Ir ao supermercado, ao hortifruti ou até mesmo às feiras livres exige paciência do consumidor, pois para economizar na hora de passar pelo caixa é preciso correr atrás das promoções. Aproveitar os descontos virou regra do bom consumidor. Em setembro, com a aproximação da primavera, alguns itens tendem a ficar mais baratos.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que é a prévia da inflação oficial do Brasil, registrou queda de 0,14% em agosto. Quatro dos nove grupos pesquisados tiveram recuo no período, entre eles Alimentação e Bebidas (-0,53%), com a terceira queda mensal consecutiva, impulsionada pelo subgrupo Alimentação no Domicílio, que recuou 1,02% em agosto.
Essa divisão, influenciada pelos alimentos básicos, registrou quedas expressivas nos preços da manga (-20,99%), batata-inglesa (-18,77%), cebola (-13,83%), tomate (-7,71%), arroz (-3,12%) e carnes (-0,94%).
Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,71% em agosto, em virtude das altas no lanche (1,44%), segundo maior impacto positivo no índice (0,03 ponto percentual), e na refeição (0,40%).
Segundo a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), a prévia da inflação de agosto também aponta queda de preços dos alimentos e bebidas. No período, registraram deflação o café (-0,32%), as carnes (-0,40%) e a manga (-19,96%). Devido à sua maior perenidade, a manga já tinha registrado deflação também em julho (-5,25%).
Já a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) chama atenção para o crescimento acumulado de 2,63% no consumo nos lares brasileiros no primeiro semestre de 2025. Em comparação ao mesmo período de 2024, o aumento foi de 2,83%.
As entidades confirmam que os consumidores estão realizando mais pesquisas de preço em estabelecimentos diferentes e o hábito das compras mensais ou semanais vem diminuindo. O consumidor busca promoções e acaba indo mais vezes ao supermercado. Nos últimos meses, principalmente por conta da alta constante dos preços dos alimentos nas prateleiras, muitas pessoas estão migrando para outras redes do varejo ou até mesmo optando por fazer compras em mercados de menor porte, nos bairros.
Só no Estado do Rio de Janeiro, de acordo com levantamento da Asserj, 62% dos consumidores afirmaram que estão pesquisando mais promoções e fazendo compras em mais de um supermercado. Cerca de metade dos entrevistados revelou aproveitar os dias de oferta e utilizar os aplicativos de descontos das redes para gastar menos.
Algumas redes costumam fazer promoções de determinados itens em um dia da semana, buscando fidelizar clientes. Com isso, ir às compras praticamente todos os dias para aproveitar as promoções tem se tornado um hábito para muita gente ávida por economizar no final das contas.
Produtos que podem ficar mais baratos
Com a chegada da nova estação, a tendência é que o setor de frutas, legumes e verduras seja favorecido pelo clima mais ameno e pela colheita de diversos itens da safra. Isso significa que o consumidor pode encontrar preços mais acessíveis em produtos bastante presentes no dia a dia.
Entre as hortaliças e legumes, destacam-se o tomate, que já é encontrado a partir de R$ 3,98, o quilo nos supermercados e hortifrutis de Nova Friburgo; pimentão (a partir de R$ 6,99), berinjela (R$ 2,99), repolho (R$ 2), alface, couve e outras folhagens (a partir de R$ 0,80 em média, a unidade), além do alho nacional (a partir de R$ 18).
No grupo das frutas, a estação favorece a safra de mangas, melões, morango, banana nanica e mexerica, que também tendem a apresentar valores mais atrativos.
Outras frutas, como uva, mamão, abacaxi, pêssego e jabuticaba, que entram em plena safra neste mês tendem a ter redução de preço nas prateleiras do varejo nas próximas semanas. (Com informações de O Dia online)

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