Ondulações no asfalto em Duas Pedras: um tormento que já dura vários anos

Moradores e motoristas relatam tombos e acidentes
quinta-feira, 18 de junho de 2020
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)

 

Mais uma vez A VOZ DA SERRA voltou ao trecho da rodovia RJ-130 (Nova Friburgo-Teresópolis), para ouvir os pedidos de moradores, pedestres e motoristas por melhorias no asfalto. Segundo uma moradora, os perigos ocasionados por ondulações no  asfalto ocorrem há pelo menos quatro anos, desde que o trecho inicial da rodovia, próximo ao trevo de Duas Pedras recebeu reparos.

Todos os entrevistados pela equipe de reportagem reclamaram da qualidade do piso e alertaram para o perigo constante que coloca em risco a vida de quem utiliza uma das vias de entrada e saída mais importantes da cidade. “Eu mesmo já tropecei aqui e por sorte não foi grave, mas já vi senhoras caírem. A faixa de pedestre está apagada, não existe mais. Ainda não teve uma vítima fatal, mas isso é uma questão de tempo. Nesse trecho já aconteceram vários acidentes”, informou Dádivo Fragoso, que mora em Duas Pedras há 50 anos (foto).

Soma-se ao perigo constante, os prejuízos materiais que diversos motoristas precisam arcar pela utilização frequente da RJ-130. Márcio Barros costuma passar com seu carro diariamente pelo local e ao falar com nossa equipe disse que é comum ter problemas mecânicos. “Há pouco tempo eu tive que refazer a suspensão do meu carro que está sempre dando problema porque isso aqui é um absurdo. O trânsito nessa região é muito pesado. Quando foi colocado o asfalto novo deveriam ter interditado a via para que ele secasse, mas não fizeram isso e surgiram esses enromes calombos no meio da pista”, observa.     

O motociclista Ivo Pinheiro que também costuma utilizar a via para realizar entregas se sente inseguro ao passar pelo trecho. “Esses ressaltos no meio da pista tornam o caminho muito difícil. Eu já passei muito perrengue nesse trecho, é um lugar muito perigoso”, alertou. Elisabeta Tosto e mãe Maria Linda, de 87 anos, moram às margens da RJ- 130 e segundo elas, acidentes provocados pelas falhas são frequentes. Elisabeta contou que se sente insegura para ficar na varanda de sua casa porque, por duas vezes, dois carros perderam o controle bateram no muro e foram parar dentro de sua residência. Segundo ela, os moradores já fizeram apelos ao DER (Departamento Estadual de Estradas de Rodagem) para corrigir o problema, sem êxito.

“Na época das Olimpíadas esse trecho passou por uma reforma, mas não teve manutenção e a estrada está abandonada. A minha mãe foi uma das que tropeçou e caiu. A sorte é que eu estava em casa e quando vi, fui correndo para tirá-la do asfalto. Cabe ao Estado fazer esse conserto. Isso já é um pedido antigo. Se tivesse um radar para controlar a velocidade dos carros seria muito mais eficaz do que ter um quebra molas que por sinal, está todo torto”, pediu.

O tombo de dona Maria Linda aconteceu há poucos meses. Para ela, a situação só vai melhorar caso uma tragédia aconteça com “alguém importante”. “Por conta dessa elevação, eu caí nesse degrau que fica no meio da pista. Ia bater com o rosto no chão, mas coloquei a mão para me proteger e acabei ralando o joelho. Para ter uma melhora, só se uma autoridade se machucar, porque nós somos pequenos”, lamentou.

Tentamos contato com o DER-RJ para saber como o órgão pretende recuperar o trecho que há quatro anos tem tirado o sono de muita gente, mas até o fechamento desta reportagem não obtivemos resposta. 

 

LEIA MAIS

Em sessão regulatória, órgão estadual foi responsabilizado pela execução por se tratar de obra de grande porte, fora do contrato de concessão

Em todo o estado, foram 22 blitzes no fim de semana; 118 foram parados na cidade na última sexta

Empresa a ser contratada fará recapeamento e recuperação da rede de drenagem, entre outras melhorias, durante um ano

Publicidade

Apoie o jornalismo de qualidade

Há 76 anos A VOZ DA SERRA se dedica a buscar e entregar a seus leitores informações atualizadas e confiáveis, ajudando a escrever, dia após dia, a história de Nova Friburgo e região. Por sua alta credibilidade, incansável modernização e independência editorial, A VOZ DA SERRA consagrou-se como incontestável fonte de consulta para historiadores e pesquisadores do cotidiano de nossa cidade, tornando-se referência de jornalismo no interior fluminense, um dos veículos mais respeitados da Região Serrana e líder de mercado.

Assinando A VOZ DA SERRA, você não apenas tem acesso a conteúdo de qualidade, mantendo-se bem informado através de nossas páginas, site e mídias sociais, como ajuda a construir e dar continuidade a essa história.

Assine A Voz da Serra

TAGS: Trânsito | acidente | obra