Ministra faz apelo para população evitar focos do Aedes aegypti

Cerca de 75% dos criadouros do mosquito estão dentro das casas
quinta-feira, 08 de fevereiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra
(Foto: Pexels)
(Foto: Pexels)

Em pronunciamento em emissoras de rádio e TV na noite de terça-feira, 6, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, fez um apelo para que os brasileiros adotem cuidados para evitar a proliferação de criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, dentro de casa.Segundo a ministra, pelo menos 75% dos focos estão localizados nas residências.  “Precisamos redobrar os cuidados com as nossas casas e nas áreas em volta delas. Precisamos tampar as caixas d’água, descartar o lixo corretamente, manter as vasilhas de água dos animais sempre limpas, guardar garrafas e pneus em locais cobertos, retirar água acumulada dos vasos e plantas”, disse.

Nísia Trindade pede ainda que as pessoas recebam os agentes de endemias, que irão ajudar a eliminar os focos. “Ajude-os na localização e na erradicação de possíveis focos do mosquito em sua casa e na sua vizinhança”, enfatizou a ministra.

“É fundamental que os prefeitos intensifiquem os cuidados com a limpeza urbana, evitando o acúmulo de lixo e de água onde os mosquitos se proliferam. Da mesma forma, é essencial a ação dos governadores, apoiando seus sistemas de saúde”, afirmou, citando que o Ministério da Saúde ampliou em R$ 1,5 bilhão o repasse a estados e municípios para conter o avanço da doença. “Agora é hora de todo o Brasil se unir contra a dengue”, ressaltou.

Calor e chuvas

No discurso, a ministra atribui a situação de emergência enfrentada por diversas cidades do país ao calor recorde e as chuvas acima da média, registrados desde o ano passado, que levaram ao crescimento dos focos do mosquito Aedes aegypti. A explosão de casos de dengue em diversas regiões do país fez com que pelo menos quatro estados – Acre, Minas Gerais e Goiás, além do Distrito Federal – decretassem situação de emergência em saúde pública. Estima-se que o Brasil pode contabilizar mais de 4,1 milhões de casos ao longo deste ano. Nesta quarta-feira, 7, o Governo do Estado do Rio de Janeiro confirmou a primeira morte por dengue desde o agravamento da doença. O paciente morava na capital fluminense, onde outras seis mortes suspeitas continuam sendo investigadas.   

Vacinação

Sobre a vacinação, Nísia Trindade disse que a campanha com o imunizante japonês Qdenga ocorrerá de forma progressiva, em razão do número limitado de doses fornecidas pelo laboratório fabricante, Takeda. Na primeira fase, terão prioridade as crianças entre 10 e 14 anos, faixa etária com o maior número de internações pela doença. O imunizante será distribuído para 521 municípios por terem maior incidência da doença. No Estado do Rio, nenhum município do interior foi contemplado nesta ação. “Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde coordenará um esforço nacional para ampliar a produção e o acesso a vacinas para dengue, disse a ministra.

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