Pesquisa do Dieese aponta aumento no preço da cesta básica

Consumidores de Friburgo também se queixam da alta em alimentos de primeira necessidade
quinta-feira, 09 de julho de 2026
por Isabella Rodrigues (*)
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro

O preço da cesta básica subiu em 17 capitais brasileiras. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado do Rio de Janeiro apresentou uma das cestas mais caras no mês de junho, com o custo médio de R$ 920,94, correspondendo a um aumento de 0,71% em relação a maio, obrigando os fluminenses a terem que recorrer a alternativas na hora das compras nos supermercados para tentar economizar.

Um dos principais alimentos que representa o aumento das cestas básicas atualmente é o feijão carioca, que obteve em maio um aumento de 6,44%. Além disso, no Rio de Janeiro, entre os meses de maio e junho, nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica também obtiveram um aumento nos preços médios. São eles, farinha de trigo (5,13%), tomate (4,60%), feijão preto (3,78%), manteiga (1,57%), arroz agulhinha (1,28%), carne bovina de primeira (1,06%), pão francês (0,67%), banana (0,37%) e leite integral (0,27%).

Alta em Friburgo 

Nos supermercados de Nova Friburgo os consumidores também observam aumentos nos preços de alguns alimentos de primeira necessidade. Uma pesquisa feita por A VOZ DA SERRA aponta alta recente nos preços do arroz. O pacote com cinco quilos custa entre R$ 18,99 e R$ 26,99; o feijão entre R$ 5,99 e R$ 9,99, o quilo e a carne de primeira variando entre R$ 30 e R$ 49 o quilo. O tomate, apesar de não apresentar uma alta superior ao início de junho – quando chegou a R$ 18,99 em alguns estabelecimentos do município – está custando atualmente R$ 5,99, em média, o quilo.

Justificativa para os aumentos

De acordo com a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), um dos principais motivos deste aumento é a redução da área cultivada de grãos e as adversidades climáticas, que prejudicaram as duas primeiras safras de 2026. Esse desequilíbrio eleva os custos logísticos e de insumos em toda a cadeia de alimentação, afetando os supermercados e o consumidor final.

Em outras capitais, os preços chegaram a ser superiores ao Rio de Janeiro, como São Paulo, com o custo médio de R$ 965,47, e Cuiabá-MT, com R$ 937,65. Como as principais elevações no ano, estão Boa Vista-RR (3,28%), Palmas-TO (3,01%), Rio Branco-AC (2,20%) e Porto Alegre-RS (2,18%). Já a variação acumulada deste ano chegou a 16,27%.

(Com informações da Agência Brasil e Asserj)

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim 

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