Beleza animal: Diversas espécies raras encontradas no Parque dos Três Picos

Alguns animais, ameaçados de extinção, foram flagrados por câmeras de monitoramento
segunda-feira, 16 de março de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Divulgação Agência Brasil
Foto: Divulgação Agência Brasil

Nas últimas semanas, alguns animais foram registrados em áreas que integram o Parque Estadual dos Três Picos (PETP), a maior unidade de conservação do Estado do Rio de Janeiro, em áreas de Mata Atlântica, em Nova Friburgo. Entre as espécies, um gato-do-mato-pequeno, um tamanduá-mirim, um caxinguelê e um gato-maracajá, todos com imagens captadas por equipamentos do projeto Aventura Animal, coordenado pelo ambientalista Juran Santos, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

O gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus), espécie ameaçada de extinção, foi registrado por câmeras de monitoramento instaladas nas matas da região do Caledônia. O tamanduá-mirim, espécie mamífera da Mata Atlântica, foi registrado a cerca de 2.010 metros de altura, próximo ao Pico do Caledônia. É incomum ter registros do animal devido sua preferência para locais isolados e discretos.

Na área da Estação de Tratamento de Água (ETA) Debossan, no distrito de Mury, foram encontrados um gato-maracajá e um gato-do-mato-pequeno. Além deles, o flagrante de um caxinguelê, esquilo nativo da Mata Atlântica, e uma capivara com seu filhote se destacaram entre os registros.

Onças-pardas

Além do registro de outras espécies, a presença de onças-pardas (puma concolor) no município tem sido documentada com frequência, especialmente no Parque Estadual dos Três Picos e áreas próximas, como o distrito de Amparo. Registros recentes, incluindo vídeos de armadilhas fotográficas do Aventura Animal, mostraram fêmeas e até mãe com filhotes, indicando que a espécie está se reproduzindo e vivendo na área.

Uma onça-parda fêmea foi registrada descansando diante das câmeras do projeto no PETP. 

O registro chama atenção para a riqueza da fauna da Região Serrana e reforça a importância das áreas de conservação para a proteção das espécies que vivem nas matas da região.

O Inea monitora a região, onde mais de uma dezena de onças-pardas já foram catalogadas em áreas do parque. O instituto orienta que, ao encontrar uma onça parda, não se deve correr nem virar as costas. A recomendação é dar espaço para que o animal escape. A onça-parda é uma espécie ameaçada de extinção e o seu monitoramento é fundamental para a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica na região. 

Monitoramento

De acordo com o acompanhamento realizado pelas equipes do projeto Aventura Animal, cada novo registro é considerado fundamental para o trabalho de conservação, pois permite compreender melhor os padrões de circulação, os hábitos e as áreas de uso do animal.

As câmeras são instaladas em pontos estratégicos da mata e permanecem fixas por longos períodos. O método aumenta as chances de flagrar a fauna silvestre sem interferência humana direta, garantindo imagens espontâneas e dados mais precisos sobre o comportamento das espécies.

Na região de Debossan, foram instaladas dez câmeras trap em pontos estratégicos, por meio da parceria do projeto com a concessionária Águas de Nova Friburgo. Desde a instalação, os equipamentos já registraram diversas espécies, como a onça-parda, jaguatirica e jaguarundi. 

Maior parque do estado

Com cerca de 65 mil hectares, o Parque Estadual dos Três Picos é a maior unidade de conservação do Estado do Rio de Janeiro. O território abrange áreas de Nova Friburgo e dos municípios vizinhos de Teresópolis, Guapimirim, Cachoeiras de Macacu e Silva Jardim. Além da sede em Cachoeiras de Macacu, o parque conta com núcleos em Teresópolis, um núcleo de montanha em Nova Friburgo e um núcleo operacional em Guapimirim.

 
  • Foto: Divulgação Aventura Animal

    Foto: Divulgação Aventura Animal

  • Foto: Divulgação

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  • Foto: Divulgação Aventura Animal

    Foto: Divulgação Aventura Animal

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