Governo Federal autoriza até 32% de etanol na gasolina

Novo pacote é uma tentativa de frear o aumento dos combustíveis nas bombas
quarta-feira, 15 de julho de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Henrique Pinheiro
Foto: Henrique Pinheiro

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na terça-feira, 14, proposta do Governo Federal de aumentar o percentual de etanol na gasolina por seis meses, com o objetivo de tentar segurar os preços.

A mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passa agora de 30% para 32%. Inicialmente, a medida terá vigência de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses, uma única vez.

A decisão considera o mercado internacional de volatilidade no mercado de petróleo e combustíveis. "Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no Brasil busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira", informou o CNPE.

Funcionamento dos veículos 

Ainda de acordo com o órgão, a mistura passou em todos os testes realizados. "A utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores não flex."

O CNPE divulgou também cinco outras resoluções. Entre os destaques, uma trata de mais um reforço no combate a fraudes e adulterações de combustíveis pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) e a outra revoga a resolução sobre comercialização e uso voluntário de biodiesel, que passa a integrar a legislação vigente por meio da lei 14.993/2024.

A mudança já era esperada. A proposta foi anunciada em junho após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com representantes do setor de etanol.

Mistura

A quantidade de etanol na gasolina já foi aumentada no ano passado. Também para combater a alta de preços, o governo propôs, e o CNPE aprovou, em junho do ano passado, o aumento de 27% para 30% de etanol na gasolina e de 14% para 15% de biodiesel no diesel comum. Dessa vez, o diesel não foi contemplado.

Efeitos da guerra 

O Governo Federal continua assombrado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio. Em evento, na segunda-feira, 13, o presidente Lula voltou a reclamar dos impactos da guerra no Brasil e admitiu que ela deverá impactar, em breve, o preço de alimentos comuns, como arroz e feijão.

Para amenizar, o presidente lançou medidas de subvenção para combustíveis, como gasolina, diesel e querosene de aviação há dois meses. Foi a terceira rodada de subsídios anunciada, com subvenção de R$ 0,80 por litro para o produtor nacional, que se soma ao subsídio de R$ 0,32 por litro que já estava em vigor. (Portal Uol)

 
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