Blogs

O infinito universo dos sonhos

terça-feira, 26 de novembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Está na minha cabeceira o livro “O que dizem os sonhos: contos escolhidos, adaptados e recontados por Muriel Bloch”. É uma linda e interessante coletânea de sonhos contados desde remotos tempos e que se transformaram em contos. Todas as sociedades são criadoras de enredos, personagens e cenários que vêm tecendo a vida pelos quatro cantos do planeta.

Está na minha cabeceira o livro “O que dizem os sonhos: contos escolhidos, adaptados e recontados por Muriel Bloch”. É uma linda e interessante coletânea de sonhos contados desde remotos tempos e que se transformaram em contos. Todas as sociedades são criadoras de enredos, personagens e cenários que vêm tecendo a vida pelos quatro cantos do planeta.

Sim. O mundo é feito de histórias; reais, imaginadas, contadas oralmente ou escritas através de livros, revistas, inclusive em ambientes virtuais. Vivemos mergulhados em contextos narrados por nós, decorrentes dos fatos que vivemos e dos que escutamos de pessoas. Enfim, guardamos uma verdadeira biblioteca de narrativas que recriamos e recontamos a cada momento.  

As narrativas habitam nosso imaginário e se misturam. Sempre vivas, as memórias se movimentam em nossos pensamentos quando estamos despertos e dormindo. Nos sonhos elas ganham novos cenários, se repartem e nos surgem através de imagens definidas ou distorcidas, extraordinárias ou confusas. O sonho é uma experiência mental inconsciente carregada de significados, podendo expressar desejos reprimidos, experiências premonitórias ou ser um modo do cérebro equilibrar as forças adversas que sofre na experiência diária. Além do mais, podem nos levar aos antepassados, aos ancestrais, inclusive aos primórdios da civilização humana. Possuem conteúdos que podem ser interpretados, tornando-se reveladores de circunstâncias, lembranças e possibilidades nos modos de ser ou fazer.

O fato é que os seres animais criam sonhos. Ainda não se sabe se os vegetais possuem a capacidade de sonhar, mas quem sabe?

O fazer literário é uma atividade criada no imaginário e pode ter suas origens nos sonhos. Quantas vezes acordamos com ideias interessantes ou inéditas? Não é raro acontecer ao escritor acordar, vislumbrando a continuação da história que está produzindo. Diversas vezes, nas oficinas literárias que faço, troquei ideias a respeito do valor de ter um caderninho de anotações na cabeceira.

Um amigo da família, psiquiatra, certa vez me disse que quando temos algo a resolver, o melhor a fazer é dormir posto que podemos acordar com uma solução. É verdade!, durante o sonho a criatividade é ampliada haja vista que o cérebro possui atividade constante.

Ao sonhar o escritor passa pelo portal do imaginário e adentra o campo da inventividade plena, livre e sem limites, algumas vezes limitado pelo medo de criar, preconceitos ou padrões culturais mais impositivos.

Ao produzir literatura, a pessoa além de viver seus sonhos, vislumbra as possibilidades de realizá-los. Conforme Antônio Cícero sugeriu em “Guardar”, um dos mais belos poemas que já conheci, quem guarda seus sonhos, fala e escreve sobre eles, imagina e busca trilhar novos caminhos. Cultiva esperanças para um futuro diferente.  O escritor é um colecionador de sonhos e guarda-os em seus escritos, liberta-os dos cofres, deixa-os voar mundo afora.

“Sonhar um sonho impossível, sofrer a angústia implacável, pisar onde os bravos não ousam, reparar o mal irreparável, amar um amor casto à distância, enfrentar o inimigo invencível, tentar quando as forças se esvaem, alcançar a estrela inatingível: essa é a minha busca”.

Miguel de Cervantes, em Dom Quixote de La Mancha

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Mensagem do Papa para o Dia Mundial dos Pobres

terça-feira, 26 de novembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Parte 2

Parte 2

“Aos pobres que habitam as nossas cidades e fazem parte das nossas comunidades, recomendo que não percam esta certeza: Deus está atento a cada um de vós e está perto de vós. Ele não se esquece de vós, nem nunca o poderia fazer. Todos nós fazemos orações que parecem não ter resposta. Por vezes, pedimos para sermos libertados de uma miséria que nos faz sofrer e nos humilha, e Deus parece não ouvir a nossa invocação. Mas o silêncio de Deus não significa distração face ao nosso sofrimento; pelo contrário, contém uma palavra que pede para ser acolhida com confiança, abandonando-nos a Ele e à sua vontade. É ainda Ben-Sirá que o testemunha: “O juízo de Deus será em favor dos pobres” (cf. 21, 5).

Da pobreza, portanto, pode brotar o canto da mais genuína esperança. Lembremo-nos de que «quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. […] Esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 2).

Dia Mundial dos Pobres, celebrado pela Igreja Católica, no último dia 17, tornou-se um compromisso na agenda de cada comunidade eclesial. É uma oportunidade pastoral que não deve ser subestimada, porque desafia cada fiel a escutar a oração dos pobres, tomando consciência da sua presença e das suas necessidades. É uma ocasião propícia para realizar iniciativas que ajudem concretamente os pobres, e também para reconhecer e apoiar os numerosos voluntários que se dedicam com paixão aos mais necessitados. Devemos agradecer ao Senhor pelas pessoas que se disponibilizam para escutar e apoiar os mais pobres: sacerdotes, pessoas consagradas e leigos que, com o seu testemunho, são a voz da resposta de Deus às orações daqueles que a Ele recorrem. Portanto, o silêncio quebra-se sempre que se acolhe e abraça um irmão necessitado.

