Nova Friburgo concentra o maior número de reservas particulares naturais

Paraísos naturais preservados avançam graças ao engajamento dos proprietários de terras na preservação da Mata Atlântica e sua diversidade biológica
sábado, 03 de julho de 2021
por Jornal A Voz da Serra
Além da APA municipal, a região de Macaé de Cima é protegida também por RPNNs (Foto: Regina Lo Bianco)
Além da APA municipal, a região de Macaé de Cima é protegida também por RPNNs (Foto: Regina Lo Bianco)

Nova Friburgo concentra o maior número de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) reconhecidas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). São 17 reservas que totalizam 496,04 hectares de área de Mata Atlântica protegidas.

As RPPNs são unidades de conservação de proteção integral criadas em propriedade privada, estratégicas para a conservação do bioma, cujas atividades permitidas são educação ambiental, turismo e pesquisa científica. Elas são criadas voluntariamente por iniciativa de seus proprietários, e averbadas junto ao Registro Geral de Imóveis. O reconhecimento de reserva é para sempre e acompanha a vida da propriedade.

De acordo com o estado do Rio de Janeiro, estes paraísos naturais preservados estão avançando pelo Estado, também, graças ao engajamento dos proprietários de terras na preservação da Mata Atlântica e sua diversidade biológica.

O médico e ambientalista Bernardo Ferrer é dono de duas reservas na zona rural de Nova Friburgo: a Reserva Ecológica Rio Bonito de Lumiar, reconhecida em março de 2018, com 158 hectares; e a mais recente, Canto da Coruja, reconhecida em agosto de 2020 com 2,4 hectares. As duas são contíguas e ajudam a proteger o córrego Abraão, um dos desvios do rio Macaé.

"É fundamental o envolvimento dos governantes nas questões do ambiente e, no nosso caso, nas questões que afetam as Reservas. Temos um potencial de criação de novas áreas de proteção no Estado do Rio, possibilitando inclusive a formação de mosaicos de RPPNs. Essas áreas agregam um nível de preservação, proteção integral, de caráter perpétuo, garantindo o bioma para as próximas gerações", enfatizou Ferrer. (Fonte: g1.globo.com)

Estudo do Inea

O volume de floresta nativa no estado do Rio de Janeiro manteve-se relativamente estável entre 2007 e 2018, ocupando cerca de 30% da área total do território fluminense (1,3 milhão de hectares). Os dados são de estudo inédito, elaborado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, sobre a evolução e tendências da cobertura vegetal e uso do solo no estado nos últimos 13 anos.

A tendência na redução do desmatamento no estado pode estar associada, principalmente, ao efeito de ações de fiscalização e conscientização preservação das áreas remanescentes de floresta ao longo desses anos. Atividades voltadas para coibir o desmatamento, somadas às ações para a conservação, como a criação, ampliação e gestão de áreas legalmente protegidas, têm trazido resultados positivos para a proteção do bioma no estado.

Estudos semelhantes, desenvolvidos por outras instituições e organizações não governamentais da área ambiental, seguem as mesmas tendências apresentadas pelo estudo do Inea, comprovando a baixa variação da área de cobertura vegetal do estado ao longo da última década.

O mapeamento é realizado na plataforma Google Earth Engine, que compila imagens de satélite de diversas fontes e apresenta alta capacidade de processamento em volume dados. Essa ferramenta possibilitou realizar os procedimentos de forma mais ágil pelos técnicos do Inea. O mapeamento completo e os dados gerados no estudo estão disponíveis para visualização e download no Portal GeoInea (www.inea.rj.gov.br/portalgeoinea), canal de compartilhamento de geoinformações do instituto.

 

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