Chegada de diferentes imunizantes, como Pfizer, faz surgir “sommelier de vacina”

Imunologista diz que todas as marcas disponíveis hoje no Brasil são eficazes e seguras e aconselha tomar logo qualquer uma das três
quarta-feira, 09 de junho de 2021
por Adriana Oliveira (aoliveira@avozdaserra.com.br)
A americana Pfizer: a
A americana Pfizer: a "queridinha" entre as vacinas contra a Covid (Reprodução da web)

A chegada semanal de novas remessas de imunizantes contra a Covid-19 em Nova Friburgo, seja Coronavac, AstraZeneca ou Pfizer, e o início do cadastramento para a futura aplicação na população em geral, de 18 a 59 anos, criou, também aqui, um personagem no mínimo curioso: o “sommelier de vacina”. 

Alimentados pela desconfiança em relação aos imunizantes nacionais produzidos com insumos importados, por informações desencontradas sobre reações adversas e níveis de proteção contra diferentes variantes e até pelo receio de não poder carimbar o passaporte para viajar, muitos friburguenses torcem pela vacina americana Pfizer, quando chegar a vez de sua faixa etária. Lamentavelmente, alguns que recusaram a Coronavac/Butantan hoje lutam pela vida numa UTI.

No início desta semana, por exemplo, o governo do estado distribuiu mais 247.790 doses de vacinas para os 92 municípios fluminenses,  sendo 192.800 de Oxford/AstraZeneca e 54.990 doses de Pfizer (primeira dose). As primeiras doses da Pfizer chegaram a  Friburgo em 24 de maio.  Desta vez, porém, Friburgo recebeu 2.410 apenas da AstraZeneca e abriu o cadastramento (ACESSE AQUI) para a vacinação da população em geral, de 18 a 59 anos, sem comorbidades. O cadastro poderá ser feito até a próxima segunda-feira, 14. O início da vacinação por faixa etária depende agora da chegada de novas remessas, que poderão incluir qualquer uma das marcas, numa espécie de roleta da imunização contra a Covid-19.

O fato é que todas as vacinas disponíveis no Brasil foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e têm, pelo menos até agora, eficácia comprovada. Segundo a infectologista do Hospital Sírio-Libanês Mirian Dalben, ouvida pelo jornal O Estado de S.Paulo, todas as vacinas disponíveis hoje no país são eficazes e seguras. "É muito complicado comparar a eficácia global das vacinas. O estudo da Pfizer foi feito antes de a maioria das variantes surgir, no meio do ano passado, e a da Coronavac, depois. Pode ser que depois de um tempo, no futuro, possa se dizer que uma é melhor que a outra para determinada população. O importante agora é tomar qualquer uma das três e não adiar. Não dá para ser sommelier de vacina", disse ela ao Estadão.

Por enquanto, a imunização com a Coronavac não garante o acesso à União Europeia. Desde 26 de janeiro, passageiros que nos últimos 14 dias estiveram em uma série de países, por causa das variantes, também estão proibidos de entrar nos EUA. No início deste mês, no entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou o uso emergencial da Coronavac, a mais comum no Brasil, num passo importante para que a UE comece a aceitar a entrada de pessoas já imunizadas com ela. Hoje, para quem tomou a vacina produzida no Instituto Butantan, o acesso à UE é condicionado à apresentação de um teste de PCR feito até 72 horas antes do embarque e a uma quarentena de 14 dias no país de desembarque, com isolamento e rastreio de contatos.

 

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