Os pobres têm ainda muito para ensinar, porque numa cultura que colocou a riqueza em primeiro lugar e que sacrifica muitas vezes a dignidade das pessoas no altar dos bens materiais, eles remam contra a corrente, tornando claro que o essencial da vida é outra coisa.

A oração, por conseguinte, encontra o certificado da sua autenticidade na caridade que se transforma em encontro e proximidade. Se a oração não se traduz em ações concretas, é vã; efetivamente, «a fé sem obras está morta» (Tg 2, 26). Contudo, a caridade sem oração corre o risco de se tornar uma filantropia que rapidamente se esgota. «Sem a oração quotidiana, vivida com fidelidade, o nosso fazer esvazia-se, perde a alma profunda, reduz-se a um simples ativismo» (Bento XVI, Catequese, 25 de abril de 2012). Devemos evitar esta tentação e estar sempre vigilantes com a força e a perseverança que nos vem do Espírito Santo, que é dador de vida.

Neste contexto, é bom recordar o testemunho que nos deixou Madre Teresa de Calcutá, uma mulher que deu a vida pelos pobres. Esta santa repetia continuamente que a oração era o lugar donde tirava força e fé para a sua missão de serviço aos últimos. Quando falou na Assembleia Geral da ONU, a 26 de outubro de 1985, mostrando a todos as contas do terço que trazia sempre na mão, disse: «Sou apenas uma pobre freira que reza. Ao rezar, Jesus põe o seu amor no meu coração e eu vou dá-lo a todos os pobres que encontro no meu caminho. Rezai vós também! Rezai, e sereis capazes de ver os pobres que tendes ao vosso lado. Talvez no mesmo andar da vossa casa. Talvez até nas vossas próprias casas há quem espera pelo vosso amor. Rezai, e abrir-se-ão os vossos olhos e encher-se-á de amor o vosso coração».

E como não recordar aqui, na cidade de Roma, São Bento José Labre (1748-1783), cujo corpo jaz e é venerado na igreja paroquial de Santa Maria ai Monti. Peregrino desde França até Roma, rejeitado em muitos mosteiros, viveu os seus últimos anos pobre entre os pobres, passando horas e horas em oração diante do Santíssimo Sacramento, com o terço, recitando o breviário, lendo o Novo Testamento e a Imitação de Cristo. Não tendo sequer um pequeno quarto para se alojar, dormia habitualmente num canto das ruínas do Coliseu, como “vagabundo de Deus”, fazendo da sua existência uma oração incessante que subia até Ele.

No caminho para o Ano Santo, exorto todos a fazerem-se peregrinos da esperança, dando sinais concretos de um futuro melhor. Não nos esqueçamos de guardar «os pequenos detalhes do amor» (Exort. ap. Gaudete et Exsultate, 145): parar, aproximar-se, dar um pouco de atenção, um sorriso, uma carícia, uma palavra de conforto... Estes gestos não podem ser improvisados; antes, exigem uma fidelidade quotidiana, muitas vezes escondida e silenciosa, mas fortalecida pela oração. Neste momento, em que o canto da esperança parece dar lugar ao ruído das armas, ao grito de tantos inocentes feridos e ao silêncio das inúmeras vítimas das guerras, dirijamos a Deus a nossa invocação de paz. Somos pobres de paz e, para a acolher como um dom precioso, estendemos as mãos, ao mesmo tempo que nos esforçamos por costurá-la no dia-a-dia.

Em todas as circunstâncias, somos chamados a ser amigos dos pobres, seguindo os passos de Jesus, que foi o primeiro a solidarizar-se com os últimos. Que a Santa Mãe de Deus, Maria Santíssima, nos sustente neste caminho; ela que, aparecendo em Banneux, nos deixou uma mensagem a não esquecer: «Eu sou a Virgem dos pobres». A ela, a quem Deus olhou pela sua humilde pobreza e em quem realizou grandes coisas com a sua obediência, confiemos a nossa oração, convictos de que subirá até ao céu e será ouvida.” (Roma – São João de Latrão, na Memória de Santo António, Patrono dos pobres, 13 de junho de 2024. 

Fonte: Vatican.va

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A VOZ DA SERRA caminha para os seus 80 anos com a leveza de uma juventude plena

terça-feira, 26 de novembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

       O mês de novembro, que já está na beira de sua última semana, tem datas marcantes e entre elas, o Dia da Consciência Negra, festejado na semana passada. Feriado nacional é o dia mais brasileiro, que contempla um legado histórico na formação de nosso Brasil e que segue firmando legados e mais legados para as gerações do futuro.    O Caderno Z, senhor das pautas enriquecedoras, nos trouxe um especial com Liz Tamane dando realce para a contribuição da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional.

