A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, na semana passada, a venda ao consumidor de, pelo menos, seis tipos de repelentes e protetores solares fabricados pela empresa Henlau Química. Segundo a Anvisa, uma inspeção realizada entre os dias 14 e 17 de abril constatou que a empresa descumpriu determinações de normas de Boas Práticas de Fabricação. Ainda de acordo com o informe da Anvisa, os produtos estavam sendo fabricados com fórmulas diferentes das autorizadas.
Entre as marcas estão o repelente Gel Baby Amorável, Sunlau FPS 30 – Loção de proteção solar UVA/UVB com vitamina E, Protetor Solar FPS 30 Wurth, Sunlau Spray repelente Deet, Needs Repelente de Insetos com Icaradina Spray Kids e o Needs Repelente de Insetos com Icaradina Gel Kids.
Mais produtos proibidos
Outros produtos da empresa também entraram na restrição, ficando proibida a venda de todos os cosméticos fabricados pela Henlau Química e a suspensão da fabricação de produtos de limpeza. Os produtos já estão sendo retirados do mercado e ficou totalmente proibida a venda, distribuição, comercialização, divulgação e o uso desses produtos.
Caso o consumidor tenha em casa alguma das marcas citadas, deve entrar em contato com a empresa por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) por meio do contato disponível no rótulo da embalagem. O descarte do produto também deve ser feito de maneira consciente, procurando o fabricante ou local onde o produto foi comprado para mais informações sobre a devolução.
Riscos
A alteração da fórmula aprovada pode comprometer a eficácia do produto, como o repelente, que pode perder sua função principal de afastar insetos, aumentando o risco de doenças transmissíveis por mosquitos, como a dengue. O mesmo acontece com o protetor solar, que pode ter um fator de proteção (FPS) abaixo do indicado no rótulo.
Além disso, fórmulas alteradas podem conter substâncias não indicadas, com risco de reações alérgicas. O consumidor deve interromper o uso do produto imediatamente e substituí-lo por marcas aprovadas pela Anvisa.
(Fonte: Gov.br)

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