Fogos de artifício no Ano Novo exigem atenção redobrada com a saúde e a segurança dos pets

Veterinários recomendam adequar ambiente para manter os animais em locais seguros, com cortinas e janelas fechadas para reduzir o barulho
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Freepik
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O réveillon, marcado por celebrações, festas e a tradicional queima de fogos de artifício, também representa um período de alerta para quem convive com animais de estimação. Apesar dos fogos fazerem parte das comemorações de fim de ano, o barulho intenso das explosões pode provocar medo, sofrimento físico e até situações de risco para cães e gatos.

Com uma audição muito mais sensível do que a humana, os animais costumam reagir de forma intensa aos sons dos fogos. Tremores, taquicardia, salivação excessiva, tentativas de fuga e comportamentos compulsivos estão entre as reações mais comuns. Em casos mais graves, o pânico pode levar a acidentes, como quedas de janelas, muros ou portões, além de crises convulsivas e desorientação.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), o estresse causado pelo ruído não se limita ao comportamento. As explosões sonoras podem provocar alterações fisiológicas importantes, como aumento da pressão arterial e do ritmo cardíaco, colocando em risco principalmente animais idosos ou que já apresentam problemas de saúde.

A principal recomendação dos especialistas é a prevenção. Preparar o ambiente com antecedência faz diferença: manter os pets em locais fechados e seguros, com janelas e cortinas fechadas, ajuda a reduzir o impacto do som. Ruídos constantes, como televisão ou música em volume moderado, também podem funcionar como uma barreira sonora e trazer mais conforto ao animal.

O uso de medicamentos sem orientação profissional é fortemente contraindicado. Sedativos e ansiolíticos só devem ser administrados com prescrição de médico-veterinário, após avaliação individual. A automedicação pode causar efeitos colaterais sérios, incluindo intoxicações, alterações neurológicas, depressão respiratória e outros riscos à saúde do animal.

Segundo o presidente do CRMV-RJ, Diogo Alves, a postura dos tutores durante o barulho também influencia o comportamento dos pets. “Reações exageradas ou tentativas excessivas de acalmar o animal podem reforçar o medo. O ideal é manter a rotina e oferecer um ambiente seguro, sem transmitir ansiedade”, orientou.

O conselho reforça ainda que técnicas como a dessensibilização sonora podem ser adotadas em casos de animais mais sensíveis, desde que conduzidas por profissionais capacitados e com planejamento prévio. Celebrar o fim de ano, segundo os especialistas, não deve significar colocar vidas em risco. O cuidado com os animais precisa fazer parte da organização das festas e das comemorações.

 

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