       O mês de novembro, que já está na beira de sua última semana, tem datas marcantes e entre elas, o Dia da Consciência Negra, festejado na semana passada. Feriado nacional é o dia mais brasileiro, que contempla um legado histórico na formação de nosso Brasil e que segue firmando legados e mais legados para as gerações do futuro.    O Caderno Z, senhor das pautas enriquecedoras, nos trouxe um especial com Liz Tamane dando realce para a contribuição da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional. “Música, dança, culinária, língua, espiritualidade e arte brasileira têm influência direta da africanidade”.        A literatura está bem representada na edição, desde Machado de Assis a Conceição Evaristo, passando por Itamar Vieira Junior, Djamila Ribeiro, Jeferson Tenório e Cidinha da Silva. Ler esses autores é trazer a sensibilidade afro para a alma.

       Em “Retrocessos e Avanços, conjecturas”, meu querido amigo, o professor José Tadeu Costa, disserta, de forma brilhante, sobre o que tem sido a luta pelo reconhecimento da participação do povo afro em solo brasileiro; desde a chegada, como escravizados até os dias atuais, quando “o funk, street dance, hip hop e breakdance vingam a velha guarda. Entram sem bater na porta... e vão pelo mundo afora...”.  Quando “nem a elite brasileira resiste ao balanço e charme desses estilos...”. Contudo, avanço mesmo será, como diz o professor Tadeu, quando “se discutir maneiras de passar o ensino de História e Cultura Afro Brasileira para os nossos alunos”.

       Lembrando que já existe a Lei 10. 639, de 2003, que tornou “obrigatório” o ensino afro nas escolas. Porém, como ressalta o professor: “21 anos de uma lei que não consegue emplacar, colar”. Só falta “encontrar o caminho”.

       Nosso orgulho é termos essa influência direta, pois o Brasil seria desprovido de sua brasilidade caso fosse o contrário. De onde veio essa força, essa magia, essa cor inebriante desses cinquenta tons de negro? Veio de lá da África, atravessando os mares e se não fosse essa travessia talvez fossemos um povo apagado, descolorido e carente até de calor humano. Somos assim, sortudos, porque herdamos essa mistura das peles e isso é coisa de pele, de amor, de igualdade e cumplicidades. O passado deixou muito a desejar, foi insuficiente nas ciências humanas, mas o presente está consciente de suas atribuições com as questões sociais. E há de chegar um futuro, bem próximo, em que todas as perdas sejam compensadas pela verdadeira valorização da influência africana. E que esse reconhecimento seja levado a efeito de forma natural, responsável e irrestrita.

       Saímos do “Z” com a alma fortalecida. E mais fortes ficamos com a boa notícia de que a Fundação D. João VI entrou para o Cadastro Fluminense de Museus. O certificado foi entregue pela superintendente de Museus da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Lucienne Figueiredo, quando de sua visita durante os festejos de 15 anos da Fundação, no dia 8 de novembro.

       O presidente da instituição Luiz Fernando Folly e sua equipe foram elogiados pelo trabalho comprometido “para a continuidade e consolidação do museu”. Luiz Fernando citou a inesquecível historiadora da casa, Lilian Barretto, que sonhava em ver o espaço transformado em museu. É o sonho antigo que “enfim, está ganhando forma”. Mil vezes, parabéns! Na verdade, “o sonho de Lilian” é o sonho de todos nós que amamos e reconhecemos o valor da Fundação.

       E o mês de novembro ainda tem uma data muito especial nesta quarta-feira, 27, quando se comemora o aniversário de nossa diretora de A VOZ DA SERRA, Adriana Ventura. Filha e neta de peixes, ela segue o legado deixado pelo avô Américo e por seu pai, o eterno Laercio Rangel Ventura. Corajosa, empreendedora que não mede esforços para manter a nossa Voz sempre a voz da credibilidade em nossa cidade e região. Aliás, na era digital, onde quer que se leia é sempre a Voz confiável de Nova Friburgo para o mundo. Elogios, adjetivos e votos de sucesso são insuficientes para festejarmos essa mulher empresária, empoderada que, ao mesmo tempo, é mãe, avó, amiga de todos e defensora das causas nobres que possam contribuir para o bem comum. Parabéns, amiga!

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Protegendo o tesouro natural: a importância das RPPNs na conservação ambiental

terça-feira, 26 de novembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma Prosa Sustentável!

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma Prosa Sustentável!

O assunto de hoje é sobre as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) que surgiram oficialmente no Brasil em 1990, por meio do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Essas áreas são de fundamental importância para a preservação da biodiversidade, sendo criadas em propriedades privadas com o intuito de proteger ecossistemas naturais e suas espécies. As RPPNs abrangem uma variedade de modelos, que vão desde remanescentes de Mata Atlântica até áreas de cerrado e campos naturais, refletindo a diversidade ambiental do país.

Ao longo dos anos, as RPPNs têm adquirido crescente relevância tanto no cenário nacional quanto internacional. Esse aumento de importância demandou a criação de instrumentos legais mais precisos e regulamentações mais detalhadas. Nesse sentido, o decreto 98.914 foi um marco significativo ao estabelecer as bases para a criação das RPPNs. Posteriormente, em 1996, esse decreto foi substituído pelo decreto 1.922, consolidando ainda mais a legislação referente a essas áreas de conservação privada.

