Chuva: queda de árvore interditou a RJ-116 por 3h na noite de sexta

Incidente provocou nó no trânsito em Mury; postes e fiação derrubados energizaram o asfalto
sábado, 08 de janeiro de 2022
por Adriana Oliveira (aoliveira@avozdaserra.com.br)
A árvore atravessada nas pistas (Foto: Divulgação Rota 116)
A árvore atravessada nas pistas (Foto: Divulgação Rota 116)

As chuvas persistentes que caem sobre Nova Friburgo por dias seguidos provocaram na noite desta sexta-feira, 7, a queda de uma árvore que interditou por três horas o principal acesso à cidade, a RJ-116.

A concessionária que administra a estrada, a Rota 116, registrou o incidente às 18h52, quando era relativamente intenso o fluxo de veículos em direção ao Centro. Não houve feridos.

A rodovia foi interditada nos dois sentidos na altura do Km 71, em Mury. Galhos atingiram a rede de energia, derrubando postes e fiação sobre o asfalto. Motoristas que tentaram usar o desvio pela antiga Linha do Trem também também enfrentaram congestionamentos, pois a via estreita e esburacada não suportou a quantidade de veículos.

Segundo a Rota, a liberação das pistas demorou pois foi preciso a concessionária Energisa fazer antes todo o trabalho de suspensão da energia, aterramento da rede e recomposição do sistema,  sob chuva forte. Somente às 21h19, com os trabalhos da concessionária de energia concluídos, o trecho começou a funcionar no sistema pare e siga, depois que homens da Rota  tiveram segurança para fazer  a limpeza, desobstrução e liberação das pistas.

Outro caso

No fim da manhã deste sábado, 8, a RJ-116 voltou a ter o tráfego interditado, nos dois sentidos, também por queda de árvore sobre a rede elétrica (foto acima). Desta vez o incidente ocorreu no Km 67, em Theodoro de Oliveira. Equipes da Energisa foram acionadas e, às 14h, o trânsito já estava em sistema de pare e siga.

Na véspera, a Defesa Civil de Friburgo só foi acionada (199) para duas pequenas ocorrências emergenciais, ambas também sem vítimas. Na primeira, uma árvore caiu no Bairro da Graça, em Olaria, atingindo um veículo estacionado. A segunda  foi  uma pequena queda de barreira na RJ-150, no distrito de Amparo. Outra árvores caiu sobre a Estrada Velha de Amparo nesta sexta (foto abaixo, de leitor).

As madrugadas de chuva constante vem tirando o sono de muitos friburguenses, preocupados com a lembrança da tragédia de 2011, que completa 11 anos na próxima quarta, 12 

Balanço da Defesa Civil

A Secretaria de Defesa Civil de Nova Friburgo informa que nas últimas 24 horas (entre a manhã de sexta-feira, 7, e a manhã deste sábado, 8,  a cidade registrou chuva fraca, com volume médio de 40,9mm. A localidade que registrou maior volume foi Duas Pedras, com 47,6mm. 

Durante esse período, as equipes da Defesa Civil atenderam a cinco ocorrências emergenciais: duas ameaças de queda de árvores, sendo uma na Rua Avelino Frotté, no bairro Cascatinha, e outra na Rua do Recreio, no Córrego Dantas; duas quedas de árvores, ainda na noite de sexta, a primeira na RJ-150, na altura do Alto da Chácara do Paraíso, e a segunda na Alameda Marquês de Barbacena, no Parque São Clemente; e um imóvel com trincas e/ou rachaduras na Rua Júlio Perissê, no bairro Perissê. Não há registro de vítimas ou pessoas desalojadas. 

A cidade permanece com previsão de chuva fraca a moderada, com possibilidade de pancadas de chuva forte de forma rápida e isolada. As equipes da Defesa Civil seguem de prontidão e atendem pelo telefone 199.

Risco de tempoeais no fim de semana

Na previsão do Climatempo, as chuvas continuam nos próximos dias e há risco de temporais no interior do Estado do Rio neste fim de semana. As áreas de instabilidade são provocadas por uma(Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), como é chamado o canal de umidade que vem da Amazônia em direção ao litoral do Sudeste, espalhando muitas nuvens e chuva sobre grande parte do Brasil. 

Como A VOZ DA SERRA já  noticiou, janeiro deverá ser mais chuvoso do que o normal.  Tudo por causa do fenômeno La Niña (resfriamento das águas do Oceano Pacífico), que  se estabeleceu na primavera de 2021 e continuará ativo durante todo o verão de 2022. Neste mês de  janeiro, o La Niña ajudará a manter as chuvas acima da média sobre o Centro-Norte do país e abaixo da média na Região Sul.  Nas demais regiões, incluindo o Sudeste, a chuva deve ser regular e volumosa, com acumulados acima da média histórica.

 

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TAGS: Clima