Radares voltam a ser instalados em rodovias estaduais

Equipes do DER-RJ estão, nesta semana, na RJ-116, altura de Cachoeiras de Macacu
quinta-feira, 19 de março de 2026
por Henrique Amorim
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro
O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ) iniciou, nesta semana, a instalação de novos radares eletrônicos de velocidade ao longo da rodovias RJ-116, no trecho de Cachoeiras de Macacu, e também na RJ-122 (Guapimirim-Cachoeiras), a antiga Rio-Friburgo. O órgão informou que a implantação dos novos equipamentos, em ambas as rodovias, tem como objetivo “modernizar o sistema de fiscalização eletrônica e reforçar a segurança dos motoristas”. 

Maioria dos equipamentos terá como velocidade máxima a faixa de 50 e 60 km/h
No total, serão 390 equipamentos eletrônicos disponibilizados para as rodovias estaduais em toda a malha viária fluminense. Os novos radares vão substituir os antigos nos pontos originais e também serão instalados outros em trechos estratégicos das estradas com maior índice de acidentes. Também será implementada a sinalização dos trechos com fiscalização eletrônica de velocidade. 

A maioria dos equipamentos terá como velocidade máxima permitida as faixas de 50 e 60 km/h. O DER-RJ informou ainda que irá divulgar, em breve, no seu site oficial (www.der.rj.gov.br) a lista com a localização dos radares assim que estiverem em pleno funcionamento, com o prazo até junho.

Radares estavam desligados desde o ano passado 

No Estado do Rio de Janeiro, os radares da maioria das rodovias estaduais, inclusive a RJ-116, que é o principal acesso à Nova Friburgo para os motoristas oriundos do Rio de Janeiro e Região Metropolitana, foram desligados, desde o segundo semestre de 2025. Na ocasião, o  DER-RJ informou que aguardava a realização de nova licitação, pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, para contratação de uma nova empresa que ficará responsável pela manutenção dos equipamentos de fiscalização de velocidade.  

Em agosto do ano passado, a Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Tráfego (Abeetrans) anunciou que iria recorrer à Justiça para que os radares fossem religados imediatamente, já que os equipamentos são essenciais para conter o excesso de velocidade nas rodovias, principal causa de mortes no trânsito, segundo estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Sem radares, mais acidentes 

A entidade alertou ainda, naquela oportunidade, que o desligamento dos radares, inclusive os das estradas federais, ameaça a meta de reduzir em 50% as mortes no trânsito brasileiro até 2030, prevista no Plano Nacional de Mortes e Lesões no Trânsito. Somente no ano passado, o Brasil registrou 34 mil mortes em rodovias, o que gerou prejuízos de R$ 22,6 bilhões, segundo o Governo Federal. Além de prevenir acidentes causados pelo abuso da velocidade, os radares geram R$ 1,1 bilhão em multas, mas esse montante acabou redirecionado para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), prejudicando a manutenção do PNCV.    
 

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