O objetivo primordial de uma RPPN é a conservação da natureza, impedindo a degradação ambiental e promovendo a recuperação de áreas degradadas. Além disso, as RPPNs desempenham um papel essencial na pesquisa científica, educação ambiental e turismo sustentável, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico das regiões onde estão inseridas.

No contexto brasileiro, as RPPNs são de suma importância para a proteção da biodiversidade, especialmente em face das crescentes ameaças ambientais. Essas iniciativas representam uma estratégia eficaz de conservação, complementando as áreas protegidas públicas e estabelecendo corredores ecológicos que favorecem a conectividade entre os habitats naturais.

Para o proprietário da área, a criação de uma RPPN oferece uma série de benefícios, incluindo isenção de impostos, incentivos fiscais e a valorização da propriedade. Além disso, as RPPNs podem gerar renda por meio de atividades como ecoturismo, educação ambiental e pesquisa científica, proporcionando uma fonte adicional de receita e promovendo o desenvolvimento sustentável da região.

Para criar uma RPPN, o interessado deve seguir alguns passos específicos, conforme as regulamentações estabelecidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) no Brasil. Aqui estão os principais procedimentos:

Identificação da área: O interessado deve identificar uma área de sua propriedade que possua relevância para a conservação da biodiversidade, como remanescentes de vegetação nativa, nascentes, corpos d'água, entre outros.

Elaboração do plano de manejo: É necessário elaborar um plano de manejo para a área proposta como RPPN. Esse plano deve conter informações detalhadas sobre a fauna, flora, recursos hídricos, características geográficas, além de definir objetivos de conservação e estratégias para sua realização.

Consulta aos órgãos ambientais: O interessado deve consultar os órgãos ambientais competentes em sua região para obter informações sobre os procedimentos específicos e os documentos necessários para a criação da RPPN.

Pedido de criação: Após a elaboração do plano de manejo e a consulta aos órgãos ambientais, o interessado deve formalizar o pedido de criação da RPPN, apresentando toda a documentação requerida.

Avaliação e aprovação: O pedido de criação da RPPN será avaliado pelos órgãos ambientais competentes, que verificarão se a área proposta atende aos critérios estabelecidos pela legislação ambiental. Após análise e aprovação, será emitido o decreto de criação da RPPN.

Registro: Após a aprovação, a RPPN deve ser registrada no órgão ambiental responsável, e o plano de manejo deve ser implementado e executado conforme as diretrizes estabelecidas.

Monitoramento e manutenção: O proprietário da RPPN deve realizar o monitoramento constante da área e garantir a sua conservação, cumprindo as normas e diretrizes estabelecidas no plano de manejo.

É importante ressaltar que a criação de uma RPPN é uma decisão voluntária do proprietário e representa um compromisso de longo prazo com a conservação da biodiversidade. Além disso, o proprietário pode contar com incentivos fiscais e benefícios ambientais, como a isenção de impostos e a valorização da propriedade.

 

Cinco maneiras simples de cuidar das florestas

1. Pratique o consumo consciente: Opte por produtos certificados com selos de manejo florestal sustentável, como o FSC (Forest Stewardship Council), que garantem que a madeira utilizada foi obtida de forma legal e responsável, contribuindo para a preservação das florestas.

2. Apoie iniciativas de reflorestamento: Engaje-se em projetos de plantio de árvores em áreas degradadas ou participe de programas de adoção de mudas. Contribuir para o aumento da cobertura vegetal é essencial para restaurar ecossistemas e combater as mudanças climáticas.

3. Pratique o turismo sustentável: Ao visitar áreas naturais, escolha operadoras e estabelecimentos comprometidos com práticas sustentáveis, que respeitem a fauna, a flora e as comunidades locais. Evite deixar lixo nas trilhas e sempre respeite as normas de preservação.

4. Reduza o consumo de papel: Opte por documentos digitais sempre que possível e utilize papel reciclado em suas impressões. Além disso, busque alternativas aos produtos de papel descartáveis, como guardanapos de tecido e sacolas reutilizáveis.

5. Engaje-se em ações de educação ambiental: Promova a conscientização sobre a importância das florestas em sua comunidade, participe de eventos de plantio de árvores, palestras e campanhas de preservação. A educação é fundamental para inspirar mudanças de comportamento e promover o cuidado com o meio ambiente.

 

Tudo verde sempre!

Alex Santos

Foto da galeria
Cuidar das florestas é bom pra todo mundo! (Foto: Pixabay.com)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Proteção

terça-feira, 26 de novembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Ministério do Esporte regulamenta medidas para combater a manipulação de resultados

        O Ministério do Esporte publicou, no último dia 12 de novembro, a Portaria Mesp nº 109, que regulamenta ações estratégicas voltadas à preservação da integridade de competições esportivas e estabelece uma estrutura de monitoramento rigorosa.

Ministério do Esporte regulamenta medidas para combater a manipulação de resultados

        O Ministério do Esporte publicou, no último dia 12 de novembro, a Portaria Mesp nº 109, que regulamenta ações estratégicas voltadas à preservação da integridade de competições esportivas e estabelece uma estrutura de monitoramento rigorosa.

       “A iniciativa fortalecerá a prevenção e o combate à manipulação de resultados, criando uma série de mecanismos que incluem acompanhamento, apuração de irregularidades e incentivo a práticas transparentes por parte dos operadores de apostas”, explicou o ministro do Esporte, André Fufuca.

