13 de fevereiro - Dia Mundial do Rádio

Data foi proclamada na Conferência Geral da Unesco em 2011
sábado, 13 de fevereiro de 2021
por Jornal A Voz da Serra
13 de fevereiro - Dia Mundial do Rádio

A data da criação da rádio das Nações Unidas, em 13 de fevereiro de 1946, foi a escolha natural para celebrar esse meio de comunicação de massa. O Dia Mundial do Rádio foi proclamado na Conferência Geral da Unesco em 2011, seguindo proposta inicial da Espanha. Foi aprovada por unanimidade no ano seguinte pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Por que a homenagem? Porque o rádio é um meio de baixo custo e popular, que pode alcançar as áreas mais remotas e as pessoas mais marginalizadas. Ele continua transmitindo quando outras mídias saem do ar em casos de comunicações de emergência ou após um desastre natural. 

Em resumo, o rádio é um meio que tem sido completamente capaz de adaptar-se ao desenvolvimento de novas tecnologias, como a banda larga, a transmissão de áudio digital (digital audio broadcasting – DAB) e os dispositivos móveis.

O objetivo da data é conscientizar o público da importância do veículo e incentivar os tomadores de decisão a utilizá-lo para fornecer acesso à informação e melhorar a cooperação internacional entre as emissoras. A celebração é um dos dias internacionais mais populares proclamados pelas Nações Unidas, e todos os anos, centenas de estações de rádio por todo o mundo participam do evento. 

O começo

O rádio foi patenteado pelo cientista e inventor italiano Guglielmo Marconi, no início do século 20. A primeira transmissão radiofônica no Brasil aconteceu em 7 de setembro de 1922, por ocasião do centenário da independência.

Uma estação de rádio foi instalada no Corcovado (Rio) e, além de música, emitiu o discurso do presidente da República, Epitácio Pessoa. No ano seguinte foi fundada por Roquete Pinto a primeira emissora de rádio do país: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. No entanto, o rádio tem mais razões para ser considerado brasileiro. 

Roberto Landell de Moura (1861-1928), padre e cientista gaúcho, também havia realizado experiências semelhantes às de Marconi — antes do italiano. Entre 1901 e 1904, Landell de Moura esteve nos Estados Unidos, onde patenteou inventos, entre os quais um "transmissor de ondas" ou "transmissor fonético a distância" que seria exatamente o rádio. Sua patente, porém, era limitada e perdeu a validade. Marconi ficou com a fama. Trata-se de uma situação semelhante àquela que ocorreu com Santos Dumont e os irmãos Wright.

Antes da televisão 

O rádio foi o primeiro grande veículo de comunicação de massas. Na verdade, dele vieram os primeiros profissionais e até os programas da TV. Por exemplo, você sabia que, antes das telenovelas, existiram as radionovelas? Os ouvintes acompanhavam os capítulos da mesma maneira que hoje, só que tinham que "ver" as cenas em sua imaginação. 

Os primeiros aparelhos de rádio eram grandes caixotes de madeira, usavam válvulas e precisavam ser ligados na tomada para funcionar. Com o tempo, eles foram diminuindo de tamanho e passaram a funcionar com pilhas. Hoje em dia, os rádios estão integrados a outros aparelhos de som.

As emissoras de rádio podem ser captadas também através da internet. Pela web você pode ouvir emissoras do mundo inteiro, basta pesquisar o que quer ouvir. 

O sucesso do rádio se deve ao fato de que ele pode estar em qualquer lugar a qualquer hora e é acessível à maioria da população, tanto em zonas urbanas quanto rurais. Por isso, quem apostava que ele ia desaparecer quando a televisão surgiu se enganou redondamente. 

Sobre as competências que podem desempenhar, o radialista é o profissional de comunicação social responsável por criar, produzir e dirigir programas para rádio e televisão. Ele pode fazer textos, roteiros, organizar a programação e fazer locuções. Pode também ser editor, operador de câmera, de som, ou de vídeo, discotecário, continuista, contra-regra, sonoplasta, encarregado de tráfego (a distribuição dos programas) e ainda desempenhar outras funções. Enfim, um profissional completo, como se pode constatar.

Hoje, ninguém mais vê o rádio como algo ultrapassado, pois ele se moldou às novas tecnologias e continua como um dos principais canais de debate, informação, divulgação e emergência social. Segundo a ONU, o rádio permanece como o meio mais dinâmico, reativo e participativo de interação e compartilhamento de informações. A profissão de radialista foi regulamentada apenas em 1978.

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