Vilage no Samba, a última escola a desfilar

Bicampeã mostrará o enredo "O Som do Sertão"
quinta-feira, 12 de maio de 2022
por Christiane Coelho, especial para A VOZ DA SERRA
O trabalho no barracão (Fotos: Henrique Pinheiro)
O trabalho no barracão (Fotos: Henrique Pinheiro)

A atual bicampeã do Carnaval friburguense sempre teve esperança de retornar para a avenida e não parou os trabalhos. “Foi tudo diferente. Muitas restrições, incertezas. Até janeiro desse ano, não sabíamos se teríamos o Carnaval. Mas a gente continuava tocando o trabalho. Durante o período de pandemia em que havia liberação, nossa equipe, mesmo reduzida, trabalhou. Sempre que possível mantivemos o barracão e ateliê funcionando. A gente vai com um desfile da mesma qualidade, empolgação, alegria e confiantes”, disse Guto Guimarães, diretor de Carnaval.  

  • Nome: Grêmio Recreativo Escola de Samba Vilage no Samba
  • Bairro: Vilage
  • Fundação: 23/09/1948
  • Cores: Verde e Branco
  • Símbolo: Águia
  • Títulos: 26 (atual bicampeã do Carnaval)
  • Presidente: Joilter Sá Marques (Jotinha)
  • Diretor de Carnaval: Guto Guimarães
  • Enredo: O Som do Sertão
  • Compositores: Jeferson Lima, Rogerinho Sancho, Guto Guimarães, Marlon Caeteano, Adonai e Coreia
  • Carnavalesco: Comissão de Carnaval
  • Comissão de Frente: Monara Costa e Eduardo Bueño
  • Intérprete: Monstrinho
  • Mestre de Bateria: Negrety
  • Ritmistas: 110
  • Rainha de Bateria: Helen Santos
  • Mestre-sala e porta-bandeira: Lucas Araújo e Liana Amaral
  • Componentes: 900
  • Carros Alegóricos: 04
  • Alas: 18
  • Colocação em 2020: 1º lugar
  • Ordem do desfile 2022: 4ª escola

Samba enredo: “O Som do Sertão”

Galo cantou na aurora

Trilha sonora do interior

O sol raiou, sabiá trinou

Num doce cenário de esplendor

Do manso regato, a melodia

O tom vem do mato, em sinfonia

Abrindo a porteira, um sonho no olhar

Levar bem longe o som do meu lugar

 

Chora viola, nesse meu abraço

Em cada passo por esse mundão

Guardo a saudade lá da minha serra

O “cio da terra” era inspiração

Viola chora num acorde dolente

“tocando em frente” nessa solidão

Eu sou vaqueiro, um peão amante

“boiadeiro errante” de bom coração.

 

Nessa longa estrada da vida

Ajuntei as “ferida” no meu caminhar

Fui pirapora, nossa senhora

Em “romaria” pedi pra me abençoar

Fiz poesia em cada canção

Do “rancho fundo” ao “luar do sertão”

Rompi barreiras, ganhei cidades

Contando em causos a simplicidade.

Cantei o amor, quando a dor veio, enfim,

Numa “nuvem de lágrimas”, desaguar no jardim

Cantei o amor, foi-se embora a tristeza

“evidências”, certeza, que alguém pensa em mim.

 

A minha vila é sertaneja na raiz!

É caipira, é mais feliz!

Moda de samba com cavaco e violeiro

Berrante, tantã, sanfona e pandeiro

 

 

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TAGS: carnaval