       Entre as principais medidas, destacam-se a obrigatoriedade de os operadores de apostas comunicarem ao Ministério quaisquer alterações em políticas e práticas que assegurem a transparência dos eventos esportivos. Os agentes operadores, autorizados pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, deverão informar sobre suspeitas de manipulação de resultados e colaborar com investigações em curso.

       Além disso, a portaria prevê ações de conscientização e treinamento para atletas, treinadores, árbitros e dirigentes esportivos, fortalecendo o combate à manipulação com apoio de organizações esportivas e civis. O Ministério também poderá firmar parcerias com organismos especializados em integridade esportiva para a detecção de comportamentos suspeitos em competições.

       O texto também detalha o rito de apuração de denúncias, que será conduzido pela Diretoria de Integridade em Apostas Esportivas, assegurando o respeito ao devido processo legal.

       “Em casos de comprovação de manipulação, o resultado das investigações será encaminhado ao Comitê de Defesa do Jogo Limpo (COB), aos respectivos Tribunais de Justiça Desportiva, ao Ministério Público, às polícias Federal e Civil, para conhecimento e adoção de medidas legais, no âmbito de suas respectivas competências”, detalhou o secretário Nacional de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico, do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco Neto.

       A portaria entra em vigor imediatamente, reforçando o compromisso do Ministério do Esporte em zelar pela transparência e credibilidade do esporte brasileiro diante do crescimento das apostas esportivas no país.

 

Subiram

São Gonçalo e Pérolas Negras conquistam acesso para a Série A2 do Rio

       Duas das equipes consideradas favoritas na Série B1 conquistaram o acesso para a segunda divisão do futebol do Rio de Janeiro. Com um gol de Edmario, de cabeça, o São Gonçalo bateu o Paduano, por 1 a 0, e garantiu a vaga na final e o acesso à Série A2, em 2025. O "Mais Querido" conseguiu a vaga na decisão porque havia empatado em 1 a 1 no jogo de ida.

       O outro classificado é o Pérolas Negras, que conseguiu reverter a vantagem do Artsul - que havia vencido por 2 a 1, o jogo de ida -, batendo o Tricolor da Dutra, por 2 a 0, no Nivaldo Pereira, em Austin, na segunda partida da semifinal da competição. Com o triunfo, o time do Sul Fluminense terminou com o placar agregado de 3 a 2, superando os donos da casa, que podiam perder por até um gol de diferença para avançar.

       As finais serão disputadas nos dias 2 e 7 de dezembro, sempre às 15h. O primeiro jogo será no Estádio do Trabalhador, em Resende, com a segunda partida acontecendo no Estádio de Los Lários, em Xerém.

  • Foto da galeria

    Operadores deverão comunicar alterações em políticas e práticas que assegurem a transparência dos eventos esportivos (Foto: Agência Brasil)

  • Foto da galeria

    Pérolas Negras é um dos times que sobem para a segunda divisão do Rio (Foto: Vinicius Valim)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Nova conquista

sábado, 23 de novembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Gilberto Frossard fatura duas modalidades do intermunicipal de kickboxing

Um dos lutadores de Nova Friburgo mais vezes campeão nos últimos anos, Gilberto Frossard Chermaut voltou a subir no lugar mais alto do pódio no final de semana passado. O atleta participou, no último domingo, dia 17 de novembro, do Campeonato Intermunicipal de Kickboxing, promovido na cidade do Rio de Janeiro. O campeonato foi organizado pela Federação Estadual de Kickboxing - FKBERJ e contou com mais de 600 inscrições.

Gilberto Frossard fatura duas modalidades do intermunicipal de kickboxing

Um dos lutadores de Nova Friburgo mais vezes campeão nos últimos anos, Gilberto Frossard Chermaut voltou a subir no lugar mais alto do pódio no final de semana passado. O atleta participou, no último domingo, dia 17 de novembro, do Campeonato Intermunicipal de Kickboxing, promovido na cidade do Rio de Janeiro. O campeonato foi organizado pela Federação Estadual de Kickboxing - FKBERJ e contou com mais de 600 inscrições.

Entre esses participantes estava Gilberto Frossard, que saiu campeão nas duas modalidades de que participou: o k1 style faixa preta, até 81kg, modalidade realizada no ringue, considerada a mais completa do Kickboxing, e a Light contact universitário até 89kg, modalidade realizada no tatame. Desta forma, o lutador encerrou o ano com mais esses excelentes resultados, ampliando o seu retrospecto positivo das últimas temporadas.

 

Sem tolerância

Governo federal e CBF firmam parceria pelo Feminicídio Zero e Protocolo Não é Não

Pouco antes do último compromisso da Seleção Brasileira de Futebol, a Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia, foi palco da assinatura da Carta Compromisso pelo “Feminicídio Zero” e do Acordo de Cooperação Técnica para a implementação do protocolo “Não é Não”, em arenas esportivas. A cerimônia acontece antes da partida entre Brasil e Uruguai, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

O acordo foi assinado pela ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ednaldo Rodrigues Gomes. Segundo o Governo Federal, a parceria pretende garantir a segurança de meninas e mulheres em estádios, arenas e outros espaços em que estejam na condição de torcedoras, equipe técnica e atletas.

