Mercado de trabalho desacelera e Friburgo registrou saldo negativo em janeiro

Município teve 2.008 demissões e 1.992 contratações no período
quarta-feira, 04 de março de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Freepik
Foto: Freepik
O mercado de trabalho brasileiro iniciou 2026 em ritmo mais lento. Em janeiro, o saldo entre contratações e demissões foi de 112.334 postos com carteira assinada em todo o país, uma queda de 27,24% em relação ao mesmo período do ano passado e o pior resultado para o mês desde 2024. Apesar da desaceleração, o Brasil soma hoje 48,57 milhões de trabalhadores formais.

Apesar do resultado geral negativo, a indústria friburguense apresentou desempenho positivo, com a abertura de 181 vagas
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira, 3, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado de 12 meses, foram criadas 1,22 milhão de vagas CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), alta de 2,6% frente ao período anterior, indicando que, embora mais lento, o mercado ainda mantém saldo positivo.

Em Nova Friburgo, o saldo de janeiro ficou negativo em 16 postos de trabalho. O número resulta de 2.008 demissões frente a 1.992 admissões no mês. Apesar do resultado geral negativo, a indústria friburguense apresentou desempenho positivo, com a abertura de 181 vagas formais. O comércio, por sua vez, seguiu a tendência nacional e fechou 96 postos. O setor de serviços também registrou retração, com saldo negativo de 97 vagas.

A construção civil perdeu duas oportunidades, mesmo resultado da agropecuária. No recorte por gênero, os homens tiveram redução de 29 postos formais, enquanto as mulheres registraram saldo positivo de 13 vagas.

O acumulado de 2025 já aponta para o fechamento de 201 vagas no município, indicando que o ano começa com desafios para a recuperação do emprego formal na cidade.

Região Serrana acompanha desaceleração

Outros municípios da região também registraram oscilações. Bom Jardim perdeu 98 vagas em janeiro. Cordeiro apresentou saldo positivo de 14 postos, enquanto Cantagalo criou 22 vagas formais. Duas Barras teve retração de 18 empregos.

Entre as maiores cidades serranas, Petrópolis fechou 173 postos de trabalho no primeiro mês do ano, e Teresópolis registrou saldo negativo de 44 vagas. O desempenho regional acompanha a desaceleração nacional, influenciada principalmente pelo custo do crédito elevado e pelo comportamento sazonal do comércio. 

A expectativa agora se volta para as próximas decisões do Banco Central e seus possíveis reflexos sobre o ritmo da economia e do mercado de trabalho ao longo de 2026.

Impacto com juros altos

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o cenário de juros elevados impactou diretamente o ritmo das contratações em todo o Brasil no mês de janeiro. Na primeira reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil manteve a Taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou um possível corte em março. “O ritmo dos juros praticado iria levar a uma redução na velocidade da criação de novas vagas”, afirmou o ministro.

Comércio puxa resultado para baixo

O principal impacto negativo veio do comércio, que fechou 56,8 mil vagas em janeiro no país. O movimento é considerado sazonal, reflexo das demissões de temporários contratados no fim do ano para atender às festas de Natal e Ano-Novo.

Na contramão, a indústria abriu 54,9 mil postos e a construção civil criou 50,5 mil vagas, ajudando a conter uma queda mais acentuada no saldo geral. Os dados apontam ainda crescimento de renda. O salário médio de admissão chegou a R$ 2.428,67, alta de 1,77% em comparação com janeiro de 2024, aumento de R$ 41,58.

Entre os estados, os melhores desempenhos foram registrados em Mato Grosso (1,92%), Santa Catarina (0,72%) e Goiás (0,66%). Já Acre (-0,77%), Alagoas (-0,60%) e Rio de Janeiro (-0,33%) tiveram os piores saldos proporcionais.

 

 
 

Apoie o jornalismo de qualidade

Há 81 anos A VOZ DA SERRA se dedica a buscar e entregar a seus leitores informações atualizadas e confiáveis, ajudando a escrever, dia após dia, a história de Nova Friburgo e região. Por sua alta credibilidade, incansável modernização e independência editorial, A VOZ DA SERRA consagrou-se como incontestável fonte de consulta para historiadores e pesquisadores do cotidiano de nossa cidade, tornando-se referência de jornalismo no interior fluminense, um dos veículos mais respeitados da Região Serrana e líder de mercado.

Assinando A VOZ DA SERRA, você não apenas tem acesso a conteúdo de qualidade, mantendo-se bem informado através de nossas páginas, site e mídias sociais, como ajuda a construir e dar continuidade a essa história.

Assine A Voz da Serra

TAGS: