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29/08/2018

Houve uma evolução no processo de aprender e de ensinar. Se quisermos, podemos considerar uma volta ao espírito tribal. Em uma tribo indígena, o que um sabe os demais também sabem. A sobrevivência faz com que se ensine tudo a todos, menos os segredos do pajé, que, mantendo-os a sete chaves, garante o poder sobre a tribo. Foi o que vi, em Mato Grosso, na década de 60, em algumas tribos em uma aldeia missionária de Utiaharity, localizada a uns 650 quilômetros a noroeste de Cuiabá.

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22/08/2018

Enquanto a sociedade da primeira onda era a sociedade do sobreviver, a sociedade de segunda onda é a sociedade do fazer. Vive-se hoje em um tipo de sociedade em que a tônica é conhecer. Existe uma febre, em nossos dias, correspondente ao desejo de novidades e de coisas diferentes. Isto é inerente ao ser humano e pode ser constatado ao longo da história. No período das grandes navegações, havia um desejo incontido por riquezas, especiarias e sedas do Oriente. Àquela época, navegadores e aventureiros conseguiam trazer essas riquezas para a Europa e encantavam os habitantes.

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15/08/2018

O ser humano evoluiu bastante entre a era das máquinas e a era das pessoas. A década de 90 mostrou que as emoções deveriam voltar a fazer parte do cotidiano das pessoas. A era das máquinas marcou este ser humano pela dependência de sistemas, em que o racional, com toda a sua força, determinava o caminho de cada um. Cenas comuns da vida mostravam o quanto se matava nas pessoas a emoção. Quem não se lembra de cenas simples, em que crianças com o joelho ferido vinham correndo ao encontro dos pais, chorando de dor, e ouviam simplesmente: - Cale esta boca... homem não chora... pare de chorar!

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