Além disso, entre as ações conjuntas estão o incentivo à inserção e permanência das mulheres no esporte, desde as categorias de base, preparando o Brasil para a Copa do Mundo de Futebol Feminino que será sediada em 2027.

A mobilização nacional permanente do Ministério das Mulheres, intitulada “Feminicídio Zero”, envolve diversos setores no compromisso de pôr fim à violência contra as mulheres, em especial aos feminicídios.

Entre os principais parceiros estão os clubes de futebol, visto que há um aumento de 23,7% nos registros de ameaça contra mulheres nos dias em que um dos times da cidade joga, segundo pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados foram levantados a partir das capitais Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

  • Foto da galeria

    O momento da confirmação da vitória, mais uma na carreira do lutador (Foto: Divulgação Vinícius Gastin)

  • Foto da galeria

    Gilberto segue com a rotina de conquistas em níveis estadual, nacional e internacional (Foto: Divulgação Vinícius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

MDB obtém nada mais que 2% nas Eleições 1974 em Friburgo

sábado, 23 de novembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Edição do dia 23 e 24 de novembro de 1974

 

Manchetes

Nada mais que 2% - O tufão emedebista que abalou as estruturas eleitorais de norte a sul e de leste a oeste do Brasil, em termos práticos, não chegou a Friburgo, nem abalou o nosso quadro eleitoral, isto com base nas eleições de 1972, quando o eemedebista Amâncio Azevedo derrotou Ariosto Bento de Mello por uma margem que comparada as eleições do último dia 15 foi alterada num escasso índice de 2% a favor do MDB.

Edição do dia 23 e 24 de novembro de 1974

 

Manchetes

Nada mais que 2% - O tufão emedebista que abalou as estruturas eleitorais de norte a sul e de leste a oeste do Brasil, em termos práticos, não chegou a Friburgo, nem abalou o nosso quadro eleitoral, isto com base nas eleições de 1972, quando o eemedebista Amâncio Azevedo derrotou Ariosto Bento de Mello por uma margem que comparada as eleições do último dia 15 foi alterada num escasso índice de 2% a favor do MDB.

Alencar Barroso: O grande vitorioso para deputado federal - Prevíamos no nosso último número que Alencar poderia ser a grande “zebra” desta eleição. Sua coragem em aceitar o lançamento de uma candidatura a deputado federal, na ocasião, de altos integrantes da direção do MDB, dela fugiram e assombrou a todos. Ridicularizado por muitos, boicotado pela cúpula emedebista, foi sabotado pelos próprios companheiros de bancada, lutando contra a tentativa de menosprezo de sua candidatura, Alencar acreditou em si próprio e parece ter conseguido o que parecia ser impossível: sua eleição para a Câmara Federal.

Waldir Costa: 17.773 votos para deputado estadual em Nova Friburgo - O médico Waldir Costa obteve, pela terceira vez consecutiva, um mandato à Assembleia Legislativa, recebendo o maior número de votos dados a um político local em toda a história do município. Sua vitória era esperada por todos, foi prevista por todos, foi prevista em nosso número passado.

Feliciano: Não ganhou, mas levou O ex-prefeito Feliciano Costa, um dos candidatos lançados pela Arena Nova Friburgo, recebeu expressiva votação e levando-se em conta a máquina avassaladora que se tornou o MDB, pode ser considerado como um vitorioso, pois seus 7.109 votos obtidos no nosso município, atestam uma vez mais, a sua liderança dentro do partido governista.

Renúncia não é aceita - Na Câmara Municipal, em sua primeira reunião, após as eleições, não foi aceita a renúncia do vereador João Carlos Cortes Teixeira. As bancadas do MDB e da Arena foram unânimes em elogiar o trabalho de José Carlos salientando sua inteligência, seu andar, sua veia política e seu futuro na municipalista “que não poderia se perder, num momento de irreflexão”.

Cerâmica perde Cr$ 5.600 - Deu queixa à Polícia Civil um dos proprietários da Cerâmica Vogt, Francisco Vogt, informando que havia sido assaltado em pleno centro da cidade em Cr$ 5.600, retirados momentos antes da agência do Banco do Brasil.

 

Sociais 

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Geraldo Pacheco Pereira e Maria Freitas Mazzei (25); Paulo Folly (26); Sylvia Mendes, Ester Pecly Ventura e Adriana Elizabeth Ventura (27); Mariana Hottz de Azevedo e José Batista dos Santos (28); Débora Coutinho, Luiz Guilherme Azevedo e Mário Haiut (29); José Nanum e Vera Lutterbach (30). Dezembro – Johannes Weidawer, José Maria Coutinho e José de Almeida (1º).

 

  • Pesquisa da estagiária Laís Lima sob supervisão de Henrique Amorim

Foto da galeria
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Aceitar suas limitações produz alívio

sexta-feira, 22 de novembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

“A auto-importância é nosso maior inimigo. Pense sobre isso – o que nos enfraquece é nos sentirmos ofendidos pelos atos e delitos de nossos semelhantes. Nossa auto-importância requer que gastemos a maior parte de nossa vida ofendidos por alguém.” (Carlos Castaneda, Touchstones: A Book of Daily Meditations for Men”).

