Buraco no Loteamento Tiradentes, em Amparo, faz aniversário de 1 ano

Marcadas para novembro deste ano, obras ainda não começaram e agora estão previstas para janeiro
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
O buraco no Loteamento Tiradentes (Foto: Henrique Pinheiro)
O buraco no Loteamento Tiradentes (Foto: Henrique Pinheiro)

No último dia 22, completou um ano da queda de parte da Rua Jerônimo de Castro e Souza, na altura da curva da morte, no Loteamento Tiradentes. O drama dos moradores que tiveram serviço de ônibus interrompido – e até hoje não foi regularizado – e que ainda correm risco de ficarem totalmente isolados, continua.    Foram muitas indefinições ao longo desses 12 meses, muitas promessas não cumpridas e uma insatisfação constante. A situação pareceu caminhar para uma resolução no final deste ano quando a prefeitura conseguiu a liberação dos recursos e licitou a empresa que atuaria na recuperação da via. 

O início estava previsto para o dia 9 de novembro, com prazo para terminar em 9 de março, mas até o momento, as obras ainda não foram iniciadas. A empresa Itaúba Construtora Ltda é a responsável pela execução do serviço que vai custar R$ 416.125,91. O período das chuvas voltou e os moradores acreditam que o problema possa se agravar por conta da previsão de um verão chuvoso.

Segundo Adriano Machado, um dos voluntários do Núcleo de Proteção e Defesa Civil de Amparo (Nupdec), a verba destinada para o conserto da rua é federal e está sempre disponível nos casos de calamidade pública. “Foi somente pela força da comunidade que a obra saiu e não por vontade de um agente público”, esclareceu.

Segundo Evandro Rocha, membro do Coletivo Vozes do Tiradentes, a obra será iniciada no dia 04 de janeiro. “Funcionários que estavam no local confirmaram a nova data. Eles colocaram novas placas de proteção e o padrão elétrico trifásico necessários para suportar o maquinário, já foi instalado”.

Relembre o caso

No final de 2019, após uma chuva forte, o distrito de Amparo foi seriamente atingido. A tempestade destruiu boa parte da rodovia RJ-150 (Nova Friburgo-São José do Ribeirão) e provocou o deslizamento de praticamente metade da pista de um trecho da Rua Jerônimo de Castro e Souza, conhecido como Curva da Morte. Esse episódio deixou praticamente isolados os moradores do Loteamento Tiradentes que, desde então, estão sem serviço de transporte público. São mais de 300 dias sem que as obras fossem iniciadas.

Por conta da queda de parte da rua, os ônibus da linha Centro-Amparo, que atendem aos moradores do Loteamento Tiradentes, circulam atualmente até cerca de 300 metros antes do local do deslizamento, conhecido como Curva da Morte. Por meses a população ficou sem transporte público. 

Atualmente, um micro-ônibus disponibilizado pela empresa Faol realiza o serviço de baldeação: os passageiros desembarcam do ônibus de linha regular, atravessam o trecho onde houve o deslizamento a pé e embarcam no micro-ônibus para seguir viagem até o ponto final no alto do Loteamento Tiradentes.

No dia 7 de julho, a Associação de Moradores de Amparo (Assamam), o Coletivo Vozes do Tiradentes, entre outros moradores do distrito se reuniram com o então diretor da empresa de ônibus Faol, Paulo Valente, para discutir a situação da localidade que estava sem transporte público regularizado. Segundo o registro feito pelos representantes do distrito, o sentimento foi de frustração por não terem saído da reunião com uma solução.

Na manhã do dia 23 de julho, os moradores realizaram um protesto simbólico na Rua Jerônimo de Castro e Souza, quando cantaram “Parabéns para você”, diante da falta de solução para recuperar a via. Um bolo de aniversário foi preparado e levado próximo ao buraco, onde festejaram de forma irônica, pelos 210 dias sem solução para o problema. Cerca de 50 pessoas participaram da ação com faixas e cartazes, de acordo com um dos moradores. À época, também foi reivindicado pelos moradores a regularização do transporte público no loteamento, que parou de atender aos moradores.

Na véspera do protesto, o prefeito Renato Bravo, junto com o secretário municipal de Defesa Civil, Robson Teixeira, anunciou a liberação pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, através da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, de R$ 470 mil para realização de obras na Curva da Morte. Segundo o prefeito, o processo de licitação para escolha da empreiteira que começaria em breve, demorou três meses.

 

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TAGS: obra | Trânsito