O diretor nacional do programa ‘Agora Tem Especialistas’, Rodrigo Alves Torres Oliveira, cumpriu agenda oficial na Região Serrana no último sábado,20. Vindo de Brasília, o diretor aproveita a passagem pelo município para apresentar os objetivos e os impactos do programa, que recentemente passou a ter força de lei, consolidando-se como política pública permanente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante a visita, o diretor detalhou como o ‘Agora Tem Especialistas’ busca ampliar e qualificar o acesso da população à atenção especializada, reduzindo filas por consultas, exames e procedimentos, especialmente em regiões que historicamente enfrentam déficit de especialistas.
A agenda de Torres Oliveira inclui visita à Prefeitura Municipal de Nova Friburgo, à Maternidade Municipal e ao Hospital Raul Sertã. Também aconteu uma reunião com representantes de hospitais particulares da região, com o objetivo de discutir estratégias de integração da rede de saúde e ampliar a capacidade de atendimento especializado.
Rodrigo Alves Torres Oliveira é médico, com ampla trajetória na gestão pública. Já foi secretário municipal de Saúde em cidades como Niterói, Angra dos Reis e Silva Jardim, além de ter atuado em programas nacionais e em instituições ligadas à regulação e à provisão de profissionais de saúde.
Sobre o programa
O Programa ‘Agora Tem Especialistas’ passou a integrar oficialmente a legislação brasileira, sendo uma política permanente voltada à redução das filas por consultas, exames e procedimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa foi transformada em lei após a aprovação no Congresso Nacional e sanção presidencial, garantindo continuidade às ações independentemente de mudanças de governo.
A proposta central do programa é ampliar o acesso da população à atenção especializada, considerada um dos principais gargalos da saúde pública no país. Para isso, a legislação autoriza o fortalecimento da articulação entre a rede pública e o setor privado, permitindo que hospitais e clínicas utilizem sua capacidade instalada para atender pacientes do SUS. Em contrapartida, essas instituições podem receber incentivos, como créditos tributários ou a possibilidade de conversão de dívidas em prestação de serviços.
A lei também prevê a organização e o monitoramento das filas de espera, com maior integração entre a atenção básica e especializada, além do uso da telemedicina como estratégia para acelerar diagnósticos e acompanhamentos, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros. Pacientes com câncer estão entre as prioridades do programa, com garantia de acesso a tratamentos como a radioterapia e apoio logístico quando necessário.
Outro ponto incorporado à legislação é o estímulo à formação e à fixação de médicos especialistas no SUS, por meio de programas de incentivo e apoio à atuação em áreas com maior carência desses profissionais. Com isso, o programa passa a atuar não apenas na redução imediata das filas, mas também na estruturação do sistema a médio e longo prazo.




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