“A auto-importância é nosso maior inimigo. Pense sobre isso – o que nos enfraquece é nos sentirmos ofendidos pelos atos e delitos de nossos semelhantes. Nossa auto-importância requer que gastemos a maior parte de nossa vida ofendidos por alguém.” (Carlos Castaneda, Touchstones: A Book of Daily Meditations for Men”).

Você se sente ofendido por alguém hoje? Está guardando algum ressentimento por comentários ou descuidos desagradáveis que fizeram com sua pessoa? Você se sente tenso ou desconfortável pela maneira como foi tratado por alguém? Pode ser que você se sinta justificado ao se sentir magoado e acredita que sua reação está correta. Pode surgir dentro de sua pessoa um sentimento de que “estou certo e a outra pessoa está errada”.

O autor Castaneda explica que mesmo que você se sinta justificado ao ter o sentimento de mágoa, não importa, manter o ressentimento pode encher você de orgulho e desperdiçar sua energia. Sendo até agora uma pessoa muito sensível, isso geralmente pode produzir uma postura de autojustificação a qual conduz para longe, por exemplo, de um despertar espiritual importante para sua serenidade. Com isso sua força diminui.

No texto da meditação “Touchstones: A Book of Daily Meditations for Men”, Carlos comenta sobre quão melhor é abandonar a retidão no sentido de exigência rígida, cruel e perfeccionista, abandonar a grandiosidade ou orgulho e aceitar as imperfeições dos outros. E, claro, aceitar suas imperfeições também. Lembrando que aceitar é diferente de concordar. Aceitar tem que ver com parar de negar uma realidade, admiti-la embora não concorde com ela.

Quando, então, abandonamos nossa autojustificação, quando aceitamos que erramos, que não somos perfeitos, que não somos deuses e, portanto, temos importantes limitações que o poder econômico ou outro poder humano não resolve, quando aceitamos também as limitações dos outros e paramos de esperar deles a perfeição, nos tornamos melhores pessoas, nossa força e energia podem, então, serem focadas em alcançar metas mais significativas e valorosas na vida.

Interessante que no livro de Eclesiastes no Antigo Testamento, na Bíblia, escrito pelo Rei de Israel, Salomão, tem um versículo que diz assim: “"Não sejas demasiadamente justo, nem exageradamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?" Eclesiastes 7:16.

Pegue leve com as pessoas e consigo mesmo. Isso diminui a ansiedade. É possível fazer isso e ao mesmo tempo ser responsável, produtivo, assertivo. Abandone ressentimentos porque deixá-los de lado favorece sua saúde mental e até sua saúde física. Aceite suas limitações, pois isso diminui o estresse e produz alívio.

_______

Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Desacelera

sexta-feira, 22 de novembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

       O conceito de "tempo" se transformou em uma moeda preciosa, e o relógio, um tirano implacável. As agendas lotadas, a busca incessante por produtividade e a constante sensação de estar correndo contra o tempo tornaram-se características quase onipresentes do nosso cotidiano. A ideia de desacelerar, por mais simples que pareça, passou a ser vista como um luxo – ou, em muitos casos, uma utopia distante.

       O conceito de "tempo" se transformou em uma moeda preciosa, e o relógio, um tirano implacável. As agendas lotadas, a busca incessante por produtividade e a constante sensação de estar correndo contra o tempo tornaram-se características quase onipresentes do nosso cotidiano. A ideia de desacelerar, por mais simples que pareça, passou a ser vista como um luxo – ou, em muitos casos, uma utopia distante.

Sinto que estamos sendo mais exigidos do que nunca. A tecnologia nos conecta instantaneamente, mas também nos mantém em um estado constante de alerta. O telefone, que deveria ser uma ferramenta de comunicação, virou um dispositivo multifuncional que exige respostas rápidas, que nos lembra de compromissos, de e-mails não lidos e de notificações de todas as redes sociais. Nossa mente às vezes parece uma agenda lotada desorganizada tentando encontrar espaço e energia para a execução de tudo. Acontece com vocês?

O excesso de informações nos invade a cada minuto, enquanto tentamos, sem sucesso, acompanhar as expectativas que nos são impostas, seja no trabalho, nas relações sociais ou até mesmo nas redes digitais. Mas o que está por trás dessa correria? E como ela tem afetado nossa saúde mental e física? O impacto é profundo e vai muito além do cansaço físico que sentimos no final do dia.

A busca por resultados imediatos e a sensação de que sempre precisamos fazer mais têm gerado, para muitos, um ciclo de ansiedade e estresse. Quase não há espaço para a contemplação, para a pausa ou, pior ainda, para o descanso genuíno... a não ser que nos conscientizemos e priorizemos nosso precioso tempo para essas coisas que igualmente importam.

O efeito da pressa em nosso corpo e mente, podem ser nocivos. A sensação de estresse crônico, alimentado pela correria e pela sobrecarga de tarefas, podem ter efeitos devastadores. A pressão por cumprir prazos e alcançar metas também tem um reflexo direto nas relações pessoais. Quando estamos o tempo todo correndo de um compromisso para o outro, há pouco espaço para estar presente de fato para os outros. O "tempo de qualidade" que tanto se preza hoje em dia, na prática, vira um conceito abstrato, e o que deveria ser um momento de conexão se torna apenas mais um item a ser cumprido na lista.

