“Tirei um peso das costas”, vibra Barboza; já Marlon fala em “precipitação dos árbitros”

Lutadores comentam vitória e derrota em noite histórica em Abu-Dhabi
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
por Vinicius Gastin
 Moraes admite ter sido surpreendido, mas vê precipitação dos árbitros ao encerrarem a luta
Moraes admite ter sido surpreendido, mas vê precipitação dos árbitros ao encerrarem a luta

Vencer é sempre muito bom. E quando se quebra um jejum, sendo a primeira vitória em uma nova categoria, a sensação é ainda mais especial. No último dia 10, Edson Barboza pôde viver todos esses sentimentos durante o UFC Fight Island 5, em Abu Dhabi, ao derrotar Makwan Amirkhani. Único representante brasileiro a ter o braço levantado no evento, o lutador friburguense venceu a primeira no peso pena, após uma sequência de três derrotas.

Durante entrevista após o combate, Barboza não escondeu que o triunfo sobre o finlandês serviu para ‘tirar um peso’ das costas. Apesar dos resultados negativos anteriores, o atleta de Nova Friburgo achou que poderia ter saído com a vitória – opinião compartilhada por inúmeros fãs e especialistas.

“Estou feliz, parece que essa vitória tirou um peso dos meus ombros. Apesar de saber que fiz muito bem minhas outras lutas, contra o Dan Ige e o Paul Felder, que eu venci. Mas essa veio concreta. Parece que tirei um peso das costas”, disse.

Ao todo foram quatro knockdowns, em uma exibição bastante contundente, praticamente sem grandes sustos. Edson sempre esteve perto de finalizar Amirkhani, e apostou nos chutes baixos apenas pontualmente, mantendo assim o domínio do centro do octógono. O oponente tentou algumas quedas, tendo sucesso apenas nos últimos segundos da etapa inicial.

No segundo round, Barboza utilizou alguns ganchos e, com dois diretos de direita que o friburguense levou o iraniano a dois knockdowns. Tentou estrangulamentos, que foram defendidos. No assalto final, Amirkhani conseguiu uma queda, mas sofreu com outra boa sequência de Edson.

Com o retorno às vitórias e a boa exibição, o friburguense já até projeta um eventual próximo rival pela organização. Paul Felder, que trabalhou como comentarista da transmissão do UFC, recebeu um recado do brasileiro, que deseja ter a chance de uma revanche contra o americano.

“Eu falei com ele que seria ótimo fazer uma terceira luta. Apesar de que ganhei as duas primeiras, acho. Mas seria um prazer fazer a terceira luta com ele. Acho que eu subiria de peso só para lutar com ele. Seria bem divertido. As duas outras lutas foram boas, imagina a terceira”, prevê.

Barboza compete no MMA desde 2009, e agora soma 21 vitórias e nove derrotas no cartel, sendo 14 triunfos pelo Ultimate, onde atua há quase dez anos.

Marlon vê “precipitação do árbitro”

Outro friburguense envolvido no UFC Fight Night 179, Marlon Moraes teve a responsabilidade de estrelar a luta principal do evento. A expectativa era de disputar novamente o cinturão peso-galo da organização em caso de vitória sobre Cory Sandhagen, mas a derrota por nocaute no segundo round sofrida para o americano frustrou os planos do friburguense.

 Em entrevista aos jornalistas após o combate, o lutador de Nova Friburgo evitou dar desculpas pelo resultado negativo, mas também não escondeu que gostaria que o árbitro central lhe desse um pouco mais de tempo para se defender dos golpes aplicados por Sandhagen. Na opinião de Marlon, a interrupção por parte do juiz foi “precipitada”. Moraes recebeu um chute na altura da cabeça, foi ao chão e recebeu mais alguns socos de Cory no ground and pound até a paralisação.

“Achei que fiz um primeiro round muito bom, que tinha vencido o round, e aí ele (Cory Sandhagen) começou o segundo assalto e acho que ele me acertou com um chute e sangrou um pouco no olho, e logo depois me surpreendeu. Provavelmente foi uma paralisação precipitada, mas agora tanto faz. Eu pensei que estava bem para continuar na luta, mas o árbitro simplesmente saltou sobre mim. Não tive tempo de me levantar”, disse o peso-galo brasileiro, que amargou seu segundo revés nas últimas três lutas pelo Ultimate, e após ter ficado dez meses sem lutar, espera voltar ao octógono já em dezembro”, projeta.

“Eu nem vi. Na real, a gente está ali lutando e às vezes o cara surpreende, e a gente toma uma porrada e vai a knockdown. Foi o que aconteceu comigo. Eu não vi e o juiz pulou logo na frente. Paciência. Eu vim aqui trabalhar, e isso é consequência do trabalho. Só perde quem entra lá, e hoje foi o dia dele. Vou voltar mais forte na próxima”, completou.

Até então líder do ranking do peso-galo (61 quilos), Marlon Moraes soma agora 23 vitórias, sete derrotas e um empate em sua carreira no MMA profissional. No Ultimate desde 2017, o friburguense tem cinco vitórias e três derrotas. “Eu só quero ir para casa e ter outra luta. Eu quero estar ocupado. É muito tempo sem lutas (duelo contra Sandhagen dez meses após vitória sobre José Aldo). Espero conseguir outra luta em dezembro”, concluiu.

 

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TAGS: UFC