Polícia Civil alerta para onda de golpes e elabora cartilha com dicas

Com a pandemia, transações bancárias pela internet se consolidam e perigo aumenta
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
(Foto: Paulo Victor)
(Foto: Paulo Victor)

As transações bancárias via internet devem se consolidar cada vez mais como grande canal de relacionamento dos bancos com os clientes. A análise é do diretor de tecnologia da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Gustavo Roxo. Segundo ele, a tendência faz com que a característica das agências bancárias como locais para realização de negócios se fortaleça ao longo dos anos.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Banco Central, de cada dez operações bancárias no Brasil, três já são realizadas pela internet. De acordo com o levantamento, foram realizadas 7,2 bilhões de operações bancárias pela rede de computadores no ano passado. O número representa 29,4% de todos os atendimentos realizados pelos bancos no Brasil no ano passado. Em 2007, a internet respondia por 27,4%. O aumento da participação é explicado pelo número de transações, que cresceu 12,8% na comparação com 2007 e atingiu 7,2 bilhões. Assim, a internet se aproxima do uso dos caixas eletrônicos, que realizaram 7,9 bilhões de operações em 2008. Nas agências, o movimento é quase o mesmo: foram realizados 5,6 bilhões de atendimentos, expansão de 0,28% na comparação com 2007. No ano em que foram criadas regras mais rígidas para o atendimento telefônico, o uso dos call centers bancários diminuiu 4,85%, para 2,3 bilhões de operações.

Risco de estelionato 

Atenta a esse crescimento a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro elaborou uma cartilha com orientações à população para os crimes mais comuns de estelionato. De acordo com a chefe do 4º Departamento de Polícia de Área, delegada Raíssa Celles, um dos públicos mais vulneráveis para se tornarem vítimas de golpes são os idosos.

“Quando a pessoa se dá conta que caiu em um golpe, ela fica tão constrangida e envergonhada que não comenta com ninguém da família, muito menos comunica o fato à autoridade policial. Mas é fundamental que a pessoa faça o registro de ocorrência para que a Polícia Civil possa fazer a investigação e chegar à autoria do crime”, afirmou a delegada.

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que os crimes de estelionato aumentaram mais de 70% em junho em relação ao mesmo período do ano passado. Também em junho, os casos de estelionato em ambiente virtual apresentaram aumento relevante: passaram de 9,2% em junho de 2019 para 29,7% em junho de 2020. Segundo Celles, atualmente, um dos golpes mais comuns é o que utiliza o aplicativo de mensagens WhatsApp.

“Os criminosos se passam pelo dono da linha e pedem uma quantia de dinheiro aos contatos. Grande parte das vezes são valores até R$ 3 mil para não despertar muita atenção. Os amigos acreditam que possam estar falando com o (a) amigo (a) e fazem a transferência. Nossa orientação é que, ao utilizar o aplicativo, a pessoa possa colocar uma senha dupla para tentar burlar a ação dos estelionatários”, disse a policial.

Novo golpe

A delegada lembrou ainda outro golpe que tem sido feito ultimamente no Estado do Rio: “O golpe mais recente na praça é o do motoboy do banco. Uma pessoa faz contato por telefone se passando por um funcionário de um banco. E, diz que houve uma compra em um valor elevado. Para que a compra seja cancelada, o criminoso afirma que um motoboy vai buscar o cartão que teria sido clonado, mas, antes, pede que a vítima confirme alguns dados e inutiliza o objeto. Ela entrega o cartão para o motoboy, mas eles conseguem ter acesso ao chip e fazem compras indevidamente”, falou.

 

Orientações da Polícia Civil para não cair em golpes

- Nunca dê informações pessoais por telefone;

- Operações bancárias devem ser feitas, de forma prioritária, na própria agência e, dê preferência, com o gerente da conta;

- Caso for fazer alguma compra na internet, procure sites confiáveis, que tenham boa reputação e que sejam seguros. Ao menor indício de golpe, não conclua a compra;

- Caso atenda uma ligação de trote, não dê qualquer dado pessoal e tente fazer contato com a suposta vítima;

- Caso seja vítima de um golpe, comunique o crime em uma delegacia de Polícia Civil. Leve todos os documentos que possam comprovar a fraude para que a polícia tenha todos os elementos para a investigação.

 

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