Além disso, a correria contribui para o isolamento. Muitas vezes, o excesso de tarefas nos afasta de nossas redes de apoio, porque sentimos que não temos "tempo" para nos encontrar com amigos, fazer uma atividade social ou simplesmente relaxar. A tecnologia, que em teoria deveria aproximar as pessoas, pode se tornar um fator de distanciamento, à medida que nos tornamos mais focados na tela do que nos outros ao nosso redor.

A boa notícia é que é possível dar um passo atrás e reverter esse quadro. O primeiro passo é reconhecer que o tempo é, de fato, o nosso recurso precioso, e, por isso, precisamos aprender a geri-lo de maneira mais consciente e equilibrada. Em vez de se deixar levar pela pressão de ser constantemente produtivo, podemos adotar a prática que nos convida a desacelerar e a focar no que realmente importa: o agora.

É possível, inclusive, encontrar prazer na monotarefa e na simples experiência de estar presente – seja no trabalho, em uma refeição, em uma conversa ou mesmo em um momento de lazer. O tempo, quando administrado de maneira mais consciente, não se torna um inimigo, mas um aliado. Ao desacelerarmos, não apenas aumentamos nossa produtividade, mas também recuperamos a capacidade de viver de maneira plena.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Brilhando no Dadinho

sexta-feira, 22 de novembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Nova Friburgo FC obtém resultados históricos no Futmesa

       Um final de semana que ficará marcado de forma positiva para o Dadinho de Nova Friburgo. Em terras mineiras, o atleta Jonas Kojala participou da 8ª etapa da tradicional Copa Eldorado, competição realizada na Arena Eldorado, em Juiz de Fora. O evento reúne os melhores jogadores mineiros e atletas de diversos outros estados.

Nova Friburgo FC obtém resultados históricos no Futmesa

       Um final de semana que ficará marcado de forma positiva para o Dadinho de Nova Friburgo. Em terras mineiras, o atleta Jonas Kojala participou da 8ª etapa da tradicional Copa Eldorado, competição realizada na Arena Eldorado, em Juiz de Fora. O evento reúne os melhores jogadores mineiros e atletas de diversos outros estados.

Com brilhante campanha, Kojala, do Nova Friburgo Futebol Clube, representou muito bem a camisa e a cidade, faturando o 2º lugar, com 21 pontos, no sistema de pontos corridos. Foram seis vitórias, três empates e duas derrotas.

Contudo, o destaque maior do último final de semana pertence ao atleta César Muniz, que levou o Nova Friburgo ao lugar mais alto do pódio, conquistando o título da Série Ouro do 2º Torneio Centro-Oeste de Futebol de Mesa, na modalidade Dadinho. A competição reuniu 25 atletas de oito estados do país, no Shopping Bosque dos Ipês, em Campo Grande, nos dias 16 e 17 de novembro. O 2º Torneio Centro-Oeste foi realizado pela Federação de Futebol de Mesa de Mato Grosso do Sul.

       "Os atletas fizeram um excelente torneio, com alto nível técnico e disputas em clima de harmonia e respeito. Quem ganha é o nosso esporte, que sai mais fortalecido e conhecido do grande público", disse o presidente da entidade, Hélder Rafael.

 

Valeu a campanha

Frizão perde para a Cabofriense e cai nas semifinais da A2 Sub-17

       Os meninos brilharam Campeonato Carioca da Série A2 na categoria Sub-17. A tão sonhada vaga na decisão do torneio ficou pelo caminho, mas não diminui o feito da equipe. Após empatar sem gols em Nova Friburgo, o Tricolor da Serra, comandado por Bidu, acabou sendo derrotado por 1 a 0 pela Cabfriense, em partida realizada nesta quarta-feira, 20, no CT Pedrinho Vicençote. O time de Cabo Frio vai disputar o título contra o América.

       A trajetória teve momentos marcantes, como as duas vitórias sobre o Serrano nas quartas de final, ambas por 3 a 1. Além de ter garantido o direito de brigar por um lugar na decisão, o Friburguense se garantiu na Copa Rio da categoria, em 2025, o que significa calendário completo para os meninos das categorias sub 15 e 17. A competição será promovida de março a julho, enfrentando novamente os times grandes do Estado do Rio de Janeiro.

       Durante a temporada 2024, o Frizão voltou a reforçar o seu trabalho de base. O clube retomou a participação em campeonatos importantes de nível nacional, e os frutos já estão sendo colhidos. Os times Sub-15 e Sub-17 disputaram o Carioca da Série A2, e outras categorias também tiveram compromissos importantes. Boa parte do elenco profissional deste ano, inclusive, teve passagem pela base tricolor.

 

  • Foto da galeria

    César Muniz conquista importante título, o Torneio Centro-Oeste de Futebol de Mesa (Foto: Divulgação Vinícius Gastin)

  • Foto da galeria

    Kojala foi destaque durante a disputa da Copa Eldorado, trazendo a medalha de prata (Foto: Divulgação Vinícius Gastin)

  • Foto da galeria

    Frizão foi até as semifinais, mas não conseguiu alcançar o objetivo de jogar a decisão (Foto: Divulgação Vinícius Gastin)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.