A bandeira tarifária nas contas de luz dos brasileiros continuará verde neste mês. O anúncio foi feito na última sexta-feira, 30 de janeiro, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso significa que não haverá cobrança adicional nas faturas de consumo. Desde janeiro, a bandeira tarifária mantém-se na classificação verde devido ao volume significativo de chuvas nos últimos meses, o que tem evitado o acionamento de usinas termelétricas. Em novembro e dezembro, os consumidores tiveram acréscimos nas contas com a adoção das bandeiras vermelha e amarela.
O que são as bandeiras tarifárias
O sistema, implantado em 2015, é uma forma diferente de apresentar um custo que já estava na conta de energia, mas que geralmente passava despercebido. Não existe, portanto, um novo custo, mas um sinal de preço que sinaliza para o consumidor o custo real da geração no momento em que ele está consumindo a energia, dando a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim desejar.
Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
Como funciona o sistema de cores
O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.
Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha patamar 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:
·Bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;
·Bandeira amarela (condições menos favoráveis) – cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh);
·Bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 4,46 a cada 100 kWh);
·Bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 7,87 a cada 100 kWh).
Fonte: G1

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