A presença constante de pombos em praças e demais áreas públicas do centro de Nova Friburgo vem gerando preocupação entre moradores, comerciantes e turistas. Nos últimos meses, a presença dessas aves tornou-se mais intensa em locais de grande circulação, como as praça Dermeval Barbosa Moreira e Getúlio Vargas, principalmente nas imediações da Estação Livre, a antiga rodoviária urbana, hoje considerada um dos pontos mais críticos de infestação.
Além do incômodo causado pela sujeira deixada por onde passam, os pombos representam um problema de saúde pública. As fezes acumuladas atraem moscas, deixam pisos escorregadios e aceleram a deterioração de bancos, monumentos e fachadas. Para quem transita diariamente pelas áreas afetadas, a situação se tornou insustentável.
Comerciantes entraram em contato nos últimos dias com a redação de A VOZ DA SERRA, através do WhatsApp (22) 9 9213 9995, relatando prejuízos e até mesmo o afastamento de clientes, devido aos pombos. Moradores que utilizam a Estação Livre diariamente dizem que o terminal se transformou em um dos principais pontos de risco. O teto alto e a grande área aberta atraem centenas de pombos, que circulam pelo local. “Enquanto esperamos o ônibus, é comum vermos fezes de pombos em todos os cantos. A situação é desagradável e perigosa”, relata um aposentado que utiliza o local para deslocamentos frequentes.
Doenças
O perigo não é apenas estético. Especialistas alertam que os pombos podem transmitir doenças graves. Entre elas, a criptococose, provocada pela inalação de poeira contendo fezes secas da ave, que pode causar infecção respiratória e comprometer os pulmões.
Em pessoas com imunidade baixa, a infecção pode se espalhar pelo sangue, atingindo o sistema nervoso central e levando até à morte. Há ainda riscos de alergias, micoses, meningite, dermatites causadas pelos chamados “piolhos de pombo” e problemas como rinite e bronquite devido à inalação de penugens.
Diante dos riscos, moradores reivindicam ações mais firmes do poder público. A limpeza cotidiana, embora realizada, tem se mostrado insuficiente para conter o avanço das aves. Campanhas educativas para evitar a oferta de alimentos aos pombos e estudos para o controle populacional são medidas apontadas como urgentes.
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Reportagem da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim





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