A virada do ano chega em momentos diferentes nos quatro cantos do mundo. Países da Oceania como Austrália e Nova Zelândia, por exemplo, estão entre os primeiros a dar as boas-vindas ao novo ano. Enquanto isso, lugares como Havaí, Samoa Americana e duas ilhas periféricas dos Estados Unidos serão os últimos a receberem 2026.
As celebrações em todo mundo vão durar ao todo mais de 26 horas, em 39 fusos horários diferentes, alguns com diferenças de 15 ou 30 minutos, outros que estão mais de 12 horas à frente do Tempo Universal Coordenado.
Conheça como os povos de alguns países festejam a chegada de um novo tempo no planeta Terra:
Canadá
Em pleno inverno e sob temperaturas extremas, alguns canadenses corajosos mergulham em lagos congelantes como promessa de que cumprirão suas metas estabelecidas antes da virada. Por lá, esta atividade é conhecida como Polar Bear Swim, tida como purificadora e perfeita para adentrar o novo ano.
Ainda no gelo, a pesca é organizada nas áreas rurais de Quebec, todo dia 1º de janeiro, acompanhada de comidas e bebidas. Visitar as Cataratas do Niágara, que se enchem de luz neste período do ano, assim como ver a Aurora Boreal, são algumas outras atividades para entrar com o pé direito no ano que chega.
Grécia
Por falar em pé direito, tanto na Grécia como na Escócia, é preciso tomar cuidado com quem entra em sua casa pela primeira vez após as doze badaladas. A pessoa pode representar sorte ou azar, a depender do pé que primeiro cruzar a soleira da porta. É imprescindível que seja o direito.
Nas terras gregas, também é comum que no dia 31 de dezembro, crianças saiam batendo de casa em casa entoando a canção típica “Kalandra” e tocando triângulos.
Por fim, os gregos costumam assar um “vasilopita”, uma espécie de bolo amanteigado, e cortá-lo em fatias precisamente à meia-noite. Quem encontrar a moeda colocada dentro da massa no momento do cozimento tem sorte garantida para o próximo ano.
Colômbia
Já na América do Sul, a Colômbia tem tradições únicas para celebrar o momento da virada! Os moradores locais podem criar bonecos em tamanho real que representem o ano velho e, um pouco antes da meia-noite, jogá-los no fogo para se despedir do ciclo que se encerra. Nesse dia, também é possível que você veja pessoas correndo com malas na mão ao redor de seus quarteirões.
Por mais estranho que possa parecer, é uma tradição local para atrair um novo tempo recheado de viagens e realizações do tipo. Andar com lentilhas no bolso fecha com chave de ouro este conjunto de costumes.
África Ocidental
(sudoeste da Nigéria)
Para o calendário tradicional da cultura iorubá, cujo nome é Cojodá, o ano tem 91 semanas, tendo cada uma delas quatro dias, indo de 03 de junho do calendário gregoriano a 02 de junho do ano seguinte. Nas comemorações do Ano Novo Iorubá, que tomam lugar na 1º semana de julho, é de costume plantar uma muda de “árvore de obi” (Cola acuminata), sinal de cortesia, amizade e ligação entre o mundo espiritual e o mundo físico.
Os iniciados na religião iorubá se dirigem até os templos e assistem o momento em que é descoberto o “odu” (destino) do novo ano. Este sinal dado pelo oráculo do jogo de búzios vai determinar as máximas a serem respeitadas, as oferendas a serem feitas e os demais preceitos que as divindades do panteão africano pedem para proporcionar vida longa a seu povo.
Tailândia
Outro lugar que não comemora o Ano Novo segundo o calendário gregoriano é a Tailândia. No país, cuja população segue majoritariamente o calendário budista, a celebração acontece em 13 de abril e leva o nome de “Songkran”.
Um costume bem interessante e muito bem-vindo no mês mais quente para os tailandeses são as brincadeiras com água. Para os locais, ela representa pureza, mentes inocentes e corações bondosos, um verdadeiro símbolo de bons desejos.
As batalhas de água que tomam lugar nas ruas das cidades, o momento de limpeza das casas e o simples ato de derramar água no solo e nas plantas também afastam energias negativas e chamam chuvas para a época de plantio de arroz.
Brasil
Atualmente, o mais comum durante a comemoração do Ano-Novo é o show de fogos de artifício, além das inúmeras tradições que variam de um país para outro. No Brasil, por exemplo, existem várias tradições herdadas das religiões de matriz africana e afro-brasileira, tais como o candomblé e, principalmente, a umbanda.
O culto a Iemanjá com oferendas ao mar é praticado até mesmo por pessoas que não fazem parte dessas religiões, tendo uma grande receptividade com o público católico. Outro hábito herdado dessas religiões é o ato de vestir-se de branco, uma superstição pela promoção da paz e, na origem, um hábito para reverenciar as cores do Orixá Oxalá.
Para muitos, o Réveillon é um momento de renovação, de planejar ou de colocar em prática planos antigos. Assim, são várias as simpatias e as superstições para que tudo ocorra bem, como comer lentilhas, pular sete ondas (o número sete também se relaciona a religiões e crenças), comer sete sementes de romãs, entre outros inúmeros hábitos.

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