Deputado estadual Thiago Rangel é preso na operação Unha e Carne, da PF

Sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão também foram cumpridos em cidades fluminenses
terça-feira, 05 de maio de 2026
por Jornal A Voz da Serra
Foto: Divulgação Alerj
Foto: Divulgação Alerj

O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso na manhã desta terça-feira, 5, na quarta etapa da operação Unha e Carne, da Polícia Federal. O objetivo da operação é desarticular uma suposta organização que aplicava fraudes em procedimentos de compra de materiais e aquisição de serviços, como obras para reforma, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc).

Os policiais cumpriram sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão na capital e também no interior, nos municípios de Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a PF, além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. A investigação aconteceu após análise de mídias apreendidas na primeira fase da operação, contra o vazamento de informações sigilosas por parte de agentes públicos. Na ocasião, o então deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso.

A Seeduc informou que está fazendo uma revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo nas escolas da rede estadual. Entre as medidas que passaram a ser adotadas pela pasta está a definição de um teto de R$ 130 mil para intervenções classificadas como manutenção e pequenos reparos. A secretaria também informou que está colaborando com o Ministério Público Estadual, com o Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) e com os demais órgãos de controle.

Relembre o caso

A Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal, foi dividida em três fases entre dezembro de 2025 e março de 2026 e investigou um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas relacionadas a ações policiais contra a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

De acordo com as investigações, os vazamentos teriam comprometido operações estratégicas, beneficiando diretamente alvos das ações policiais. O caso passou a ser tratado dentro do contexto da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que discute a atuação das forças de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.

(Com informações da Agência Brasil

 
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